Existe uma pergunta: Cachoeiro de Itapemirim pode eleger dois deputados federais? Em uma eleição disputada em condições normais, ou seja, aquelas disputas feitas antes do surgimento de Jair Bolsonaro, certamente que não.
Ocorre que desde 2018, com o surgimento do bolsonarismo, as eleições brasileiras ganharam um novo formato e a polarização acirrou-se de tal maneira que o voto ideológico de Direita tornou-se uma ferramenta avassaladora capaz de derrubar qualquer prognóstico eleitoral.
Um candidato, por mais azarão que seja, desde que sustente sua campanha no alicerce Deus Pátria, Família e Liberdade, é capaz de surpreender nas urnas. E é neste cenário posto que a figura de Lázaro Costalonga (PL) surge para nos ajudar a responder a pergunta inicial: Cachoeiro pode eleger dois deputados federais?
A resposta é sim, sobretudo quando a decisão de ontem, sexta-feira 11, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), tirou definitivamente o candidato Gilvan da Federal da disputa eleitoral deste ano. Depois de Lucas Polese (PL), Gilvan era considerado o nome mais forte da Direita no Espírito Santo para chegar à Câmara Federal. Sem ele, a fila anda e nomes antes não cogitados passam a sonhar mais alto. E entre eles está o cachoeirense Lázaro, porque é possível que o PL faça dois deputados federais.
Enquanto o TRE canetava o Gilvan, Lázaro estava em Domingos Martins com o senador Magno Malta fazendo campanha. O candidato, dado como um verdadeiro azarão, vai criando musculatura dentro do PL e trabalhando seu sonho. Aliás, sonho dificílimo, mas não impossível porque, como já explicado, quem traz numa candidatura o lema bolsonarista Deus, Pátria, Família e Liberdade, deve estar preparado para tudo, inclusive ser bem votado.
Fora o caso Givan, pesa ainda em favor do candidato liberal, ser o único nome da Direita em Cachoeiro. Sabendo trabalhar bem sua mensagem ao eleitor bolsonarista, pode surpreender e quiçá chegar à Câmara Federal.
O fenômeno Bruno Resende
Mas quem seria o outro deputado federal cachoeirense? Dr. Bruno Resende (União Progressista). Este sim, com amplas chances de chegar à Câmara Federal.
A candidatura do médico está se tornando um fenômeno a ponto de assustar os caciques da federação União Progressista, considerando que sejam apenas dois eleitos.
A campanha do Bruno está gigante e em todo o Sul do estado, de forma que não será surpresa que o candidato ultrapasse a casa dos 100 mil votos.
Com forte apelo em setores ligados à Saúde, uma vez que é médico, Bruno se fortalece com bandeiras importantes ligadas ao setor, entre elas a conclusão do Hospital do Câncer de Cachoeiro, mas que vai atender toda a região Sul.
Desde 2006 e 2010 quando Camilo Cola foi candidato a deputado federal (eleito na primeira e suplente na segunda) não se via uma mobilização política tão grande em torno de um nome como se vê agora com Bruno Resende. Trata-se de um verdadeiro fenômeno eleitoral. Vamos ver, no entanto se isso se confirma nas urnas.










