Política Nacional

Veja quem são os maiores doadores a partidos nas eleições de 2022

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Família Koren de Lima, dona do plano de saúde Hapvida, tem quatro representantes na lista de maiores doadores até o momento
Divulgação – 22.07.2022

Família Koren de Lima, dona do plano de saúde Hapvida, tem quatro representantes na lista de maiores doadores até o momento

Entre os maiores doadores aos diretórios nacionais dos partidos durante a pré-campanha deste ano , uma prática é comum: fazer contribuições financeiras a legendas rivais na disputa presidencial. São ao menos oito empresários com esse perfil de doação entre aqueles com transferências acima de R$ 100 mil.

O caso que mais chama a atenção é o da família Koren de Lima, dona do plano de saúde Hapvida. Na lista de maiores doadores até o momento, estão os quatro representantes do negócio. Juntos eles já destinaram R$ 4 milhões entre abril e maio ao PT, PSD, PSDB e MDB. Outro R$ 1,25 milhão foi doado ao PL, mas ainda não consta no sistema do TSE. A transferência da família Koren de Lima foi revelada na semana passada pelo jornal O Estado de São Paulo.

As doações foram feitas pelo diretor presidente do Hapvida, Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, Candido Pinheiro Koren de Lima e Candido Pinheiro Koren de Lima Júnior, ambos membros do conselho de administração da Hapvida, e Christina Fontoura Koren de Lima.

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Outro empresário que fez doações a legendas que, por enquanto, estão separadas na disputa presidencial é Rubens Ometto Silveira Mello, do Grupo Cosan, holding controladora da Raízen, empresa que nasceu em 2011 como uma joint venture com a norte-americana Shell. Na lista de bilionários brasileiros da Forbes, Mello doou em abril R$ 500 mil ao União Brasil, cujo pré-candidato é Luciano Bivar, e R$ 150 mil em maio ao PSDB.

Luis Terepins, da construtora e incorporadora brasileira Even e ex-presidente da Fundação Bienal de São Paulo, fez uma transferência de R$ 100 mil ao Podemos em fevereiro, quando o partido ainda abrigava o ex-juiz Sergio Moro, hoje pré-candidato ao Senado pelo Paraná. O empresário havia participado de encontros com Moro. Em junho e julho, por sua vez, Terepins destinou quase R$ 50 mil ao PSDB. Ele passou a apoiar publicamente Simone Tebet e consta em uma lista de empresários alinhados à emedebista.

Já os irmãos Helio Seibel e Salo David Seibel, da Léo Madeiras, doaram R$ 184 mil ao União Brasil e 80 mil ao MDB. Salo também consta na lista de empresários apoiadores de Tebet.

A família Botelho Bracher, por sua vez, não ficou unida na hora de doar. Enquanto o ex-ceo do Itaú Candido Botelho Bracher destinou quase R$ 200 mil ao MDB e PSDB, a irmãs, a escritora e roteirista Beatriz Bracher e a escultora Elisa Bracher, doaram juntas R$ 516 mil para a Rede, que oficializou apoio a Lula na disputa presidencial.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Bolsonaro não responde se já fez ‘rachadinha’: ‘É meio comum’

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Jair Bolsonaro (PL)
Isac Nóbrega/PR – 07.06.2022

Jair Bolsonaro (PL)

presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou responder diretamente se já fez “rachadinha “ao ser questionado sobre o assunto durante entrevista a um canal de YouTube neste sábado. A prática consiste em obrigar os seus funcionários a devolver parte do seu salário. O presidente disse que a “prática é meio comum” em gabinetes de políticos, mas afirmou que não iria falar do seu próprio caso.

Um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é investigado por essa suspeita. O Ministério Público também investiga um possível esquema de “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além disso, como o GLOBO revelou, alguns dos servidores suspeitos de serem fantasmas no gabinete de Flávio e de Carlos também trabalharam para Bolsonaro quando ele era deputado federal.

Bolsonaro falou sobre o assunto durante entrevista neste sábado ao canal Cara a Tapa, no Youtube. Perguntado inicialmente se “sobraria” alguém na política que não cometeu a “rachadinha”, o presidente disse:

“Sobra pouca gente”.

O entrevistador, então, questionou diretamente se o presidente iria “sobrar”.

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“Não vou falar de mim. Sou suspeito para falar de mim. Você não tem servidor meu falando que, denunciando”.

Perguntado, por fim, se havia “convivido” com a situação, disse que a prática é “meio comum”, inclusive em outros Poderes.

“É uma prática meio comum, concordo contigo. É meio comum. Não só no Legislativo, não. Também no Executivo. Até no outro Poder também. Cargo de comissão, você pode colocar quem você bem entender”.

Flávio foi denunciado pelo MP Flávio Bolsonaro passou a ser investigado por “rachadinha” em 2018, após o relatório Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações suspeitas na conta bancária do assessor de Flavio na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz.

Em novembro de 2020, as investigações do MP do Rio resultaram na denúncia de Flavio, Queiroz e mais 15 pessoas por crimes como peculato e lavagem de dinheiro, com base em provas como a movimentação financeira dos funcionários do gabinete e uma colaboração de uma ex-funcionária. O senador foi acusado de liderar da organização criminosa.

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Para tentar anular as investigações, a defesa do senador apresentou diversos recursos aos tribunais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acabou anulando as quebras de sigilo bancário e fiscal determinadas pelo juiz Flávio Itabaiana, sob o entendimento de que ele não fundamentou adequadamente a justificava para autorizar as quebras.

Na sequência, o STF também determinou a anulação de parte dos relatórios do Coaf usados na investigação. A interpretação é de que os documentos foram produzidos de forma ilegal, o que acabou esvaziando as provas da denúncia. Por isso, o MP do Rio entendeu que não é possível o prosseguimento da acusação e que as investigações precisariam ser refeitas.

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Fonte: IG Política

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