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Unidades prisionais realizam ações alusivas ao Dia da Consciência Negra

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Diversas unidades prisionais do Estado desenvolveram atividades de arte e cultura para promover reflexão a respeito da igualdade racial e estimular o respeito às diferenças, em alusão ao Dia Nacional da Consciência negra, nesta sexta-feira (20).

Internos do Centro de Detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL) participaram de atividades desde a terça-feira (17). Na programação, documentário, oficina de confecção de bonecas, roda de capoeira, oficina de berimbau. Os professores da unidade, servidores e alguns convidados foram responsáveis por conduzir as ações.

Para o interno Alef de Paula Soeiro da Silva, do CDRL, a Semana Cultural proporcionou uma reflexão quanto ao contexto histórico envolvendo a cultura e culinária dos povos africanos. “Pude aprender e compreender toda a luta envolvendo o racismo, descoberta de identidade, histórias de sucesso de negros que se tornaram grandes referências na nossa história.”

Na Penitenciária Regional de Linhares, os apenados também participaram durante a semana de atividades alusivas à data que envolveram oficinas, atividades culturais e até culinária. A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, esteve na unidade  nessa quinta-feira (19) e acompanhou parte da programação.

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Nesta sexta-feira (20), data do debate e reflexão sobre as diferenças raciais e a importância de cada um no processo de construção comunitária, toda a população carcerária da Penitenciária Agrícola do Espírito Santo (Paes) participou de uma ação pelo Dia da Consciência Negra.

Com uma apresentação cultural seguida de uma roda de conversa, o objetivo, de acordo com a diretora da unidade, Leizielle Marçal Dionízio, foi estimular o respeito às diferenças.

“Esses internos logo estarão de volta à comunidade. O diálogo sobre o respeito às diversidades e à minoria é importante. A apresentação foi elaborada por eles. Após o teatro, uma inspetora penitenciária da nossa equipe declamou um poema e compartilhou um pouco da sua história. Depois, abrimos uma roda de conversa. Foi um momento emocionante. Vários deles também quiseram compartilhar suas histórias, momentos que passaram e que marcaram suas vidas. De fato, foi um dia de reflexão e de trabalho conjunto”, destacou Leizielle Marçal Dionízio.

 

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sejus
Sandra Dalton / Karla Secatto
(27) 3636-5732 / 99933-8195 / 98849-9664
[email protected]

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Fonte: Governo ES

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Oficina de Turbante vira aula de história e cultura durante Novembro Negro da SEDH

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Como parte da programação do Novembro Negro da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), na tarde dessa quarta-feira (25), foi realizada uma Oficina de Turbante, no auditório do Palácio da Fonte Grande, em Vitória. Várias servidoras participaram, adquirindo um conhecimento muito além do estilo: tiveram uma verdadeira aula de história da influência da cultura negra no Brasil.

A ideia da Oficina de Turbante foi da gerente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da SEDH, Edineia Conceição de Oliveira. Ela contou que sempre que se arrumava com o acessório para o trabalho, várias colegas mostravam interesse em aprender.

“Quando estávamos montando a programação do Novembro Negro, me lembrei desse interesse das colegas e resolvi convidar uma profissional para dar a oficina. Assim, além de aprender, todas poderiam entender toda a questão cultural por trás dos turbantes”, explicou Edineia de Oliveira.

A convidada para ministrar a oficina foi a trançadeira Elissangela Gonçalves Ferreira, que também é presidenta da Associação de Trançadeiras/Trancistas do Espírito Santo e do Projeto Multiplicação, além de empreendedora e educadora social.

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“Tudo que colocamos no nosso corpo significa alguma coisa. O turbante representa quem o utiliza, representa a sua identidade. Cada civilização vai utilizando no sentido da sua cultura ou religião. Eu, por exemplo, uso com o significado afro-brasileiro, mas existem também os turbantes de quem frequenta os terreiros de candomblé, que são os ojás. Existem ainda os turbantes da cultura islâmica. Cada amarração tem um significado”, disse Elissangela Ferreira.

A servidora pública Grace Kelly Araujo dos Reis, da Subsecretaria de Gestão Administrativa e Financeira da SEDH, também participou da oficina e compartilhou com os demais seus aprendizados. Ela contou que passou a tomar atitudes para se empoderar enquanto mulher negra, depois que se tornou mãe, e virou uma referência principalmente para a filha. A autoconfiança também melhorou.

“Participar da Oficina de Turbante foi ratificar que conhecimento é a ferramenta mais importante que temos e que nós negros estamos muito além da história assassina da escravização. Aprender que um turbante não se restringe a um acessório que nos deixa mais belas. Foi ressignificar um ‘adereço’, entendendo o quanto de força e reafirmação nele habita. Foi vivenciar a sabedoria transmitida pelas ancestrais”, comentou a servidora.

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A programação do Novembro Negro da SEDH continua até o dia 30 de novembro. Confira: https://bit.ly/2JccBR7

 

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da SEDH
Juliana Borges
(27) 3636-1334 / (27) 99926-4669
[email protected]

Fonte: Governo ES

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