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Vazamento de dados expõe 1,3 milhão de usuários do Clubhouse

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Clubhouse: Vazamento expõe dados de 1,3 milhão de usuários
Rafael Rigues

Clubhouse: Vazamento expõe dados de 1,3 milhão de usuários

Segundo o site Cybernews, os dados de 1,3 milhão de usuários do Clubhouse , rede social baseada em áudio exclusiva para o iOS, estão expostos em um banco de dados SQL livremente disponível na internet.

O banco de dados não expõe informações como números de telefone, endereços de e-mail ou dados financeiros, mas inclui ID do usuário, nome, URL da imagem de perfil, conta no Twitter, conta no Instagram, número de seguidores, número de pessoas que o usuário segue, data de criação da conta e nome do perfil de onde partiu o convite para a rede.

Em sua conta no Twitter, a rede social nega que tenha sido invadida ou hackeada. Segundo o tuíte, os dados são “informações públicas de cada perfil”, que podem ser obtidas usando a API (interface de programação) do serviço.

Segundo Mantas Sasnauskas, pesquisador sênior de segurança da CyberNews, “a forma como o app Clubhouse é construído permite que qualquer um com um token, ou através de uma API, pesquise todo o conjunto público de informações dos perfis dos usuários, e parece que esse token nunca expira”.

Os termos de serviço do Clubshouse proíbem a coleta automatizada de dados (prática conhecida como “scraping”), mas Sasnauskas afirma que isso deveria ir além de uma simples “regra”.

Mesmo que sejam dados “públicos”, permitir que qualquer um colete informações em grande escala pode ter sérias consequências negativas para a privacidade dos membros.

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Cruzando informações (como o perfil no Clubhouse com o do Twitter ou Instagram ) malfeitores podem facilmente ampliar seu conjunto de informações sobre uma pessoa, coletando dados suficientes para executar golpes de phishing ou mesmo roubo de identidade.

O Cybernews recomenda que usuários do Clubhouse tenham atenção redobrada com mensagens supostamente vindas do site ou pedidos de amizade de desconhecidos, além de tentativas de phishing por e-mail ou mensagens de texto. “Não clique em nada suspeito, nem responda a quem não conhece”.

Fonte: Cybernews

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Apple demite executivo após dois mil funcionários enviarem carta sobre machismo

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Apple contratou polêmico executivo do Vale do Silício
Unsplash/zhang kaiyv

Apple contratou polêmico executivo do Vale do Silício



A Apple demitiu o funcionário  Antonio García Martínez depois de mais de dois mil funcionários da empresa assinarem uma carta pedindo uma investigação sobre sua contratação. As informações são do site The Verge.

Na quarta-feira (12), os funcionários enviaram a petição à Apple após a contratação de García Martínez. O ex-gerente de produtos do Facebook é conhecido por sua autobiografia Chaos Monkeys, livro no qual relata experiências no Vale do Silício e expressa comentários misóginos e racistas. Horas depois da petição circular, a empresa decidiu desligar o executivo.

“Estamos profundamente preocupados com a recente contratação de Antonio García Martínez. Suas declarações misóginas em sua autobiografia […] opõe-se diretamente ao compromisso da Apple com a inclusão e diversidade. Estamos profundamente consternados com o que esta contratação significa para o compromisso da Apple com seus objetivos de inclusão, bem como seu impacto real e imediato sobre aqueles que trabalham perto do Sr. García Martínez. Isso questiona partes de nosso sistema de inclusão na Apple, incluindo painéis de contratação, verificação de antecedentes e nosso processo para garantir que nossa cultura existente de inclusão seja forte o suficiente para resistir a indivíduos que não compartilham nossos valores inclusivos”, diz a carta, assinada por mais de dois mil funcionários.

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O extenso documento exige a investigação da contratação de García Martínez e cita diversos trechos de seu livro. Em um deles, que repercutiu bastante nas redes sociais , o executivo afirma que “a maoria das mulheres na Bay Area [região em São Francisco, na Califórnia] é mole e fraca, mimada e ingênua, apesar de suas reivindicações de mundanismo, e geralmente cheia de merda”.

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“É tão cansativo ser uma mulher em tecnologia ; sentada em frente a homens que pensam que, por causa do meu gênero, sou mole e fraca e geralmente cheia de merda”, escreveu uma das funcionárias da Apple em sua conta no Twitter.

Após receber a carta dos funcionários, a equipe de plataformas de anúncios da Apple, para a qual García Martínez havia sido contratado, foi convocada para uma reunião de emergência, como informa o The Verge. Nela, foi confirmado que o executivo havia sido desligado da empresa.

“Na Apple, sempre nos esforçamos para criar um local de trabalho inclusivo e acolhedor, onde todos são respeitados e aceitos. Comportamento que rebaixa ou discrimina as pessoas pelo que elas são não tem lugar aqui”, disse um porta-voz da empresa ao The Verge.

De acordo com o último relatório de diversidade da Apple , as mulheres representam 40% da força de trabalho, mas são apenas 23% das equipes de pesquisa e desenvolvimento. Metade dos funcionários são brancos, enquanto 27% são asiáticos.

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