Análise política

O show de Victor Coelho e o silêncio dos opositores

Foram várias horas – quase sete – de um show dado pelo prefeito Victor Coelho (PSB). Na plateia os vereadores, sendo uns três ditos opositores, mas que na última terça-feira (25) assistiram boquiabertos e quase silenciosos a prestação de contas do gestor cachoeirense.

A segurança com a qual Victor apresentou suas ações do ano passado deixou claro que se houvesse a possibilidade de uma terceira eleição ele estaria no páreo. A Cachoeiro mais humana, mais bem cuidada, mais empreendedora e sustentável e mais organizada, foi apresentada em quase 300 páginas.

Não é a Cachoeiro perfeita, sem problemas… é a Cachoeiro como ela é: uma cidade em busca de mais soluções para seus muitos problemas que não se resolvem simplesmente com boas ideias, mas com parcerias políticas e com mais dinheiro, que infelizmente não está apenas no caixa da Secretaria de Fazenda. Aliás, lá tem pouco. É necessário buscar, a partir de uma gestão que seja, por exemplo, nota A no tesouro Nacional.

Não se governa Cachoeiro sem parceria política. Ferraço, nos áureos tempos de prefeito, fazia bem isso. Tanto que manteve em Brasília um escritório só para captar recursos. Valadão teve apoio do ex-governador Paulo Hartung para o recapemento asfáltico nas principais 45 ruas da cidade, além de grandes obras de contenção. Casteglione buscou verbas no PT federal, que à sua época de prefeito comandava Brasília.

Victor agora tem um volume gigante de investimentos do governador Casagrande (PSB). Basta só citar as obras de macrodrenagem que beiram R$ 60 milhões acontecendo em vários bairros cachoeirenses. Deve ser por isso que os oposicionistas lá na Câmara falaram pouco.

Pode-se discordar do jeito pessoal do prefeito Victor; dele no seu dia a dia; de um ponto ou outro de sua gestão; de um ou outro secretário; de uma obra mais lenta aqui ou acolá… enfim, pode-se discordar e dizer que não é uma excepcional gestão, mas quando se vê uma apresentação como a que fez na Câmara, diante do silencio dos que gostam de criticar apenas em redes sociais, não há dúvida que a próxima eleição passa por ele.

Administrativamente falando, o prefeito de Cachoeiro tem muita lenha para queimar até abril do ano que vem, e quando chegar lá, já perto do pleito, não vai assistir passivamente a banda eleitoral passar. Vai botar o dedo e vai dar sua contribuição para quem estiver junto.

Não vejo um novo prefeito na cidade que não aproveite o que se faz agora. Que não abrace os avanços de hoje. Que não tenha perto de si um vestígio da gestão victorense. O silêncio dos vereadores de oposição na última terça-feira me faz crer nesse caminho. Ficaram tímidos, quase calados. E quem cala…

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