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Vídeo: Mulher chama Bolsonaro de corrupto e é retirada de motociata

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Mulher chama Bolsonaro de corrupto e é retirada de motociata em Juiz de Fora
Reprodução/Vídeo – 15.07.2022

Mulher chama Bolsonaro de corrupto e é retirada de motociata em Juiz de Fora

Durante a  motociata que o presidente Jair Bolsonaro (PL) comparece nesta sexta-feira em Juiz de Fora (MG), uma mulher foi retirada após gritar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chamar Bolsonaro de corrupto. A cena ocorreu na Rua Benjamin Constant, na região central da cidade, durante a agenda do chefe do Executivo. O presidente retornou a cidade pela primeira vez após a facada que ocorreu em 6 setembro de 2018.

Nas imagens, a partir de dez segundos, é possível acompanhar o momento em que a mulher grita “Lula”, em alusão ao adversário de Bolsonaro nas eleições de outubro, e vira ao presidente, que está bem próximo dela, e diz “seu corrupto”. Apoiadores a puxam pelo braço e a conduzem para fora do ato.

Outras manifestações

No caminho da região central até o culto Congresso Estadual da Assembleia de Deus Madureira, a motociata parou. Neste momento, um apoiador de Lula ergueu uma bandeira vermelha improvisada e começou a cantar o jingle petista “Olê Lula”. O homem e os bolsonaristas passaram a trocar hostilidades e xingamentos.

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Ao chegar na agenda religiosa de moto e sem capacete, o presidente foi erguido pelo sua equipe para acenar para os apoiadores. Com segurança reforçada, agentes o cercavam com placas em maletas blindadas na altura da região da barriga e quadril.

O evento da Assembleia foi fechado para imprensa e apenas convidados identificados por pulseiras puderam participar . Alguns fiéis e apoiadores de Bolsonaro tentaram entrar, mas foram barrados pela equipe de segurança.

Preocupação com a segurança

Episódios recentes de violência relacionados à política aumentaram a preocupação com a segurança dos pré-candidatos à Presidência da República e fizeram com que agendas fossem readequadas. Na semana passada, um evento de Lula no Rio foi alvo de um artefato com fezes, no mesmo dia em que o carro do juiz responsável pela ordem de prisão contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi atacado com excrementos e ovos. Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro ficou ao lado de opositora.

A recomendação é de que Bolsonaro cumprisse agenda em locais restritos, mas o presidente costuma insistir no contato direto com apoiadores, como faz hoje em Juiz de Fora. A campanha de reeleição fica sob responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão vinculado ao Palácio do Planalto.

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A viagem ocorre num momento em que o titular do Palácio do Planalto vem sendo acusado de estimular atos de violência contra adversários políticos.

O tema ganhou força desde sábado, quando o guarda municipal e dirigente do PT no Paraná Marcelo Arruda foi assassinado durante a própria festa de aniversário, em Foz do Iguaçu, pelo agente penal Jorge Guaranho, apoiador declarado de Bolsonaro. Os dois iniciaram uma discussão após Guaranho invadir o evento, que tinha o PT como tema da decoração. Ele atirou contra o aniversariante. Arruda, que também estava armado, revidou, mas acabou morrendo no local. O agente penal também foi baleado e segue internado.

No entanto, Jair Bolsonaro diz que o caso de Arruda foi um fato isolado e a visita reforça o discurso de que também foi vítima de ataques políticos. Há quase quatro anos, emJuiz de Fora, levou uma facada de Adélio Bispo dos Santos.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Eleições: Deltan Dallagnol registra candidatura a deputado federal

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Deltan Dallagnol
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Deltan Dallagnol

O ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba, Deltan Dallagnol (Podemos) , apresentou à Justiça Eleitoral o registro de sua candidatura a deputado federal pelo Paraná nesta quinta-feira e declarou possuir patrimônio no valor de R$ 2,7 milhões. Ele diz que 49% do total desses bens foram acumulados até 2011, antes das investigações da Lava-Jato.

A possibilidade de disputar o cargo, entretanto, ainda depende de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre gastos da antiga força-tarefa. Em julgamento na última terça-feira, a 2ª Câmara do TCU condenou Deltan e outros procuradores a ressarcir os cofres públicos em cerca de R$ 2,8 milhões com gastos de diárias e passagens , apesar de um parecer da área técnica do tribunal ter apontado a inexistência de irregularidades.

Ainda deve haver recurso à decisão, mas, caso o julgamento final do TCU mantenha a condenação, isso poderia deixar Deltan impedido de disputar a eleição. Caso isso ocorra, o ex-procurador poderia recorrer ao Judiciário para obter uma liberação para disputar o pleito.

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O item mais caro de seu patrimônio é a metade de um apartamento em Curitiba, no valor de R$ 1,1 milhão, que Deltan declarou ter adquirido no ano passado. Segundo ele, o imóvel foi pago com recursos provenientes da venda de um imóvel anterior e com recursos de suas economias.

Além disso, ele declarou ter R$ 1,029 milhão em conta bancária e aplicações financeiras, dos quais R$ 571 mil correspondem a doações feitas em vaquinha para que o ex-procurador pague condenação em danos morais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicou multa de R$ 75 mil a ele por causa de uma apresentação em Powerpoint sobre denúncia contra o ex-presidente.

Deltan afirmou que 49% do valor do seu patrimônio foi adquirido até 2011, antes do início das investigações da Operação Lava-Jato –o que corresponderia a aproximadamente R$ 1,3 milhão do valor total, já com correção monetária pela taxa Selic.

Ele diz ainda que a sua evolução patrimonial desde então é “compatível” com o cargo de procurador da República que ocupava até novembro do ano passado, quando pediu demissão para entrar para a política. Ele tinha salário-base de R$ 35 mil, além de rendimentos seus e de sua esposa.

Dallagnol também declarou possuir metade de uma sala comercial em Curitiba, no valor de R$ 84 mil, dois veículos adquiridos por R$ 40 mil e R$ 57.500,00. Informou ainda ter cotas de participação em três empresas, uma sua e duas em nome de sua esposa.

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Fonte: IG Política

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