IPTU 2026: boletos estarão disponíveis a partir da próxima semana em Cachoeiro

Os contribuintes de Cachoeiro de Itapemirim poderão emitir, a partir da próxima semana, os boletos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026. O documento estará disponível para impressão no site oficial da Prefeitura: www.cachoeiro.es.gov.br. Para realizar a emissão do boleto, o contribuinte deverá informar CPF, CNPJ ou a Inscrição Imobiliária vinculada ao imóvel. O vencimento da primeira parcela será no dia 15 de abril. Quem optar pelo pagamento em cota única até essa data terá desconto de 10% no valor do imposto. Já os contribuintes que preferirem parcelar poderão dividir o pagamento em até oito vezes, com vencimentos nos meses de abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro. Outro benefício importante é que os contribuintes que mantiverem o pagamento em dia garantirão 20% de desconto no IPTU de 2027. O pagamento poderá ser realizado via PIX ou por meio dos canais de atendimento disponibilizados pelos bancos Banestes, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander, Itaú, Sicredi e Bancoob, exclusivamente nos meios de recebimento oferecidos por essas instituições. A Prefeitura reforça a importância de manter o imposto em dia, contribuindo para investimentos e melhorias em serviços e infraestrutura para toda a cidade.
Botafogo cai para o Barcelona e fica fora da Libertadores

A torcida compareceu e apoiou, mas o Botafogo foi derrotado, nesta terça-feira (10), por 1 a 0 pelo Barcelona de Guayaquil (Equador) em pleno estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e ficou fora da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Com a queda na terceira fase prévia da competição, o Alvinegro de General Severiano segue agora para a Copa Sul-Americana. O time comandado pelo técnico argentino Martín Anselmi entrou em campo nesta terça confiante de que poderia alcançar a classificação, pois precisava de uma vitória simples em casa após empatar pelo placar de 1 a 1 na última semana com os equatorianos em jogo disputado no estádio Monumental de Guayaquil. Porém, o que a torcida viu em campo no primeiro tempo foi um Botafogo que até conseguia manter mais a posse de bola e se aproximava da área adversária, mas que pecava nas finalizações. Já o Barcelona foi cirúrgico e, na única oportunidade clara que teve, logo aos sete minutos, foi fatal: Rojas cruzou, Martínez escorou e o volante Céliz chutou para superar o goleiro Léo Linck, que falhou no lance. Após o intervalo o técnico Martín Anselmi finalmente colocou em campo um centroavante: Arthur Cabral. E foi do atacante, que não teve uma grande atuação, a oportunidade mais cristalina de empatar o marcador. Aos 35 minutos o camisa 19 do Alvinegro aproveitou bola levantada na área e cabeceou colocado, forçando o goleiro Contreras a fazer grande defesa. Com a queda na Libertadores, o Botafogo segue para a Copa Sul-Americana. Seus adversários na primeira fase da competição serão conhecidos no dia 19 de março, em sorteio realizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) na cidade de Luque (Paraguai).
Com segunda oitiva, CEI da BRK acredita haver indícios de ato ilícito em termo aditivo de contrato

Fernando Santos Moura, controlador geral do município, e o economista Yuri Gagarin Sabino, servidor efetivo e analista econômico da Agersa – Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim, foram as duas testemunhas ouvidas na segunda oitiva de Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Cachoeiro. A Comissão foi instituída para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao 14º Termo Aditivo ao Contrato de Concessão nº 029/1998, firmado entre o Município e a empresa BRK Ambiental. A audiência aconteceu na manhã desta segunda, 09, e foi conduzida pelo presidente da CEI, vereador Vitor Azevedo (Podemos), com relatoria de Coronel Fabrício (PL) e a presença do membro Alexandre de Itaoca (PSB) e do responsável pela assessoria jurídica, o advogado Helio Maldonado. A Comissão continuou o trabalho de apuração de informações técnicas sobre o aditivo e o estudo para a revisão econômico-financeira contratual, entregue em 2022 pela empresa Houer Consultoria e Concessões Ltda, contratada pela Agersa. Com as duas oitivas já realizadas, a comissão acredita que há indícios reais de ato ilícito com a “intenção de enganar ou esconder que o objetivo era o adiantamento de R$15 milhões. Porque se você usa uma nomenclatura de ‘mídia’, coloca um ‘texto jabuti’, que não tem nada a ver, percebe-se com muita clareza que tudo o que não se quer é que tenha clareza no processo”, afirma Azevedo. Moura detalhou o processo de auditoria iniciado por sua equipe assim que assumiu o cargo e o que foi encontrado e anexado ao processo: Moura também confirmou que não houve projeto de lei, encaminhado à Câmara e devidamente votado e aprovado, sobre o crédito especial relativo à antecipação de outorga, ato que seria sua orientação ao prefeito enquanto controlador. “Hoje em dia entendemos que o controle social é até mais importante que o controle externo. O controle social é o exercido pela sociedade, e os vereadores são os representantes desta sociedade”. Sabino, por sua vez, esclareceu sobre a complexidade e a periodicidade necessária para os processos de estudos de revisão tarifária. Ele afirmou que pesquisou mais de vinte notas técnicas de agências reguladoras grandes do Brasil e as apresentou ao então diretor da Agersa, Vanderley Teodoro de Souza. Porém o “tratamento destinado pelo diretor aos servidores era o pior possível”, incluindo ameaças e coação, e ele “ignorou solenemente” todos os estudos técnicos apresentados. Assim, Sabino foi afastado do processo e de funções relativas ao seu cargo. Os membros esclarecem que a CEI atua com poderes investigatórios e limites regimentais e constitucionais, devendo observar o devido processo legal. As testemunhas se comprometem a dizer a verdade, de acordo com a lei, podendo se omitir de responder perguntas cuja resposta não saibam, com a devida justificativa. Objetivos da Comissão: De acordo com o vereador autor, a CEI tem como finalidade verificar se houve ilegalidades ou inconformidades na condução do 14º aditivo contratual, especialmente quanto: – ao reajuste extraordinário de tarifas de 4%, aplicado nas contas de água;– à antecipação da outorga no valor de R$ 15 milhões, cuja destinação e relação com investimentos em benefício da população não ficaram claras;– e ao possível desrespeito a estudos técnicos previamente contratados pela Prefeitura, que indicavam a possibilidade de redução de valores cobrados da população.
Secretaria da Fazenda amplia opções de pagamento de tributos estaduais com inclusão das casas lotéricas

A Secretaria da Fazenda (Sefaz) disponibilizou aos contribuintes mais uma opção para o pagamento de tributos estaduais: as casas lotéricas. A nova modalidade passou a ser possível após a assinatura de Termo Aditivo ao Convênio de Arrecadação de Tributos firmado entre a Sefaz e a Caixa Econômica Federal, ampliando os canais disponíveis para quitação de débitos. Com a mudança, podem ser pagas nas lotéricas todas as receitas estaduais, como IPVA, ICMS, ITCMD e Documentos Únicos de Arrecadação (DUA) referentes a taxas, incluindo DUA do Detran-ES e do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). O limite para pagamento nas lotéricas é de até R$ 5 mil por operação. A nova alternativa se soma às formas de pagamento já disponíveis, como boleto bancário, internet banking e Pix, que continuam funcionando normalmente. O objetivo é ampliar a conveniência e facilitar o acesso dos contribuintes aos serviços de arrecadação. A Sefaz também reforça um alerta importante: o órgão não envia boletos, links de pagamento ou cobranças por e-mail, mensagens ou aplicativos. Para realizar o pagamento de tributos estaduais, o contribuinte deve sempre emitir o Documento Único de Arrecadação (DUA) diretamente no site oficial da Sefaz (www.sefaz.es.gov.br), garantindo a segurança da operação e evitando golpes. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem entrar em contato com a Receita Estadual por meio do canal Receita Orienta, preenchendo o formulário disponível em:https://s1-internet.sefaz.es.gov.br/ReceitaOrienta/formulario.
Agroindústria Calvi recebe o Selo Arte e agora pode comercializar queijo e manteiga em todo o país

Um dia muito importante para o município e para a agricultura familiar. A agroindústria Calvi, localizada na comunidade de Alto Gruta, recebeu oficialmente, na última sexta-feira (6), os certificados do Selo Arte, em um momento de celebração que reuniu autoridades, representantes do poder público e membros da sociedade civil. A conquista representa mais do que uma certificação sanitária: simboliza o reconhecimento de uma tradição familiar construída ao longo de gerações e o fortalecimento das políticas públicas de apoio ao produtor rural. A agroindústria, administrada pela família Calvi, tem dois de seus produtos reconhecidos com o selo: o queijo minas meia cura e a manteiga extra com sal. O reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União, confirmando que os produtos atendem aos critérios estabelecidos pela legislação federal para alimentos artesanais. O Selo Arte considera não apenas o processo de fabricação, mas também os padrões de qualidade e higiene no preparo. Para receber a certificação, é necessário que o produtor esteja regularizado junto ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM), órgão vinculado à prefeitura responsável por acompanhar e garantir a qualidade da produção das agroindústrias locais. Com essa certificação, abre-se um novo horizonte para a família Calvi: os produtos passam a ter autorização para comercialização em todo o território nacional. Antes disso, a agroindústria já possuía o Selo Susaf/ES, obtido por meio do SIM, que permite a comercialização dentro do estado do Espírito Santo. Segundo o secretário municipal de Agricultura, José Arcanjo Nunes, apoiar a agroindústria familiar é uma das prioridades da gestão. “Apoiar a agroindústria familiar rural é uma missão da Secretaria Municipal de Agricultura. Esse tipo de empreendimento gera renda, trabalho e desenvolvimento sustentável no meio rural, além de garantir que as famílias permaneçam no campo com dignidade e oportunidade”, destaca. A qualidade dos produtos da família Calvi já havia sido reconhecida anteriormente. O queijo minas meia cura, por exemplo, conquista medalha de ouro em um concurso nacional de queijos realizado em Santa Catarina, no ano de 2025. A história da produção começou ainda no início do século passado, com os bisavós do atual responsável pela agroindústria, Carlos Eduardo Furlan Calvi. Desde então, a receita e o modo de fazer são preservados e transmitidos de geração em geração, mantendo viva a identidade e a tradição da produção artesanal no campo. O reconhecimento com o Selo Arte reforça esse legado e demonstra que tradição, organização e responsabilidade técnica podem caminhar juntas, fortalecendo a cadeia produtiva da agroindústria familiar e promovendo desenvolvimento para o município.
Nível de consumo das famílias capixabas é o maior dos últimos nove anos

O Nível de Consumo Atual das famílias capixabas registrou crescimento de 5,3% em fevereiro deste ano, quando comparado a janeiro, alcançando 107 pontos. O resultado é o mais elevado para o mês nos últimos nove anos e mantém o indicador acima da linha dos 100 pontos, patamar que sinaliza satisfação e maior predisposição ao consumo. A performance do estado também supera a média nacional, que ficou em 94,2 pontos, evidenciando um maior dinamismo do comércio capixaba. Os dados integram o relatório mensal do Connect/Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nas informações do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No resultado geral do ICF, o Espírito Santo atingiu 109,9 pontos em fevereiro, com alta de 1,2% em relação a janeiro (108,6 pontos). Com esse desempenho, o estado permanece acima da média do Brasil (106 pontos) e do Sudeste (107,7 pontos). O coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, observa que, considerando dados do mês de fevereiro desde 2016 (70,3), a intenção de consumo das famílias capixabas tem alcançado os maiores patamares do índice nos últimos três anos. A partir de 2024, há uma evolução do índice, que atinge 110,7, 112,6 e 109,9 pontos. “O resultado indica consolidação de um cenário mais estável para o consumo no estado e propício para o planejamento financeiro. O crescimento do Nível de Consumo Atual, subíndice do ICF, aponta para uma confiança maior por parte das famílias capixabas na manutenção ou ampliação das compras. Mesmo com sinais de cautela em relação ao emprego e à renda, o ambiente segue favorável, com perspectivas mais positivas do que no restante da região e do país”, avaliou Spalenza. Entre os demais itens que formam o ICF, destaque para o subíndice “Acesso ao Crédito (compras a prazo)”, que cresceu 2,7%, passando de 104,8 para 107,6 pontos em fevereiro. E, apesar de pequenas retrações nos subíndices “Segurança em relação ao Emprego Atual” (-1,4%) e “Satisfação com a Renda Atual” (-1,8%), a maior parte dos indicadores se mantém acima da zona de satisfação. A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br.
Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira (16) as regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora o calendário oficial ainda não tenha sido anunciado, a expectativa é que o prazo de entrega da declaração comece no dia 16 e se estenda até 29 de maio, último dia útil do mês, seguindo o padrão dos anos anteriores. Uma das principais dúvidas entre os contribuintes neste ano envolve a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro e ter começado a aliviar o bolso de parte dos trabalhadores desde fevereiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025. Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027. A confusão entre isenção do imposto e obrigatoriedade de entregar a declaração é comum entre os contribuintes. Especialistas alertam que estar isento do pagamento mensal não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, já que a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras. Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026? Com base nas regras aplicadas no último exercício fiscal, que não sofreram alteração neste ano, devem apresentar a declaração os contribuintes que, em 2025: Quem fica isento do imposto? A nova tabela do Imposto de Renda ampliou a faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, mas a regra só valerá para rendimentos recebidos a partir de 2026. Por isso, o efeito prático aparecerá apenas na declaração entregue em 2027. Atualmente, o limite oficial de isenção do imposto é de R$ 2.428,80 por mês. Com os ajustes aplicados na tabela, que criou deduções adicionais, a isenção efetiva alcança rendimentos mensais de até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos em 2025. Documentos necessários para declarar Para preencher a declaração, o contribuinte deve reunir documentos pessoais e comprovantes de renda e patrimônio. Documentos de identificação: Comprovantes de renda: Comprovantes de renda variável: Restituições Seguindo o padrão dos últimos anos, o pagamento das restituições deve começar no fim de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote tende a ser pago em 30 de setembro. Informe de rendimentos Documento essencial para preencher a declaração, o informe de rendimentos foi repassado por empregadores e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado. O mesmo vale para as instituições financeiras, que eram obrigadas a enviar os rendimentos de aplicações e o saldo em contas até a mesma data. Caso não tenha recebido o documento, o contribuinte deve pedi-lo diretamente à empresa ou utilizar a declaração pré-preenchida disponível no sistema da Receita Federal a partir do primeiro dia de declaração. Outros comprovantes Os comprovantes usados para deduções no Imposto de Renda também foram enviados até 27 de fevereiro. Os informes de pagamentos a planos de saúde individuais e recolhimentos a fundos de pensão serão usados pelo contribuinte para deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda e aumentar a restituição. Fonte: Agência Brasil
Divino de São Lourenço inicia processo de anexação de localidades de Guaçuí, diz deputado Gandini

Após articulação do deputado estadual Fabrício Gandini (PSD) na Assembleia Legislativa, o município de Divino de São Lourenço, no Caparaó capixaba, deu neste sábado (7) o primeiro passo para anexar sete localidades que hoje pertencem oficialmente a Guaçuí. São elas: Nossa Senhora de Fátima, Felicidade, Serra Azul, Córrego do Ipê, Caçador, Pedra Preta e Vista Alegre. O encontro realizado na casa do morador Valmir Borges, na comunidade de Serra Azul, com a presença do prefeito Dudu Queiroz (PSB), do vice-prefeito Ronaldo Borges (PSB), vereadores e moradores da região. A iniciativa foi viabilizada após a aprovação da Lei 12.686, de 16 de dezembro de 2025, na Assembleia Legislativa, que estabelece novos critérios para redefinir os limites territoriais entre municípios capixabas. Gandini é coautor da proposta, apresentada pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União Brasil). A matéria chegou a ser vetada pelo governo do Estado, mas o veto foi derrubado pelos deputados e a lei acabou promulgada. O texto aprovado também recebeu uma emenda de Gandini que determina que, em áreas com conflitos territoriais, prevaleçam temporariamente as divisas anteriores à Lei 10.600, de 2016 — norma que redefiniu os limites municipais do Espírito Santo sem consulta à população. Segundo Gandini, a nova legislação, aprovada no ano passado, busca corrigir distorções criadas pela lei anterior, de 2016, e evitar que comunidades fiquem sem atendimento do poder público. “A lei de 2016 criou situações complexas. Em alguns casos, municípios não assumiram as áreas que lhes foram atribuídas, deixando regiões praticamente abandonadas”, explicou. O deputado cita como exemplo a situação de Divino de São Lourenço, após receber das lideranças Édipo Paschoa, Wesley da Farmácia e Cassiano, além dos vereadores Vandin do Tonico e Júnior Valadão, informações e pedidos de ajuda para resolver o impasse entre os municípios. “Quem presta serviços de educação, saúde, transporte escolar e manutenção de estradas nessas localidades é Divino de São Lourenço. Mas, do dia para a noite, elas passaram a constar como território de Guaçuí, que nunca assumiu esses serviços. A lei que aprovamos veio justamente para resolver esse tipo de conflito”, afirmou. Pela nova legislação, a redefinição das divisas deve ocorrer com participação direta das comunidades afetadas, das prefeituras envolvidas e de órgãos estaduais. Além da Assembleia Legislativa, também devem ser ouvidos o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Poder Judiciário e o Tribunal Regional Eleitoral. O prefeito de Divino de São Lourenço defende a anexação das localidades e teme perda de arrecadação caso o município deixe de incorporar oficialmente as comunidades que já atende. O limite territorial entre Divino de São Lourenço e Guaçuí foi estabelecido em 1964, por meio da Lei nº 1.915. Desde então, não houve atualização cartográfica oficial. Muitos produtores rurais só descobriram a mudança promovida pela lei ao realizar o registro de suas propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pelo governo federal.
Abertura de pequenos negócios bate recorde em 2026

Foto: Fernando Frazão Fonte: Agência BRasil O número de pequenos negócios abertos no Brasil bateu novo recorde nos primeiros dois meses deste ano. De acordo com dados da Receita Federal – reunidos pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – mais de 1,033 milhão de formalizações foram feitas em janeiro e fevereiro, considerando microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O resultado supera em 3% o recorde anterior, alcançado no primeiro bimestre de 2025. Segundo levantamento do Sebrae, os três tipos de pequenos negócios representaram 97,3% do total de cadastros de pessoas jurídica formalizados no país. A abertura categoria de microempreendedor individual (MEI) lidera largamente, com 79,5%. Em seguida, aparecem as microempresas (17%) e as pequenas empresas (3,5%). Eles se diferenciam principalmente pelo volume de faturamento e pela quantidade de empregados. A categoria microempreendedor individual foi criada para formalizar os trabalhadores por conta própria, por isso, só se encaixam como MEI os empreendedores de determinadas atividades com faturamento de até R$ 81 mil reais por ano com, no máximo, um funcionário. As micro e pequenas empresas podem empregar mais pessoas, sendo que as primeiras faturam até R$ 360 mil anuais, enquanto as segundas chegam a R$ 4,8 milhões. Dados de 2025 do Sebrae, mostram que essas empresas foram responsáveis por mais de 80% do saldo de contratações do país no ano passado. Considerando apenas os microempreendedores, a maioria opera no setor de serviços. Em fevereiro, 65% do total de novos pequenos negócios exerciam atividades dessa categoria, seguidos por 19,6% no Comércio, 7,6% na Indústria e 6,8% na Construção. A análise por atividades mostrou que as mais frequentes, entre os microeemprededores foram de malote e entrega, transporte rodoviário de carga e publicidade. Entre as micro e pequenas empresas, por suas vez, teve destaque a abertura de negócios de atenção ambulatorial executada por médicos e odontólogos, serviços combinados de escritório e apoio administrativo e atividades da saúde, exceto médicos e odontólogos.
Especialistas alertam para riscos ambientais de intervenções em praias

Foto: Fernando Frazão Fonte: Agência Brasil Obras como engordas artificiais de praia, molhes de pedra e muros de contenção têm se multiplicado para conter o avanço do mar no litoral brasileiro. Porém, especialistas alertam para efeitos colaterais no meio ambiente e para a necessidade de soluções baseadas na natureza. Na semana passada, o governo do Paraná foi multado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em R$ 2,5 milhões pelo uso de sacos plásticos com areia para conter a erosão no litoral de Matinhos. Cidades litorâneas têm recorrido com frequência à engorda de praia, técnica para ampliar artificialmente a faixa de areia. Municípios como Balneário Camboriú e Piçarras, em Santa Catarina, tornaram-se exemplos desse tipo de intervenção. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) observaram que essas obras podem alterar a dinâmica natural das ondas e das correntes marítimas. Em nota técnica, o grupo de pesquisa indica mudanças nos padrões de circulação da água, o que pode afetar a qualidade dela e até aumentar o risco de afogamentos em áreas recentemente alargadas. Segundo o professor Alexander Turra, pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), estruturas emergenciais costumam resolver um problema localizado, mas acabam provocando desequilíbrios em outros pontos da costa. “Essas obras podem reter areia de um lado, mas intensificar a erosão do outro. O resultado é um efeito dominó que exige novas intervenções e pode comprometer a continuidade da praia”, explica Turra. O pesquisador cita casos no litoral sul da Bahia e no litoral paulista em que empreendimentos turísticos foram construídos em áreas naturalmente vulneráveis ao avanço do mar. A ocupação em muitas dessas regiões ocorreu com a supressão de restingas e dunas, ecossistemas que funcionavam como barreiras naturais. Com o avanço da erosão, hotéis e outras estruturas passaram a construir muros de contenção para proteger suas instalações. O resultado, porém, é a perda quase total da faixa de areia durante a maré alta. Soluções da natureza Pesquisadores defendem a ampliação das chamadas soluções baseadas na natureza para a proteção costeira. A bióloga Janaína Bumbeer, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, explica que ecossistemas como manguezais, restingas, dunas e recifes de coral desempenham papel fundamental na proteção do litoral. “Esses ambientes absorvem a energia das ondas, mantêm os sedimentos no lugar e amortecem o impacto das tempestades”, diz Bumbeer. “A praia é dinâmica, mas as estruturas de concreto são estáticas e não se adaptam aos ciclos naturais”. Além de proteger a costa, esses ambientes também oferecem benefícios econômicos e ambientais. Estudo coordenado pela bióloga estima que os recifes de coral do Nordeste brasileiro evitam até R$ 160 bilhões em danos graças à sua função de proteção costeira. Área de manguezal, recuperada após desastre ambiental, no Parque Natural Municipal Barão de Mauá, na margem da Baía de Guanabara. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Manguezais também desempenham papel estratégico: além de armazenarem grandes quantidades de carbono, sustentam cerca de 70% das espécies pesqueiras exploradas comercialmente no Brasil em alguma fase do ciclo de vida. Restingas e dunas, por sua vez, conseguem acumular sedimentos e crescer verticalmente, acompanhando a elevação do nível do mar quando preservadas. Para Turra, ampliar o conhecimento público e planejar melhor a ocupação do litoral são medidas essenciais diante das mudanças climáticas. “O litoral é um bem coletivo. Planejar sua ocupação com base em evidências científicas é garantir que ele continue existindo e gerando prosperidade para as próximas gerações, e não apenas para interesses particulares de curto prazo”, afirma.