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Vacinação contra o Influenza na capital paulista será feita em escolas

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Para evitar aglomerações e possíveis confusões com a vacinação contra a covid-19, a prefeitura de São Paulo decidiu aplicar a vacina contra a gripe do vírus Influenza somente em escolas este ano. A vacinação contra o Influenza tem início no dia 12 de abril.

“A vacinação da influenza no município de São Paulo será aplicada exclusivamente em escolas e estabelecimentos de educação. Estamos separando exatamente por conta da vacinação de covid-19, que tem ocorrido nos nossos mega drive-thrus e nas 468 unidades básicas de saúde. A ideia é que a gente não faça qualquer aglomeração ou cruzamento dessas populações que vão estar recebendo dois tipos de vacinas diferentes”, disse hoje (8) Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde de São Paulo.

Além de concentrar a vacinação contra a gripe somente em escolas, a prefeitura decidiu também separar os grupos prioritários. A primeira fase da vacinação na capital paulista vai ocorrer entre os dias 12 de abril e 10 de maio. Nessa fase, serão vacinados crianças de seis meses a seis anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da área da saúde.

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Já os idosos moradores da capital e que costumavam ser os primeiros a serem vacinados contra a gripe, estarão este ano na segunda etapa de vacinação, que ocorre entre os dias 11 de maio e 8 de junho. Nessa etapa também serão vacinados os profissionais da área da educação. Isso porque a prioridade é para que os idosos sejam vacinados contra a covid-19. Além disso, deve ocorrer um intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas. “É uma mudança de público, sempre os idosos entram também nessa primeira fase de vacinação, mas desta vez, em função da covid-19, priorizamos a vacinação de covid para os idosos e fizemos essa inversão para que a gente não cruze os públicos e locais”, disse o secretário.

Na terceira etapa de vacinação na cidade, que vai ocorrer entre os dias 9 de junho e 09 de julho, serão vacinados agentes de segurança pública, pessoas portadoras de doenças crônicas, caminhoneiros, integrantes das forças armadas, trabalhadores de transporte coletivo e portuários, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens de até 21 anos que estão sob medida socioeducativa, além da população privada de liberdade.

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A prefeitura destacou que quem tomou a vacina contra a covid-19 há menos de 14 dias deve adiar a vacinação contra a gripe. “Pessoas que estiverem com covid-19 ou que tiveram covid há menos de 28 dias devem adiar a vacinação do influenza. Também deve-se dar um intervalo de 14 dias entre a vacina contra a covid, seja em primeira ou segunda dose, e a vacina de Influenza”, explicou o secretário.

A prefeitura informou que vai aproveitar a campanha de vacinação contra o Influenza para atualizar a caderneta de vacinação para outras doenças, como sarampo e febre amarela.

Segundo o secretário, a vacinação contra a gripe tem o objetivo de reduzir complicações e mortalidade pela doença, além de facilitar o diagnóstico de covid-19.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: em uma semana, mortes aumentam 8% e casos 6%

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O total de mortes registradas em decorrência da covid-19 cresceu 8% na Semana Epidemiológica (SE) 14, de 4 a 10 de abril. Neste período, foram registrados 21.141 novos óbitos, contra 19.643 confirmados na semana anterior. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas pelo número de dias) na SE 13 ficou em 3.020.

O resultado foi mostrado no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o coronavírus de número 58. O documento reúne a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações.

A curva de mortes durante a pandemia mostra um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. O resultado da SE 14 é quase o triplo de dois meses atrás, quando na SE 6 foram registrados 7.528 novos mortos.   

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

A soma de novos casos confirmados também teve acréscimo, mas menor, de 6%. O resultado reverte a tendência de queda da semana anterior (SE 13), quando houve 14% de queda sobre a semana epidemiológica 12.

Nesta última semana (SE 14) foram registrados 491.409 novos diagnósticos positivos de covid-19, contra 463.235 novas notificações de pessoas infectadas com o novo coronavírus na semana anterior. A média móvel foi de 70.201.

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

Conforme o boletim epidemiológico, sete estados tiveram aumento de casos na Semana Epidemiológica 14, enquanto doze ficaram estáveis e oito tiveram redução. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Ceará (36%) e no Pará (32%). Já as quedas mais intensas se deram no Maranhão e Amapá (-19%).

Quando consideradas as mortes, o número de estados com incremento das curvas foi de 13, oito ficaram estáveis e outros seis tiveram diminuição em relação ao balanço da semana anterior. Os aumentos mais representativos foram registrados no Paraná (53%) e Amazonas (51%). As quedas mais expressivas aconteceram no Tocantins (-21%) e Rio Grande do Sul (-19%).

Mundo

O Brasil se consolidou como país com mais novas mortes e aumentou sua diferença para o 2º colocado (6.870), os Estados Unidos. Os números brasileiros foram quase o triplo das vidas perdidas entre os norte americanos.

Em seguida vêm México (5.201), Índia (4.652) e Polônia (3.439). Enquanto a curva do Brasil sobe de forma intensa, a curva de mortes dos EUA vem fazendo movimento inverso. Quando considerados os números absolutos de mortes desde o início da pandemia, o Brasil segue na 2ª posição, atrás dos Estados Unidos (351.334).

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos. – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil deixou de ser o país com mais novos casos, liderança que foi ocupada pela Índia (873.296). Em seguida vêm Estados Unidos (478.831), Turquia (353.281) e França (199.140). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na 2ª posição, atrás dos EUA (31,1 milhões).

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos. – Divulgação/Ministério da Saúde

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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