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Termina sem acordo reunião sobre volta às aulas no município do Rio

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A prefeitura do Rio de Janeiro e o sindicato dos professores não chegaram a um acordo para a volta às aulas nas escolas particulares do município. O anúncio foi feito pelo prefeito Marcelo Crivella nesta segunda-feira (29), após reunião com representantes dos professores e donos de escolas.

Na última sexta-feira (26), Crivella havia cogitado o retorno às aulas nas escolas particulares para 10 ou 15 de julho.

“Foi colocada na mesa uma discussão para que as aulas nas escolas privadas começassem dia 15 de julho de maneira voluntária. Os pais que decidissem levariam as crianças para a escola, e o professor que decidisse, poderia trabalhar ou não. Essa proposta não alcançou o consenso. Nós ficamos de marcar uma nova reunião na quinta-feira (2)”, disse Crivella, em entrevista coletiva, após o fim da reunião.

Segundo o prefeito, o sindicato dos professores alegou que, se fosse voluntário, os donos das escolas poderiam obrigar os docentes a voltar, sob pena de demissão. Crivella salientou que também não há definição para a volta às aulas nas escolas públicas.

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Crivella disse que o que se está fazendo é a testagem para covid-19 de um grande número de merendeiras, a fim de que elas possam voltar a preparar o lanche dos alunos que desejarem comer nas escolas. “Não há previsão de retorno da escola pública”, afirmou.

Multas

População usa máscaras nas ruas do Rio de Janeiro, desde ontem (23) a prefeitura tornou o uso obrigatório através de decreto. População usa máscaras nas ruas do Rio de Janeiro, desde ontem (23) a prefeitura tornou o uso obrigatório através de decreto.

Prefeitura anuncia mais fiscalização e pode multar quem estiver sem máscara nas ruas do Rio – Arquivo/Agência Brasil

Crivella também fez um apelo à população para usar as máscaras de proteção nas ruas. Ele disse que tem visto muitas pessoas sem máscara, principalmente nas zonas norte e oeste da cidade. E advertiu que a orientação à Guarda Municipal é para que passe a multar todos que estiverem sem o equipamento de proteção.

“Com esta doença não se deve brincar, ainda que tenhamos número de leitos disponíveis. Podemos transmitir para pessoas com comorbidades. Os jovens podem, sem sintomas, estar infectados e levar aos parentes. Faço um apelo às pessoas para que usem as máscaras. Vai haver esquema especial de fiscalização, para que os guardas multem as pessoas”, explicou Crivella.

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Segundo o prefeito, mil pessoas já foram multadas porque não estavam usando máscara. O valor da multa é de R$ 107 e pode aumentar se houver reincidência.

Edição: Nádia Franco

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Educação

Pais acreditam que qualidade do ensino caiu na pandemia, diz pesquisa

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Pesquisa do Instituto DataSenado divulgada nesta quarta-feira (12) aponta que, na percepção de 63% dos pais ou responsáveis ouvidos, a qualidade do ensino entre os alunos que tiveram aulas remotas, diminuiu. Para 22%, a qualidade das aulas permaneceu igual e apenas 8% indicam que houve melhora no ensino com a mudança de formato. Pelo levantamento, 75% dos pais que tiveram filhos em aulas remotas nos últimos 30 dias preferem que as aulas voltem a ser presenciais quando a pandemia acabar.

O levantamento, apresentado hoje para especialistas em educação de várias entidades, realizado por telefone entre os dias 24 e 28 de julho com 2,4 mil brasileiros, revela ainda que entre os pais com filhos matriculados em instituições públicas, 40% disseram que as aulas foram majoritariamente suspensas nos últimos 30 dias. No caso de matriculados em instituições privadas, o mesmo ocorreu com 18% dos ouvidos.

Acesso à Internet

A diferença de acesso à Internet entre rede pública e privada é outro dado da pesquisa. Nos lares com estudantes em aulas remotas na rede pública, 26% não possuem internet. Na rede privada, o percentual cai para 4%.Também segundo os resultados, o celular (64%) é meio mais utilizado para acessar aulas e material de estudo. O computador vem na segunda posição, utilizado por 24% dos alunos ouvidos.

“A tecnologia é algo fundamental no novo normal da educação e os que não a possuem são prejudicados, o que nos leva a inferir da necessidade urgente de políticas públicas que minimizem a desigualdade social que assola o Brasil e atinge horizontalmente o ensino”, ressaltou o senador Flávio Arns (Rede-PR), que é o relator do Novo Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] no Senado.

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Para a professora Izabel Pessoa, que nos próximos dias assumirá a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, o ensino híbrido precisa ser levado mais a sério no Brasil. “Não se trata de escolher modalidade presencial ou à distância. A educação híbrida é uma realidade e não prescinde da educação presencial”, observou. Ela lembrou que o impacto com a suspensão das aulas é um desafio mundial. ” Isso vai ajudar a gente a se abrir. Há um preconceito com Educação à distância. Temos que compreender como a educação mediada pelas tecnologias pode ajudar a educação no Brasil. Vamos ter que encontrar as resposta juntos”, avaliou.

Um outro dado que a pesquisa traz é em relação aos alunos do ensino infantil, fundamental e médio que tiveram aulas remotas nos últimos 30 dias, sete em cada dez pais relataram que o filho recebeu as atividades da escola por meio online e outros 20% buscaram o material na escola, o que comprova o abismo educacional daqueles que não possuem acesso à internet.

Fundeb

No dia 20 de agosto, o Senado votará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 26/2020), que torna permanente o Fundeb e amplia gradativamente a participação da União para 23%. Para entrar em vigor, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos de votação e alcançar, em cada um deles, pelo menos, 49 votos favoráveis. O relatório do senador Flávio Arns mantém o mesmo texto já aprovado pelos deputados no mês passado.

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Durante a apresentação da pesquisa, Arns destacou a importância do Fundeb para a valorização dos professores e para estimular que novos educadores ingressarem na carreira, já que mais da metade dos recursos vão para pagamento desses profissionais. O parlamentar exemplificou como uma das alternativas para melhorar a conectividade dos alunos, a aprovação da proposta do senador Confúcio Moura (MDB-RO) que trata da aplicação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para ensino a distância. De acordo com o projeto (PL 2.599/2020), que aguarda análise do plenário do Senado, o dinheiro será destinado para a educação básica pública durante a emergência de saúde provocada pela covid-19 e poderá ser usado na aquisição de computadores e serviços de acesso à internet, entre outras finalidades.

Na avaliação da representante do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, por causa das novas necessidades impostas pela pandemia e do agravamento da crise na educação pela queda no orçamento de estados e municípios, o Fundeb é importante, mas não supre todas as necessidades da escola. Para Priscila Cruz, além de do Fundo, Executivo e Legislativo devem se dedicar à aprovação de um fundo emergencial específico para Educação para socorrer governadores e prefeitos.

Edição: Aline Leal

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