Agronegócio

Workshops virtuais abordam oportunidades e perspectivas para a cadeia do açaí

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Dando continuidade à iniciativa de debate com atores das principais cadeias de valor da sociobiodiversidade da Amazônia, foi realizado na última semana o terceiro workshop virtual dos Diálogos Pró-Açaí, uma iniciativa do Projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável, parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ). 

Assim como ocorreu com a cadeia da castanha-do-Brasil, os encontros do açaí reuniram diversos atores da cadeia de valor para debater desafios, oportunidades, perspectivas e soluções para agendas consideradas relevantes, como a agenda de sustentabilidade, a agenda de gestão da informação, e, agenda de governança do setor. 

Participaram dos eventos 94 técnicos, de mais de 40 instituições diretamente ligadas à cadeia do açaí, incluindo empreendimentos da agricultura familiar (cooperativas e associações) e 10 empresas compradoras e beneficiadoras de açaí. Estiveram presentes ainda órgãos governamentais, instituições do terceiro setor, universidades e órgãos de pesquisa. 

Cadeia do Açaí

A cadeia do açaí e derivados movimenta mais de US$ 720 milhões por ano no mundo, de acordo com boletim publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E o Brasil, maior produtor do fruto no mundo, produz mais de 1,5 milhão de toneladas por ano, segundo o IBGE. O mercado desse importante produto da economia amazônica tem se mostrado crescente, apresentando uma perspectiva de taxa de crescimento de mais de 12% para os próximos anos. 

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Além de ser muito valorizado pelo seu caráter nutricional – por possuir elevado potencial antioxidante – pela indústria alimentícia, nutracêutica e cosmética, o açaí possui uma cadeia de produção que traz importantes benefícios sociais, econômicos e ambientais para a Amazônia. 

O Censo Agropecuária IBGE 2017 aponta que a cadeia beneficia aproximadamente 150 mil famílias de extrativistas e agricultores familiares. A maioria deles organizadas em quase 200 empreendimentos comunitários (cooperativas e associações) na Amazônia, como aponta levantamento realizado pelo projeto Mercados Verdes. Com base em estudo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Estado do Pará, estima-se que aproximadamente 300 mil pessoas estejam envolvidas na cadeia do açaí, entre produtores, batedeiras, indústrias, varejos e serviços em geral.

Diálogos Pró-Açaí

Por sua importância para a bioeconomia da Amazônia, o objetivo desta iniciativa é reforçar o diálogo técnico e político entre os atores da cadeia; apoiar parcerias estratégicas e cooperação; fortalecer o intercâmbio e troca de experiências; melhorar o ambiente de negócios e a sustentabilidade da cadeia.

A iniciativa começou a ser realizada em novembro de 2018 e até o momento ocorreram diversos encontros intrasetoriais, como seminários e workshops, além de múltiplas conversas bilaterais entre este grupo.

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Os Diálogos Pró-Açaí são uma iniciativa do Projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável, parceria entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), conduzido pelo Instituto Terroá e consórcio Eco Consult e IPAM Amazônia, com apoio e cooperação do Projeto Private Business Action for Biodiversity (PBAB/GIZ), Projeto Bem Diverso (Embrapa/PNUD/GEF), Projeto Cadeias de Valor Sustentáveis (ICMBio/USFS), Plataforma Brasileira de Normas Voluntárias de Sustentabilidade, por meio do Inmetro, WWF-Brasil, e outros.

Informações à Imprensa
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Agronegócio

Nova feira no Gilberto Machado, em Cachoeiro, terá produtos orgânicos

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Foto: imagem ilustrativa
Cachoeiro terá mais uma feira de produtos do campo. Organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Interior (Semai), ela será realizada no bairro Gilberto Machado, na avenida Cristiano Dias Lopes, sempre aos sábados, às 7h, com início no próximo dia 5.
Com nove produtores rurais do município, a feira terá como diferencial a comercialização de produtos orgânicos, como: alface, taioba, jiló, goiaba, banana, palmito, couve e outras hortaliças.
Também serão vendidos ovos caipiras e produtos agroindustriais, como queijo, linguiça, pó de café, pães, bolos e biscoitos.
Para o funcionamento durante a pandemia, serão adotadas as mesmas medidas preventivas aplicadas nas feiras livres da agricultura familiar liberadas para funcionar, que são as dos bairros Independência (às quartas-feiras, das 6h às 10h) e Nova Brasília (aos sábados, das 6h às 10h).
Os feirantes e consumidores terão de usar máscara, e álcool em gel deverá ser disponibilizado nas barracas, para higienização das mãos. Além disso, as barracas ficarão a uma distância de 1,5 metro umas das outras e o atendimento aos clientes será feito em fila, com até duas pessoas por barraca.
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