Política Nacional

Vídeo – Moro é hostilizado em Curitiba: “Vai para São Paulo”

Publicados

em

Moro foi criticado ao andar pelas ruas de Curitiba
Reprodução/Redes sociais – 17/05/2022

Moro foi criticado ao andar pelas ruas de Curitiba

Neste sábado (6), o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) foi hostilizado na Feira do Juvevê, no bairro Alto da XV, em Curitiba. Algumas pessoas passaram a gritar contra o ex-ministro do governo Bolsonaro e o criticou por ter tentado mudar seu domicílio eleitoral para o estado paulista.

“Vai para São Paulo”, gritou uma mulher que não foi identificada. O vídeo passou a circular nas redes sociais e ganhou repercussão.

Veja o vídeo:

A revolta da eleitora não é por acaso. Moro se lançou como pré-candidato à presidência pelo Podemos. Porém, em março, ele deixou o partido e se transferiu ao União Brasil. No entanto, lideranças da sigla articularam para derrubá-lo da disputa para o cargo de presidente, obrigando-o a buscar uma vaga ao Senado.

Só que os problemas não pararam por aí. O ex-juiz tentou mudar seu domicilio eleitoral para São Paulo, mas a Justiça considerou a manobra irregular. Sendo assim, ele precisou retornar para o Paraná e ter sua candidatura ao Senado pelo estado.

Leia Também:  Eleições: 'Pode ser que eu não seja candidato a nada', diz Moro

Moro ficou conhecido em todo o país por ser o juiz da Operação Lava Jato. Com alta popularidade, recebeu o apelido de “herói” por eleitores que se identificavam com políticos com ideologia de direita. Durante o período, foi o principal algoz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2017, ele condenou o petista em primeira instância no caso do triplex, no Guarujá . No ano seguinte, aceitou o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ele ficou no cargo entre janeiro de 2019 até abril de 2020.

O rompimento ocorreu, segundo Moro, porque o atual presidente da República tentou interferir na Polícia Federal. Pouco tempo depois, conversas dele com procuradores da Lava Jato vazaram, ficando o caso conhecido como Vaza Jato.

A defesa de Lula usou os diálogos como provas para que os processos da operação fossem anulados, o que acabou ocorrendo após decisão do Supremo Tribunal Federal. O ex-juiz também se tornou suspeito pela Corte.

Agora ele busca uma vaga ao Senado, tendo como principal adversário o senador Álvaro Dias (Podemos), seu antigo aliado.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política Nacional

TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news

Publicados

em

TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14.11.2020

TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que decidiu excluir do grupo de fiscalização do processo eleitoral o coronel do Exército Ricardo Sant’Anna.

No documento, assinado pelo presidente do TSE, Luiz Edson Fachin, e pelo vice-presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, a Corte informa que o coronel será excluído do grupo por divulgar nas redes sociais fake news sobre as urnas eletrônicas.

“Cumprimentando-o, trago ao conhecimento de Vossa Excelência notícia veiculada a respeito de um dos militares designados como representante de fiscalização por esse Ministério, a saber, o Coronel do Exército Ricardo Sant’Anna, segundo a qual perfis por ele mantidos em redes sociais disseminaram informações falsas a fim de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro”, diz o ofício.

O TSE menciona reportagem do portal Metrópoles, que na última sexta-feira revelou “mensagens compartilhadas pelo coronel rotuladas como falsas e que se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas que, na qualidade de técnico, este solicitou credenciamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fiscalizar”.

Leia Também:  XP/Ipespe: Lula mantém liderança e Bolsonaro interrompe crescimento

Segundo a Corte, a resolução que trata das entidades fiscalizadoras prevê que “as entidades fiscalizadoras apresentarão as pessoas que as representam para credenciamento pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE (STI/TSE) no ato de seu primeiro comparecimento ao Tribunal”.

“Notadamente, a regra prevê o credenciamento daqueles que frequentarão as dependências do TSE para examinar a especificação e o desenvolvimento dos sistemas eleitorais, considerando a necessidade de segurança e de isenção dos que se arvoram como fiscalizadores”, explica a Corte.

Diz ainda o TSE ao Ministério da Defesa: “Conquanto partidos e agentes políticos tenham o direito de atuar como fiscais, a posição de avaliador da conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam desinformação a seu respeito. Tais condutas, para além de sofrer reprimendas normativas, têm sido coibidas pelo TSE através de reiterados precedentes jurisprudenciais”.

Segundo a matéria do Metrópoles, um vídeo compartilhado pelo coronel compara o exercício do voto à compra de um bilhete de loteria. No esquete, um homem pede o comprovante impresso do seu jogo na loteria e se revolta ao ouvir do funcionário que ele precisa “confiar no sistema”.

Leia Também:  Acusação de homofobia contra Milton Ribeiro é rejeitada pela Justiça

O coronel Ricardo Sant’ana também publicou posts colocando em dúvida os resultados das pesquisas eleitorais e fazendo campanha escancarada contra adversários de Bolsonaro. “Votar no PT é exercer o direito de ser idiota”, dizia um dos cards reproduzidos pelo coronel. Ao comentar um texto no qual a presidenciável Simone Tebet, do MDB, defendia que mulheres devem votar em mulheres, ele escreveu nos comentários: “Vaca vota em vaca”.

“A elevada função de fiscalização do processo eleitoral há que ser exercida por aqueles que funcionam como terceiros capazes de gozar de confiança da Corte e da sociedade, mostrando-se publicamente imbuídos dos nobres propósitos de aperfeiçoamento do sistema eleitoral e de fortalecimento da democracia”, afirma o TSE.

Diante da exclusão do coronel, Fachin ainda informa ao Ministério da Defesa que, caso entenda necessária nova designação, substitua o militar por técnico habilitado para as funções.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o perfil  geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA