Análise Política

Victor Coelho na Amunes será feito histórico para Cachoeiro

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Ainda não dá pra cravar se o prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), será candidato a presidente da Amunes (Associação dos Municípios do Espírito Santo). Mas dá pra dizer com certeza que ele só será candidato se for o nome do governador Renato Casagrande (PSB). O que significa que caso seja, ele fatalmente sentará na cadeira da presidência.

No histórico das eleições da associação é tendência que o candidato busque primeiro o apoio ou as bênçãos do chefe do Executivo estadual. Só depois seguirá sua peregrinação em busca de votos junto aos prefeitos. Um candidato não pode ter contra si a força política de um governador, e em contrapartida não é bom para um governador ter um desafeto presidindo a Amunes.

No caso de Casagrande e Victor os interesses se entrelaçam de maneira mais estreita que se possa imaginar. Juntam-se, em uma linguagem mais popular, a fome com a vontade de comer.

O governador além de ter um aliado na presidência da associação, ajuda a fortalecer um nome do PSB do Sul que será seu principal cabo-eleitoral em 2022, quando disputar a reeleição. Casagrande passou apertado em Cachoeiro nas eleições de 2018. Obteve 41. 827 votos, contra 40.685 votos de Manato (PSL). Não quer repetir a dose no principal colégio eleitoral da região, por isso prepara o terreno dando mais força a Victor.

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Já para o prefeito, presidir a Amunes é prestígio político que o coloca além das fronteiras cachoeirenses, consolidando-o como um nome estadual, e passando a ser a maior referência política do Sul do estado.

Victor Coelho, que hoje já não tem adversário à altura dentro do município, ao colocar seus tentáculos em nível estadual se fortalecerá à altura das grandes lideranças cachoeirenses de outrora. Nomes como Theodorico Ferraço (DEM) e Roberto Valadão (PMDB), que por acaso, nunca presidiram a Amunes.

Para Cachoeiro de Itapemirim, a ascensão de Victor Coelho à presidência da Amunes é importante para demonstrar ao estado a força política cachoeirense. Para um município que passa por uma entressafra de homens públicos, ver o crescimento tão rápido de uma liderança é a certeza que continuaremos sendo peça fundamental no xadrez político do Espírito Santo.

Eleito e reeleito com marcas históricas nas urnas, Victor Coelho, de apenas 45 anos, pode se tornar o primeiro prefeito de Cachoeiro presidente da Amunes. Será mais um feito histórico importante para quem ainda tem muita lenha para queimar dentro do cenário capixaba.

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“Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho / Que é o Brasil zero a zero e campeão / Ou o Brasil que parou pelo caminho / Zico, Sócrates, Júnior e Falcão” – A Cara do Brasil (Celso Viáfora)

 

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Análise Política

Cachoeiro pede a Casagrande

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Nos idos dos anos 80 o então prefeito do Rio de Janeiro, Saturnino Braga, disse uma frase célebre. Perguntado sobre as obras importantes que gostaria de deixar no seu governo, ele não titubeou: “As pequenas obras”.

É necessário tentar buscar o sentido da frase penetrando no imaginário de um homem público ao assumir um cargo executivo. E só após esse exercício será possível enxergar a grandiosidade contida nas pequenas obras imaginadas por Saturnino.

Normalmente prefeitos e governadores não querem as pequenas obras, e sim aquelas que marcam visualmente sua passagem pelo poder. Uma grande ponte, um viaduto, uma avenida duplicada, um hospital, uma escola gigante… e por aí vai. Mas, e o que são as pequenas obras?

Cotidianamente os moradores são afetados por problemas simples, mas que quando não resolvidos se tornam grandes. É o calçamento de uma rua, é uma escadaria que precisa ser construída, é uma rua que precisa ser iluminada, é um pronto atendimento que precisa funcionar bem… e etc e etc e etc.

Nesse contexto de enxergar o que aparentemente é pequeno, mas que vira transtorno quando não resolvido, poderia aqui encaixar as obras realizadas (ou não realizadas) debaixo da terra. Podem-se considerar pequenas obras do ponto de vista daquele gestor que sonha com algo vultoso e visível, mas são extremamente importantes para os moradores que sofrem no seu dia a dia com alagamentos, chegando a perder seus bens.

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Cachoeiro ultimamente se encaixa como luva entre os municípios que necessitam urgentemente de investimentos em drenagem. Por exemplo: o drama dos moradores da rua Etelvina Vivácqua, no bairro Nova Brasília, é algo comovente. Ao longo do tempo a população local vem sofrendo com os alagamentos e suportando-os, mas agora o assunto tomou a proporção do insuportável.

O movimento feito pela administração municipal é uma ponta fundamental. Apresentou o projeto ao Governo do Estado pleiteando R$ 30 milhões para a obra que abrange os bairros Guandu, Basileia, Nova Brasília, Estelita Coelho Marins, Santo Antonio, Zumbi, Otto Marins e São Francisco de Assis.

A outra ponta é a “pressão” dos agentes políticos do município e de toda a sociedade cachoeirense sobre o Governo. A liberação do recurso a essa altura trata-se mais do que um gesto político do governador. É quase uma questão de solidariedade humana para essa parte da sociedade que perde tudo a cada chuva forte que cai  sobre Cachoeiro.

Vem de longe um conceito entre os políticos que intervenções feitas debaixo da terra deviam ser evitadas porque além de serem caríssimas não eram vistas e, por conseguinte, não davam votos. Por isso, considerando esse velho e tosco raciocínio, permiti-me encaixá-las entre pequenas obras.

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Mas hoje, observando a dimensão do problema de alagamentos por toda a cidade, constata-se que obras de drenagem ou macrodrenagem são vitais para felicidade e tranquilidade da população. E se é assim, jamais poderão ser qualificadas como pequenas.

Dada a importância do tema, seria louvável por exemplo que os 19 vereadores recém empossados ao invés de ficar procurando pelo em ovo pelas ruas da cidade fossem ao governador e fizessem coro em favor do projeto da prefeitura. É o mínimo do mínimo a se exigir desses funcionários bem pagos do povo.  Esse é o momento de união dos agentes públicos.

E que o governador Renato Casagrande, com sua capacidade gestora, entenda que encontrar R$ 30 milhões nos cofres para um projeto dessa magnitude será uma pequena solução orçamentária para dar fim a um grande problema humanitário.

Esse não é um pedido do prefeito ao governador. É um pedido de toda Cachoeiro de Itapemirim. E que ele atenda em nome da felicidade geral de quem sofre e também de quem acompanha de longe o sofrimento.

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“Pergunte ao criador / Quem pintou esta aquarela / Livre do açoite da senzala / Preso na miséria da favela” – Cem anos de liberdade: realidade ou ilusão (Jurandir/Alvinho/Hélio Turco)

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