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Theodorico: “Meu tempo de coronel acabou”

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Deputado sofreu importantes derrotas em Cachoeiro e Itapemirim

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Foto: Reinaldo Carvalho/Ales

Theodorico, comparado à figura do coronel Saruê, reagiu: “Não estou morto”

 

O presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), talvez seja a figura política mais conhecida de Cachoeiro de Itapemirim e outros municípios do Sul do Estado.

Foi prefeito por quatro mandatos e investe há anos seu capital político em outras candidaturas, algumas das vezes, sem muito sucesso. A última grande derrota ocorreu domingo, quando viu duas de suas apostas, Jathir Moreira (SDD) e Norma Ayub (DEM), ficarem na segunda colocação na disputa pelas prefeituras de Cachoeiro e de Itapemirim, respectivamente.

Theodorico não reconhece para si as derrotas. “Não fui candidato. Eu votei no Jathir”, ameniza. Na reta final da campanha em Cachoeiro, o apoio do deputado ao candidato derrotado foi comparado à figura política do coronel Saruê, personagem de Antônio Fagundes na novela Velho Chico.

Questionado sobre a comparação, Theodorico foi enfático: “Meu tempo de coronel acabou. Sou soldado aposentado”. Depois de uma breve pausa, arrematou: “Mas não estou morto”.

O demista credita a vitória de Victor Coelho (PSB) com 59,93% dos votos em Cachoeiro à sede da população por novidades na política. Mas não novidades em oposição a si, mas ao PT, partido de Carlos Casteglione, prefeito de Cachoeiro nos dois últimos mandatos.

“O PT está lá há oito anos. Acho que foi uma rejeição ao quadro administrativo de Cachoeiro”, escorregou. Em 2012, Theodorico abriu mão da disputa e apoiou a candidatura de Glauber Coelho, irmão do prefeito eleito. Glauber morreu em agosto de 2014, após acidente de carro.

Itapemirim

Sobre a derrota da ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub, sua mulher, Theodorico não quis comentar. “Gostaria de não falar por enquanto porque o momento é de respeitar as decisões políticas, ainda que existam obstáculos que não estão ao meu alcance”, justifica.

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Luciano Paiva (Pros), prefeito reeleito, é investigado por um suposto esquema de fraudes em licitações da prefeitura. Ele foi afastado quatro vezes do comando do Executivo por determinação judicial.

Theodorico foi escolhido prefeito de Cachoeiro nos anos de 1972, 1988, 1996 e 2000. Foi eleito deputado estadual em 2006 e desde estão é sucessivamente reconduzido para a Assembleia, que é presidida por ele há quatro anos.

Entrevista

O futuro prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), terá o apoio de Theodorico Ferraço (DEM) no seu próximo mandato. Pelo menos é o que afirma o deputado e presidente da Assembleia Legislativa após ver nas urnas a derrota de sua aposta na cidade, Jathir Moreira (SDD), que teve 24,41% dos votos. “Foi um fenômeno político de um candidato jovem que surgiu.”

Como avalia o resultado das eleições a prefeito?

Toda decisão do povo é democrática, como foi em Cachoeiro. Tenho duas coisas a dizer sobre isso: lamentar porque o Jathir não ganhou e respeitar o voto da maioria, o que nos leva a apoiar o novo prefeito.

O senhor se sentiu derrotado politicamente?

Não fui candidato. Eu votei no Jathir. Foi um fenômeno político de um candidato jovem que surgiu em Cachoeiro. O PT está lá (no comando da prefeitura) há oito anos. Acho que foi uma rejeição ao quadro administrativo de Cachoeiro.

O senhor sabe que durante as eleições a população o comparava ao coronel da novela Velho Chico?

Meu tempo de coronel acabou. Sou soldado aposentado. Mas não estou morto.

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Após fracasso, deputados voltam à Assembleia

Deputados estaduais derrotados no último domingo na disputa para prefeito retornaram ontem para a primeira sessão na Assembleia Legislativa pós-eleição. Cada um trazia sua justificativa para o resultado negativo.

Eustáquio de Freitas (PSB) disse estar surpreso com o resultado em São Mateus. “Esperava um desempenho melhor. A água dessalinizada e a falta de gestão nesse pleito fizeram a diferença”, atacou o deputado, que perdeu para o empresário Daniel da Açaí (PSDB), que foi alvo de denúncia do Ministério Público Eleitoral, que o acusou de distribuir água mineral à população no período eleitoral.

Almir Vieira (PRP) ficou na última colocação, com 163 votos, em Anchieta. “Os outros dois candidatos que polarizaram a disputa fizeram campanhas milionárias”, justifica. Para ele, as acusações do Ministério Público Federal (MPF) de que seja líder de organização criminosa não pesaram nas votações.

Almir foi denunciado pelo MPF por suposto envolvimento em esquema de desvio milionário na Associação dos Funcionários Públicos do Espírito Santo (AFPES). Dos R$ 1.428.938,57 desviados, segundo apontado na Operação Maçarico, R$ 252.700 teriam sido destinados ao financiamento da campanha para deputado estadual de Almir, que foi presidente do Conselho Executivo do Hospital AFPES.

Rafael Favatto (PEN) apontou que concorreu com quatro ex-prefeitos em Vila Velha e que sua campanha tinha menos recursos.

Marcos Mansur (PSDB), que disputou em Cachoeiro, diz que a entrada do ex-governador Renato Casagrande (PSB) na campanha foi fundamental para a vitória de Victor Coelho (PSB).

Eliana Dadalto (PTC), candidata em Linhares, Erick Musso (PMDB), de Aracruz, e Marcos Bruno (Rede), em Cariacica, faltaram à sessão legislativa.

 

fonte http://www.gazetaonline.com.br/

 

 

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Política

Ales reconhece atuação de doulas

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As doulas, profissionais responsáveis pelo acompanhamento e bem-estar das gestantes foram homenageadas em sessão solene presidida pelo deputado Dr. Rafael Favatto (Patri). A solenidade aconteceu nesta sexta-feira (3), no Plenário Dirceu Cardoso, e contemplou 16 mulheres com certificados.

A palavra doula tem origem grega e significa “mulher que serve”.  Elas não são parteiras nem têm formação médica, portanto, não prescrevem medicamentos ou fórmulas, além de não realizarem procedimentos como toques ou curetagens, mas exercem importante papel no preparo físico e emocional da mulher durante a gestação e na hora do parto, com assistência para a parturiente e a família. Além disso, atuam no puerpério, ajudando mãe e recém-nascido nos primeiros dias de vida.

No Brasil, o ofício consta no Calendário Brasileiro de Ocupações, do Ministério do Trabalho, que exige idade mínima de 18 anos, ensino médio completo e curso específico de habilitação com no mínimo 80 horas de duração, além de estágio supervisionado. Mas, na maioria dos estados brasileiros, a profissão ainda não está regulamentada e essa é uma das maiores reivindicações do grupo.

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Reconhecimento

No estado existem 138 doulas, de acordo com a Associação de Doulas do Espírito Santo (Adoules). A presidente da instituição, Aline de Almeida e Silva, reivindicou durante a sessão solene a aprovação da Lei da Doula, uma iniciativa adotada por outros estados e que regulamenta a profissão. “Precisamos reconhecer a doula como profissional. Precisamos que a Lei das Doulas seja aprovada. Quando a gente tem uma lei, a gente tem algo que dará base a uma política pública”, disse a presidente.

Para Renara Cabral Pereira Pavez, a experiência como doulanda (gestante atendida por uma doula) foi tão positiva que ela decidiu trocar de profissão após o nascimento do filho, há dois anos. “Eu era professora e vi neste ofício a oportunidade de levar às mulheres suporte humanizado neste momento tão importante que é a chegada de um filho”, disse.

Segundo ela, um dos maiores desafios da profissão é a falta de informação. “As pessoas ainda não sabem o que é uma doula. E é necessário que a gente seja reconhecida, identificada como uma profissional necessária para uma gestação e parto melhores para a mãe e a criança”, afirmou.

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“Precisamos inserir as doulas cada vez mais na nossa sociedade. Precisa ter regulamentação, precisa ter regras, precisa ter um norte e precisa ter ensinamentos. Isso é importantíssimo para a segurança da nossa paciente. A principal beneficiada  pelo trabalho dessa profissional gabaritada e com experiência é a mulher partejada”, afirmou Favatto.

Falando em nome das homenageadas, Laís Borges Lacerda destacou que as doulas asseguram o parto humanizado. “Ainda temos muito o que lutar, que conquistar, falamos por milhares de mulheres e bebês”, pontuou.

Lista das homenageadas

Aline de Almeida e Silva
Cristina da Costa Rizatelo
Graziele Rodrigues da Silva Duda
Helena Lombardi Noronha Rangel
Jacqueline Corrêa de Oliveira Manfredi
Jéssica dias Caldas de Souza
Laís Borges Lacerda
Marilza do Carmo Dias
Marrí Mota
Mirelly menezes Lima
Pamela Aparecida de Andrade Lacorte
Patrícia Maria Rohsner
Renara Cabral Pereira Pavez
Sabrina Bravo Pinheiro Miranda
Stephanie Laport
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