Em Itapemirim, faltam ao Dr. Antônio gestão e a liturgia do cargo

Circulou nesta segunda-feira (20), dia em que coincidentemente marcou a chegada do outono – período caracterizado por noites mais longas – um vídeo deprimente do prefeito de Itapemirim Dr. Antônio (PP). Pela imagem e palavras ditas, realmente percebe-se que as noites serão longas em Itapemirim. Mas a imagem diz mais que as palavras e expõe a gravidade do quadro. O prefeito diz em alto e bom som que a prefeitura deve R$ 170 milhões. O valor é alto, mas não é isso que assusta quando se trata de um município que tem condições de enxugar as despesas e planejar esse pagamento a fornecedores. É preciso um choque de gestão, com responsabilidade e conhecimento, qualidades administrativas que parecem faltar na boa, mas perdida, figura de Dr. Antônio. O que assusta é exatamente a imagem de um prefeito derrotado, sem planejamento para solucionar o problema e que ainda escolhe o pior lugar para dar aos cidadãos uma notícia grave dessas: um campo de terra, sujo, sentado em uma cadeira enferrujada, debaixo de uma trave enferrujada, cheio de entulhos em volta, sol escaldante, boné na cabeça, e com uma mensagem sem perspectiva e desanimadora para o povo. O prefeito de Itapemirim está sem rumo, derrotado, abatido. E quando se esperava ouvir dele uma frase alentadora no final do vídeo, ele apenas diz: “Mas eu tenho um projeto que se chama Jesus”. Ora, ora, alguém precisa sacudir esse homem e dizer a ele que Jesus é um projeto de vida, pessoal, religioso, e que toda pessoa de boa vontade deve ter; mas isso, por si só, não resolve os problemas que precisam de esforço e planejamento para serem resolvidos. Além de um projeto que se chama Jesus, que tem, ele precisa de um projeto de governo, que não tem. Devemos temer a Deus, colocá-lo na frente de tudo que a gente faz, mas sabendo que ele requer de nós atitude, coragem e inteligência para vencer as dificuldades do mundo. Seus antecessores, Zé Lima (PDT) e Dr. Thiago Peçanha (Republicanos), a quem o prefeito acusa de terem deixado dívidas, também falavam de Jesus todo dia, mandavam mensagem e etc, mas isso não fez deles os escolhidos de hoje para governar uma cidade e resolver os problemas. O escolhido é você, Dr. Antônio, que, igualmente a eles, também acredita em Jesus. Então, pergunto: além de serem iguais na fé e no amor a Jesus, o que os diferenciam? Deveria ser um plano de governo. O povo votou em você acreditando nas suas diferenças em relação aos antecessores, e não por aquilo que os fazem iguais. Nenhum prefeito vira prefeito sozinho. Projeto eleitoral é feito a várias mãos. É preciso que os partidos e as lideranças que compuseram e arquitetaram esse projeto de governo que aí está chamem o prefeito e ajudem. Não pode, sobretudo, o prefeito parecer sem rumo porque aí tira toda a esperança daqueles que acreditam nele. Faltam ainda quase dois anos para o governo de Dr. Antônio acabar, mas quem vê aquele vídeo que ele fez, parece que o governo já acabou. A imagem, antes de ser aterrorizante, é um chiste, até porque a dívida é totalmente sanável. Mas a alegoria esconde, na verdade, falta de gestão. Segundo nossas fontes, ligadas a contas públicas e profundas conhecedoras da realidade de Itapemirim, o problema é orçamentário e não financeiro. O recurso permanece entrando mês a mês, ocorre que esse recurso fica preso a um orçamento mal gerenciado: receita certa para o caos vivido pela atual administração. Por fim, cabe ao prefeito, antes de mais nada, a liturgia do cargo. Notícia séria dessas não se dá como se estivesse fazendo um mutirão de limpeza num bairro. É sentado, no gabinete, se possível em companhia de secretário de Fazenda, detalhando a quem deve, quanto deve, e com um planejamento para sanar a dívida. De preferência ainda, com a imprensa presente, para que seja dada ampla publicidade à gravidade do fato. Dívidas da gestão se resolvem no gabinete. De terno e com secretariado. Mutirão para falar de iluminação, área de lazer e limpeza, se faz na rua, de boné e com equipe de rua. Projeto que envolve Jesus, se faz na Igreja, com a família e com os irmãos de fé. Há tempo para tudo, está na bíblia. Então, a bondade quando for bom ser bom; a justiça quando for melhor; e o perdão, se for preciso perdoar. Por fim, Dr. Antônio, a quem tenho estima pelo bom caráter que é, fica a última sugestão: use filtro solar no próximo vídeo. O sol tá de lascar! ***************************************************** “Preciso refrear um pouco meu desejo de ajudar / Não vou mudar o mundo louco dando socos para o ar / Não posso me esquecer que a pressa é a inimiga da perfeição” – Cada Tempo Em Seu Lugar (Gilberto Gil)
Intendente sábio não antecipa processo

A conta – política e às vezes financeira – costuma ser cara, por isso a antecipação do processo eleitoral não é tarefa para quem administra. Intendente que se propõe a discutir eleição cedo demais, sobretudo se ele já foi reeleito, pode estar procurando problema e esquecimento. É difícil crer que Victor Coelho, que por acaso já foi reeleito e portanto se encaixa neste exemplo, esteja tratando de sucessão a quase dois anos de findar seu mandato e com a cidade fervilhando em obras. Gostaria ele de ser esquecido tão cedo assim e dar o centro das atenções à prefeitáveis de véspera? Com a tarefa de entregar as muitas intervenções que acontecem em Cachoeiro, principalmente a de macrodrenagem orçada em R$ 55 milhões, me surpreenderia muito se Victor Coelho estivesse articulando nome para sucedê-lo tão cedo. E não está. Digo isso tão seguro quanto a zaga do Flamengo em dia de clássico… quero dizer, digo sem segurança, mas digo. Victor lidera uma gestão que tinha tudo para estar no ostracismo. Não vou aqui relembrar os grandes desafios dela para não ocupar linhas, mas é quase um milagre que esteja muito vivo politicamente e, ouso dizer, voando e olhando de cima o cenário futuro que se desenha. A cara de garotão e o jeito simples fazem do prefeito um desenho da figura que definitivamente ele não é: um neófito político guiado por terceiros. Victor é sabido, e para comprovar isso basta dizer que ninguém é prefeito duas vezes de uma cidade tão importante quanto Cachoeiro ingenuamente. O prefeito sabe o tamanho que tem e que terá quando chegar lá em meados do ano que vem e tiver – ou não – que apoiar um nome para sucedê-lo. Sabe que se entregar as obras que estão em andamento na cidade entrará no debate político em condições de influenciar amplamente os caminhos sucessórios. Por isso, me estranharia muito que estivesse, já agora, nesse debate eleitoral. Não está. Ao governante, antes de tudo, a governança. ***************************************************** Contudo, o fato de o prefeito de Cachoeiro não participar do debate pré-eleitoral, não significa que ele não esteja acontecendo. As peças se movimentam buscando arrastar Victor para o vulcão, que foge dele. Vacinado contra o debate eleitoral precoce, deixa para os que desejam seu lugar a ocupação de fazê-lo. E nesta erupção pré-eleitoral, reparo com reticências o convite feito pelo Podemos para levar para a sigla o jovem Diego Libardi (Republicanos), noiva cobiçada nessa tentativa de casamento com o Palácio Bernardino Monteiro. O mundo político fervilha com a possibilidade de formação de federações partidárias, que fará a junção de diversas siglas. Posto isso, uma mudança de ninho neste momento pode ser precipitado ante a uma consolidação de forças que ainda se adéquam. Melhor seria esperar. Até porque o prazo eleitoral existe e o amanhã ainda é distante. ***************************************************** “E se hoje não fosse essa estrada / Se a noite não tivesse tanto atalho” – O Amanhã é Distante (Geraldo Azevedo)
O fim do resguardo de Diego Libardi

Depois das eleições passadas, onde obteve no geral 18.784 votos, sendo 14.584 só em Cachoeiro, o advogado Diego Libardi (Republicanos) entrou em período de resguardo. Tanto pelo pós-eleitoral, quanto pelo nascimento do seu filho Noah. Primogênito crescidinho e lambidas feridas pela não eleição para deputado federal, Diego botou o pé na estrada nesta semana. O foco é a disputa pela prefeitura de Cachoeiro. Algumas agendas feitas em Vitória mostram que o jovem é tratado como projeto de seu partido e também de outros, uma vez que as conversas incluíram o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e gente de outras siglas, em momentos diferentes. Os movimentos de Diego em Vitória, revelados a este que escreve por uma raposa felpuda, que pediu anonimato, mostram que o rapaz ganhou tamanho devido as duas performance eleitoral que teve, em 2020 e 2022. Mesmo sem mandato, Diego entra, após o descanso eleitoral, no patamar de nomes que podem ou devem figurar como prefeitáveis ano que vem. Apesar desse movimento ser meio óbvio, passa a ganhar contornos de realidade na medida que deixa de ser algo pessoal, conduzido apenas por ele mesmo, e envolve siglas importantes do estado. Ninguém é projeto político dele mesmo, me falou certa vez Roberto Valadão (MDB), com olhar de professor. Aliás, Diego, que por acaso já foi secretário municipal do ex-prefeito de Cachoeiro, também bebeu do percuciente saber político do velho líder emedebista, e portanto não é jogador que possa ser considerado neófito no ramo. Tem certa rodagem no meio político/partidário, embora jovem. Por exemplo, Diego aprendeu com Valadão, que tem o grave defeito de ser vascaíno, mas a virtude de uma vida pública vitoriosa, a necessidade de debater projetos antes de nomes. Tanto que quando foi candidato lá em 2004, o emedebista já tinha em mãos “Um Plano Para Cachoeiro”, documento com diretrizes para governar, caso vencesse a eleição… Como venceu. Por isso, um interlocutor ficou bastante impressionado ao ouvir do Libardi, lá na capital, que é necessário que se construa um projeto administrativo para Cachoeiro antes de se discutir nomes. Documento confeccionado com lideranças e partidos que desejem chegar ao Palácio Bernardino Monteiro. Ta aí uma boa ideia do Diego e que vale para todos os prefeitáveis. Antes de se intitularem candidatos, que tenham em mãos ideias de como gerir uma cidade complexa, problemática e de recursos escassos como Cachoeiro. ************************************************************************************************** “Tanta coisa que eu tinha a dizer / Mas eu sumi na poeira das ruas” – Sinal Fechado (Paulinho da Viola)
Valeu a pena votar em Marcos Do Val para senador?

Lamentavelmente o senador capixaba Marcos do Val (Podemos-ES) caiu em descrédito político em menos de 24hs. Após soltar uma bomba e afirmar, ontem, que havia um plano, discutido na presença do então presidente Jair Bolsonaro (PL), para tentar anular o resultado da eleição e impedir a posse de Lula, ele não manteve a mesma firmeza em suas palavras. Do Val deu ao menos duas versões sobre o caso. Na primeira disse que foi chamado por Bolsonaro para participar de uma trama que envolvia gravar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, para conseguir alguma declaração do ministro que fosse comprometedora e assim anular o resultado da eleição. Depois Do Val sustentou que a ideia partiu do então deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). Também faz confusão ao dizer o local: hora na Granja do Torto, hora no Palácio da Alvorada. Ou seja, é demais crer que um senador há 4 anos em Brasília não saiba em qual endereço estava. Suas versões políticas vão lhe levar à Polícia Federal para esclarecer o caso. O que é muito triste para o Espírito Santo, ter em Brasília um senador que não se destaque pelo trabalho, mas por uma secessão de versões sobre um assunto da maior importância para o país. O Espírito Santo já teve nomes de destaques no Senado Federal com belas contribuições ao povo capixaba. Só para ficar num exemplo recente, destaco aqui a senadora Rose de Freitas (MDB), com um trabalho municipalista importante para as cidades. Mas agora me aparece…. Marcos Do Val. Para completar, disse que iria renunciar ao cargo. Voltou atrás. Se vai continuar em Brasília ou não, isso já perdeu importância e não fará diferença, dada a insignificância do mandato. Triste nisso tudo é saber que se já pensou em renunciar é porque não está dando ao cargo a importância que ele merece. Que o eleitor que votou nele, na sua sã consciência, faça o julgamento e se pergunte: valeu a pena votar em Marcos Do Val para senador? Triste fim para quem ainda está na metade do mandato.
No Shopping Agrosolo, a alegria da nova Marataízes

Que Marataízes mudou para muito melhor nos últimos anos, ninguém tem dúvidas. As duas gestões do prefeito Tininho Batista, em sequência, somadas aos 27 meses de interinidade, fizeram da cidade um lugar agradável para se viver e um ambiente altamente favorável para se investir. Os investimentos têm chegado com força ao município, transformando aquela pacata Marataízes, outrora agitada apenas de dezembro até ao período carnavalesco, em uma efervescente economia de todos os dias. Diante desse quadro, não passou despercebido no último domingo a inauguração do Shopping Agrosolo. A loja Agrosolo, tradicionalíssima no município e especializada no mercado agropet, expandiu-se, adquirindo um formato arrojado e inovador, fazendo com que Marataízes não fique devendo nada às cidades adjacentes. Mas ainda há algo mais simbólico na nova Agrosolo. O que chama mesmo a atenção é o caráter bairrista desse investimento. Se em outros tempos era necessário que empresários de fora do município apostassem no mercado local, agora é gente da terra acreditando na economia da terra. Isso mostra que muito mais que negócio, cresce entre os cidadãos marataízenses o orgulho de ser de Marataízes, de investir e de fazer crescer o lugar em que vivem. O exemplo de Josiel e família, que certamente não foram os primeiros e nem serão os últimos a acreditar na força da economia local, ratifica o ideal de se fazer de Marataízes não apenas um lugar de verão, mas de vida. A cidade que seus cidadãos sempre sonharam que ela fosse: uma pérola que se sobressaia entre as demais; com a riqueza da sua economia, mas sem nunca perder a simplicidade e hospitalidade do seu povo. Não era apenas uma inauguração. Percorrendo os corredores do Shopping Agrosolo, abraçando amigos e olhando a alegria das pessoas naquela manhã de domingo, vi a nova Marataízes. E ela não está desenhada somente em sua bela praia central, ou em tanto outros investimentos. A nova Marataízes pulsa orgulhosamente no peito de sua gente, que se abraça e que sente orgulho de si mesma. **************************************************** “Aqui é o lugar que chamam de Marataízes / E o mar vem debruçar na areia branca / De sua praia molhada de amar” – Aqui é o lugar que chamam de Marataízes (Baíco)
Volta de Tininho fortalece campanha de Casagrande em Marataízes

Virtú (eficácia política) e Fortuna (sorte) são essenciais ao Príncipe, segundo conceitos de Maquiavel. E se é assim,o governador Renato Casagrande (PSB) não pode reclamar do acaso lá em Marataízes. A sorte sorriu ao candidato à reeleição com o despacho do juiz determinando a volta do prefeito Tininho Batista (sem partido) ao cargo, neste final de semana. Com o prefeito no posto, o que era bom para Casagrande, ficou melhor. Tininho, que já tinha entrado de corpo e alma na reeleição do socialista, agora acrescenta mais um elemento importante nessa mistura: o poder. A volta alimenta, dá força, mais ânimo. E se ele já tinha feito três reuniões com esse objetivo, podem saber que elas se multiplicarão em todos os bairros litorâneos. O poder é afrodisíaco. Em um almoço na última sexta-feira (7) aqui em Cachoeiro, o prefeito me disse que “estava em campo com todas as forças trabalhando pelo Casagrande”. E “indo pessoalmente aos amigos falar da necessidade da reeleição, dada a parceria política que o governador tem com Marataízes”. Quer dizer, isso agora ganha mais corpo, certamente. A diferença em favor de Manato (PL) em Marataízes foi grande no primeiro turno. O candidato do PL teve 13.591 enquanto Casagrande 7.807 votos. O número de eleitores lá é de 31.322 votos. Lembrando que no primeiro turno o prefeito não estava no cargo e bem distante das ruas. Mas nesse segundo turno está de volta. E Tininho nas ruas tem força. Se percorrer a cidade, como ele fez na sua reeleição, de casa em casa, conversando olho no olho, pode fazer a diferença com o seu carisma. Atualmente é o maior líder político dentro do município. Um trator eleitoral pra ajudar a diminuir a distância de Manato sobre Casagrande. Se vai conseguir, o tempo dirá. ****************************************************************************** ”Quem perdeu o trem da história por querer / Saiu do juízo sem saber / Foi mais um covarde a se esconder / Diante de um novo mundo” – Canção do Novo Mundo (Beto Guedes)
Missão de Casagrande é estancar a sangria em Cachoeiro, Marataízes e Itapemirim

Se quiser frear o crescimento de Carlos Manato (PL) nesse segundo turno aqui na região Sul, Renato Casagrande (PSB) precisa urgentemente estancar a sangria em três grandes colégios eleitorais: Cachoeiro, Itapemirim e Marataízes, nessa ordem. Em Cachoeiro a diferença foi de 20 mil votos. Manato teve 58.343 votos contra 38.258 votos de Casagrande. O número total de eleitores é de 141.644 eleitores. Já em Itapemirim, que tem 35.442 eleitores, Manato teve 16.167 votos contra 8.065 votos de Casagrande. A diferença pró Manato continua em Marataízes O candidato do PL teve 13.591 enquanto Casagrande 7.807 votos. O número de eleitores lá é de 31.322 votos. Somando tudo, a distância de Manato para Casagrande nesses três municípios dá 33.971 votos. É muita coisa. Casagrande pode até perder nesses municípios, mas por uma diferença menor. Mantida essa distância, ou aumentando, as consequências podem ser desastrosas. O comando de campanha do PSB já está se movimentando. Em Marataízes, onde já tem o prefeito em exercício Jaiminho Machado (PDT), Casagrande terá agora o prefeito afastado Tininho Batista. Aposta-se que essas duas lideranças consigam alterar esse cenário. Mas não para aí. Passarinho me contou que outros nomes como Breno Nilregi (Patriotas) e Marcos Vivácqua (Podemos), os mais votados em Marataízes para deputado federal e estadual, respectivamente, devem ser procurados. Em Itapemirim, a situação não é boa. O prefeito Dr. Antonio (PP) enfrenta dificuldades para ajustar a gestão, logo não deve estar com tempo pra se dedicar a eleição. Os agentes políticos ligados ao PSB precisam ser acionados urgentemente. Mas é em Cachoeiro, maior colégio eleitoral da região Sul, que o cenário é dramático. Os robustos investimentos na cidade, incluindo a abertura do Hospital do Aquidaban, não se reverteram em votos. Casagrande tem em solo cachoeirense inúmeros agentes políticos que têm condições de reverter esse processo eleitoral do primeiro turno. A começar pelo prefeito atual, Victor Coelho (PSB), pelo ex-prefeito Carlos Caseglione (PT), e pelo ex-prefeito e atual deputado estadual reeleito Theodorico Ferraço (PP). Passando ainda pelos outros dois deputados estaduais eleitos (Dr. Bruno Resende e Allan Ferreira), pelo deputado estadual derrotado Marcos Mansur (PSDB), mas que é grande liderança local, pelos vereadores e outros nomes que não cabem nesse texto. É preciso, agora, mais que nunca, reunir a tropa para reduzir o conforto de Manato nesses municípios. O tempo é curto e a missão é urgente.
Juninho Corrêa, Allan Ferreira e Dr. Bruno Resende saem fortes das urnas de Cachoeiro

Cada eleição é uma eleição. Logo, não dá pra cravar que se tivesse disputado uma cadeira na Assembleia Legislativa, Juninho Corrêa (PL), também conhecido como Juninho da Cofril, seria eleito. Mas muito provavelmente sim. O desempenho do Capitão Assumção, com extraordinários 98.669 votos para deputado estadual, sendo o grande puxador do PL, provavelmente levaria o vereador cachoeirense. O partido fez 5 deputados, incluindo Callegari, que também é de Cachoeiro e de muito menos expressão eleitoral. Não sei qual foi a estratégia, mas pode ter tido um erro de cálculo aí. Se Juninho descesse para a Assembleia, teria uma vaga. Mas Ignês é morta. Fato que obtendo 37.756 votos, sendo 22.123 só em Cachoeiro, Juninho sai forte das urnas cachoeirenses e desponta como uma importante liderança local, dentro desse quadro de renovação política que o cenário municipal vem experimentado. Dizer que é nome robusto para o pleito municipal em 2024 ainda é cedo. Trata-se de outra eleição, com outras pautas, onde uma linha mais radical ligada a temas de direita, seguimento que Juninho representa bem, pode não reverter necessariamente em votos porque, neste caso, importa mais ao eleitor como o prefeito vai consertar sua rua, reduzir seu IPTU, e etc… Pautas nacionais não cabem em uma disputa à prefeitura. Contudo, não dá para descartá-lo. Se ajustar o discurso, se preocupando menos com o bolsonarismo e mais com o eleitorado como um todo, que também é lulista, Juninho pode ser uma boa opção eleitoral. Embora, não a única. As urnas de Cachoeiro mostram outros nomes que também emergiram com boa desenvoltura, como Allan Ferreira (Podemos) e Dr. Bruno Resende (União Brasil). Lideranças jovens, sem a linha do radicalismo bolsonarista caracterizadas em Juninho, e que obtiveram as maiores votações para deputado estadual em Cachoeiro. Allan e Bruno, assim como Juninho, saem fortes das urnas. E com uma diferença básica: saem eleitos. E a força de um mandato é algo que não pode ser desconsiderado em construções futuras. Trata-se de uma catapulta eleitoral que potencializa projetos vindouros, colocando os detentores em plenas condições de se projetarem vigorosamente junto ao eleitorado. De agora para frente e ver quem consegue manter a sintonia com o eleitor, aproveitando as oportunidades que o momento oferece e construindo projetos e grupos, já que as urnas lhes foram generosas. ***************************************************** Para ilustrar derradeiramente a força de Juninho Corrêa, basta dizer que a soma dos votos de Diego Libardi (Republicanos) e Bras Zagotto (Podemos) em Cachoeiro foi 22.763 votos, quase a mesma votação dele, que obteve 22.123. Aliás, de Diego Libardi se esperava muito mais. Obteve no geral 18.784 votos, sendo apenas 14.584 votos em Cachoeiro. À boca pequena imaginava-se que passaria de 20 mil só em urnas cachoeirense. **************************************************** Em Cachoeiro Allan Ferreira teve 12.215 votos, e Dr. Bruno Resende 12.130. No geral, Bruno teve 31.897 votos e Allan 15.185 votos.
Ao escolher a porta estreita, Casagrande encontrou a chave da reeleição

Foto: Helio Filho/Secom O jogo só acaba quando termina, ensina a sabedoria popular. Poeticamente, o compositor Belchior também disse para “não cantar vitória muito cedo e nem levar flores para a cova do inimigo”. Essas e outras tantas recomendações quando se quer pedir cautela seguem vivas e muito válidas na política. Mesmo na hora de raciocinar sobre um cenário eleitoral óbvio é necessário fazê-lo com equilíbrio e respeito, considerando que o jogo ainda não terminou e o voto não foi computado na urna. Mas mesmo revestido dessa cautela, torna-se inegável considerar a real possibilidade de uma vitória de Renato Casagrande (PSB) já no primeiro turno aqui no Espírito Santo. Praticamente todos os cenários eleitorais detectados através de pesquisas de intenção de voto mostram o governador seguindo a passos largos rumo à reeleição. A uma semana de seguir às urnas, o capixaba praticamente define que dará a Casagrande a chance de governar o estado por mais quatro anos. E o que se pergunta diante desse quadro é a razão (ou razões) pela qual o eleitor se norteia para esse cenário. Muitas leituras podem ser feitas e muitas respostas encontradas quando se avalia que de um modo geral o Espírito Santo vai muito bem, obrigado! Quando a maioria da população tem a percepção de estar recebendo satisfatoriamente os serviços ofertados pelo seu governo isso se torna fator decisivo na hora do voto. Então de forma geral seria isso: o governo Casagrande entregou satisfatoriamente à maioria as ações que prometeu. E se o compromisso foi cumprido, o crédito permanece. Mas além dessa obviedade que é não se mexer em time que está ganhando, há uma outra reflexão mais profunda que sobressalta nesse debate. Um governo deve agir com seriedade, sem demagogia, falando com franqueza e honestidade aos seus cidadãos, mesmo que isso lhe possa ser caro. Mesmo que isso lhe custe seu futuro político. É nesse quesito que busco resposta para a avassaladora possibilidade de o governador Renato Casagrande vencer a eleição no Espírito Santo já em primeiro turno. Trata-se de um governo que olhou nos olhos do capixaba, falando-lhe com franqueza em seus piores momentos que foi no enfrentamento da pandemia da Covid-19. O Governo Casagrande além de entregar satisfatoriamente o que prometeu à população em seus primeiros quatro anos teve firmeza e seriedade para tratar do maior desafio da saúde pública brasileira e mundial. Não foi omisso, não seguiu no caminho da demagogia e das decisões fáceis. Não priorizou o econômico em troca da vida. Foi coerente com as determinações da ciência. Não brincou e muito mesmo ignorou a dureza dos tempos desafiadores da pandemia. Agiu com a coragem que se esperava de um líder. Casagrande mostrou que a um líder não cabe a escolha do caminho mais fácil. A porta larga que leva à perdição, sempre preferida pelos insensatos e covardes, não pode ser o caminho escolhido por aqueles que têm o compromisso de liderar. As decisões certas nos momentos difíceis marcaram esse primeiro mandato de Renato Casagrande, e são elas que agora lhe abrem caminho para um segundo governo. Na porta estreita, aquela mais difícil e mais dura de seguir, foi onde o governador encontrou a chave para essa claríssima chance de reeleição, a poucos dias da verdade das urnas. **************************************************************************************************** “Porta aberta! Por Jesus de Nazaré / Desvendou-me o bom caminho / Hoje é meu doce ninho / Novamente deu-me a fé” – Porta Aberta (Vicente Celestino)
Contagem regressiva para ser feliz

Graças a sensibilidade do governo do Estado e ao dinamismo político da gestão Victor Coelho (PSB) em Cachoeiro, o drama dos moradores da rua Etelvina Vivácqua, no bairro Nova Brasília, e de ruas adjacentes, chegará ao fim. A população local, que ao longo do tempo vem sofrendo com os alagamentos intermináveis a cada vez que chove, iniciará nesta histórica terça-feira, dia 20 de setembro, uma contagem regressiva para o fim do sofrimento. A ordem de serviço que será dada hoje soma R$ 55,2 milhões e enche de esperança os corações que sofrem a humilhação e o prejuízo por terem suas casas alagadas e arrasadas pelas águas que não escoam adequadamente na região. A administração Victor Coelho apresentou o projeto ao Governo do Estado pleiteando recursos para a obra que abrange os bairros Guandu, Basileia, Nova Brasília, Estelita Coelho Marins, Santo Antonio, Zumbi, Otto Marins e São Francisco de Assis. E o governo estadual atendeu e hoje o sonho se inicia. As obras de macrodrenagem também resolverão os prejuízos dos comerciantes locais que a cada chuva forte vêm seus investimentos se perderem nas mercadorias que estragam ou são levadas pelas águas. Esperança é a palavra que resume esse dia para um povo que trabalha e merece ser feliz. ******************************************************************* “O coração de quem trabalha / Merece um dia ser feliz / Ai será o reverso da medalha / A paz renascera de cada cicatriz” – Cavalo de Batalha (Miltinho/Zé Renato/Paulo Cesar Pinheiro