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Urnas eletrônicas proporcionam eleições seguras dentro e fora do país

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A segurança das urnas eletrônicas vem sendo comprovada pela sociedade brasileira há 25 anos, período em que não houve nenhum registro de fraude nas eleições. O que muitos não sabem é que essa confiabilidade também faz com que entidades nacionais e internacionais solicitem os equipamentos da Justiça Eleitoral para garantir um processo de votação comprovadamente mais íntegro e ágil.

Desde 1997, já foram firmadas parcerias de sucesso com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e diversos conselhos tutelares do país, entre outras instituições. As chamadas eleições comunitárias contam com as urnas e também com mesários e técnicos da Justiça Eleitoral para auxiliarem as instituições.

Vinícius Lobão, conselheiro tutelar do Lago Sul, em Brasília (DF), foi eleito em 2019, a partir do sistema digital da Justiça Eleitoral. “Com certeza, as urnas eletrônicas deram mais segurança ao processo”, relata. De acordo com ele, no pleito anterior, sem a estrutura do TSE, houve denúncias de irregularidades em diversos postos de votação. “Acho fundamental a utilização das urnas eletrônicas para as futuras eleições do conselho tutelar, tendo em vista a importância do cargo”, complementa. 

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Outro exemplo recente dos empréstimos ocorridos no Brasil é o da OAB – Seccional Bahia, que solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) 180 urnas eletrônicas a serem utilizadas durante as eleições internas para o triênio 2020-2024, em 17 de novembro deste ano. Veja, também, o exemplo da OAB-SE.

O coordenador de Tecnologia Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rafael Azevedo, participou desse processo ocorrido dentro e fora do Brasil. “Chegamos a emprestar urnas para o Paraguai, Argentina, República Dominicana, Equador e México. Levamos, fisicamente, o material até esses países, para que fizessem as eleições oficiais e até mesmo testes”, explica. De acordo com Azevedo, é importante a presença da equipe técnica do TSE para adaptar o software às regras de votação em cada local.

Regulamentação

Essa prática é regulamentada pela Resolução nº 22.685/2007, que estabelece normas para a cessão de urnas e sistema de votação específico, por empréstimo, em eleições parametrizadas. Para que não haja nenhuma intervenção ou risco, é determinado, inclusive, que o controle do software e a guarda das mídias sejam restritos à Justiça Eleitoral. Dessa forma, é proibida a utilização, na urna, de programas que não sejam os fornecidos pelo TSE. 

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AL/CM, DM

Fonte: TSE

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Contas de candidatos e partidos políticos podem ser consultadas na internet

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A origem e o destino dos recursos empregados por candidatos são os assuntos que mais despertam o interesse de jornalistas de cidadãs e cidadãos que acessam o Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período eleitoral. Da mesma maneira, é crescente a fiscalização da sociedade civil sobre a forma com que os partidos políticos gastam o dinheiro público que recebem todos os anos por meio do Fundo Partidário.

O TSE dá máxima transparência a essas movimentações financeiras por meio do Repositório de Dados Eleitorais (RDE), uma ferramenta da página de estatísticas do Tribunal na internet que reúne dados brutos sobre todas as eleições brasileiras de 1945 até hoje.

Criado em 2009 e constantemente aprimorado desde então, o RDE disponibiliza no formato de planilhas as informações completas sobre candidatos e candidatas, eleitorado, resultado de eleições, comparecimento e abstenções, partidos, pesquisas eleitorais, prestação de contas eleitorais e partidárias e a produção jurisdicional da Corte Eleitoral.

A proposta do RDE é garantir o livre acesso ao banco de informações eleitorais do TSE e, assim, dar autonomia a jornalistas e demais pessoas que buscam os dados, o que permite que consigam encontrar o que buscam por conta própria de forma rápida e direta. A ferramenta pode ser acessada por meio do menu “Eleitor e Eleições” no topo do portal do TSE, na opção “Estatísticas”. Ao acessar a página, basta clicar na opção “Repositório de Dados Eleitorais”.

Conteúdo e instruções de acesso

A área de Estatística do TSE é responsável pela gestão dos bancos de dados do RDE. O sistema gera arquivos que, em alguns casos, depois de baixados, devem ter as extensões “.txt” trocadas por “.csv”. Essa operação possibilitará a abertura das informações em qualquer planilha eletrônica. A partir dos dados brutos, qualquer consulta, filtro ou cruzamento das informações é de responsabilidade de quem faz a pesquisa.

Junto com a planilha de dados também segue um arquivo com instruções de uso sobre a formatação das tabelas. É importante ler esse arquivo de instruções para conhecer o layout das tabelas existentes no RDE e observar a data de geração do arquivo para, então, fazer as importações e consultas de forma adequada.

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Contas eleitorais e partidárias

As prestações de contas eleitorais estão disponíveis a partir das Eleições 2002, quando os candidatos e as candidatas passaram a submeter digitalmente as contas ao TSE. Na opção “Prestação de Contas Eleitorais”, ao selecionar o ano da eleição – por exemplo, as Eleições 2020 –, é possível conhecer a movimentação financeira de órgãos partidários, de pessoas que se candidataram e das campanhas eleitorais, por meio dos respectivos números de CNPJ.

Assim, é possível conhecer de forma detalhada quem doou para cada legenda ou candidato, além dos valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), o “Fundo Eleitoral”, que foram efetivamente distribuídos. Também é possível conhecer como esses recursos foram empregados: as empresas ou pessoas prestadoras de serviços ou fornecedoras de bens contratadas, os pagamentos feitos e se houve sobra de dinheiro ou ficaram dívidas da campanha.

Fundo Partidário

Já as prestações de contas anuais dos partidos políticos estão disponíveis em formato digital a partir de 2014. Contratos, cheques, notas fiscais, comprovantes e recibos constituem a documentação que deve comprovar minuciosamente como são empregados os duodécimos do Fundo Partidário que são mensalmente distribuídos às legendas.

Página de Estatísticas

O portal do TSE tem ainda a página “Estatísticas Eleitorais”, que apresenta, em gráficos e num plano mais amplo, os dados importados do RDE sobre as eleições de 2014 a 2020.

Ali é possível, por exemplo, consultar as receitas e as despesas movimentadas durante as Eleições Municipais de 2020. As informações podem ser filtradas por abrangência (nacional, regional, estadual e municipal), tipo de eleição, tipo de prestador (candidatos ou partidos políticos) e legenda.

É possível, por exemplo, verificar que em 2020, no município mineiro de Araguari, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) dispôs de R$ 19.882,10 para a campanha, dos quais R$ 13 mil vieram do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário e R$ 6.882,10 foram doações de pessoas físicas.

Para obter essas mesmas informações no RDE, com a possibilidade de, por exemplo, ter acesso aos CPFs dos doadores, basta seguir o passo-a-passo:

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1. Ao acessar https://www.tse.jus.br/hotsites/pesquisas-eleitorais/index.html, aparecerá a página inicial do Repositório de Dados Eleitorais. No menu à esquerda, selecione “Prestação de contas eleitorais”.

RDE 1 - 23.07.2021

2. Um novo menu será carregado na mesma página. Selecione o ano de interesse. No caso, o de 2020 e a prestação de candidatos, isto é, “Candidatos (formato ZIP)”. Uma solicitação para realizar o download da pasta aparecerá. É um arquivo grande, então pode ser que seja demorado o processo.

A pasta contém 112 arquivos, separados por UF da seguinte maneira: Receitas de candidatos por doador originário, Receitas de candidatos, Despesas pagas, Despesas contratadas e os arquivos de “Leia-me”. É importante ler os arquivos “Leia-me” para entender o conteúdo de cada arquivo.

RDE 2 - 23.07.2021

3. No caso, deve-se se abrir os arquivos de Minas Gerais para levantar os números do município de Araguari, especialmente as receitas dos candidatos.

RDE 3 - 23.07.2021

4. No menu superior, selecione “Inserir” e no menu que aparecerá em seguida, clique em “Tabela Dinâmica”. No menu central que surgirá, clique em “OK”.

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5. Uma nova aba na planilha será criada. No menu à direita, “Campos da Tabela Dinâmica”, são listadas as variáveis que constam no arquivo e as áreas em que se pode alocá-las.

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6. No nosso exemplo, na área de “Filtro”, arraste “NM_TIPO_ELEICAO” e “NM_UE”. E no filtro selecione “Ordinária” e “Araguari”, respectivamente.

RDE 6 - 23.07.2021

7. O próximo passo é para selecionar as variáveis que contenham os partidos, a fonte e o valor das receitas. Arraste o campo “DS_FONTE_RECEITA” para “Colunas”; “VR_RECEITAS” para “Valores”; “SG_PARTIDO” para “Linhas”.

RDE 7 - 23.07.2021

8. Pronto. É possível verificar que o partido MDB nas Eleições Ordinárias de 2020, em Araguari, teve um total de receitas de quase R$20 mil, sendo R$13 mil de recursos públicos e mais de R$ 6 mil de recursos privados.

RG, NT/CM, DM

Leia mais:
Repositório de Dados Eleitorais permite pesquisas aprofundadas sobre os candidatos de cada eleição
https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2021/Julho/repositorio-de-dados-eleitorais-permite-pesquisas-aprofundadas-sobre-os-candidatos-de-cada-eleicao
Dados completos sobre o eleitorado podem ser acessados no Repositório de Dados Eleitorais
https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2021/Julho/dados-completos-sobre-o-eleitorado-podem-ser-acessados-no-repositorio-de-dados-eleitorais

Fonte: TSE

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