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“Tem um papel fundamental na minha vida”: mulheres falam da relação com dança

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Projeto mostra que a dança é para todos
Reprodução/Instagram/Sesc Santos/Incorpora

Projeto mostra que a dança é para todos

No dicionário, dançar é movimentar o corpo em determinado ritmo musical, como forma de expressão subjetiva ou dramática. Apesar de não haver restrição de altura, peso ou formato do corpo, para muitos, a dança é algo fora da realidade. Por isso o  projeto  ‘Incorpora’, da bailarina e diretora de movimento Marcelle Lemos e do fotógrafo Rony Alves para o Sesc Santos, quer provar que a dança pode ser de todas, todos e todes .

Pela Baixada Santista, em São Paulo e em uma série de 10 exposições virtuais, o projeto mostra o diálogo entre dança e arquitetura pelas cidades, com diferentes corpos e estilos de dança. Marcelle conta que o projeto foi uma oportunidade de evoluir o projeto ‘Clica e Respira’ para corpos plurais. 

“O Sesc convidou a gente para fazer o projeto, mas a proposta deles era que justamente essa. Que nós fizéssemos com corpos mais plurais e diversificados. A gente achou maravilhoso porque já era uma coisa que nós queríamos fazer. Não dá para no mundo de hoje, no século 21, no Brasil de 2021, a gente ainda reafirmar certos padrões”, diz. 

Marcelle, que dança desde os 4 anos, tem um contato forte com a dança. “Meu corpo sempre esteve em movimento. A grande guinada para mim, foi entender que o corpo é movimento e não só dança. Há o movimento mais virtuoso, as danças mais técnicas, mas nós seres humanos somos movimento”, diz.

Ela conta que chamar as mulheres mostrou como o padrão estético é incorporado no psicológico. Quem nunca ouviu falar que tinha que ser magrinha para poder praticar dança? Marcelle diz que a abordagem mostra que aquele lugar, da foto, é “o lugar dela, que só ela poderia representar”. “A gente nunca sente que seremos um dia o foco de algum trabalho assim. Na abordagem com as mulheres, elas sempre perguntam, ‘nossa mas por que eu, nossa, eu jamais ia imaginar que iam me chamar, mas eu sou assim'”, conta. 

Para o iG Delas, dançarinas que participaram do projeto contaram como a dança mudou a vida delas e como o projeto reforça a liberdade que a dança traz. 

“A dança fez eu aceitar a minha cadeira de rodas como parte do meu corpo”

Ana Patrícia de Oliveira, é dançarina artística e esportiva em cadeira de rodas desde 2005. A moradora de Santos, antes da dança, pensava apenas no que não poderia fazer por conta da deficiência física. “Eu não tinha essa visão de que não existe limite quando você quer fazer algo que você admira. Praticando, você descobre que você ama fazer aquilo”, conta. 

Para ela, a dança mudou a relação dela com o corpo. “Minha aceitação, aceitar a minha cadeira de rodas como parte do meu corpo. A partir dela, construo meus movimentos e possibilidades, de forma harmoniosa, com sentimento, energia e prazer”, diz. Ana Patrícia conta que participar de tal projeto é representar as mulheres em cadeira de rodas.

“Gostei muito de estar representando as mulheres bailarinas da dança em cadeira de rodas, validar que não são só corpos vistos como perfeitos que só podem produzir movimentos de formas harmônicas, bela. A arte está sim em todos os corpos”, afirma.

Ana conta que a dança empodera e transformou a vida dela. “Ela tem um papel fundamental na minha vida de transformação, de autoconhecimento, de autoaceitação, de descobrir o belo a partir da minha deficiência”, diz.

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“A dança trouxe só benefícios em todos os sentidos da minha vida. Além de me sentir muito satisfeita, muito agradecida, né? Ao Criador, aos deuses da dança, das artes porque eu me sinto privilegiada em representar tantas mulheres, com deficiência, com mais de 40 anos, acima do peso. Isso é maravilhoso, é divino”, afirma. 

“A dança foi um resgate do meu corpo”

Para Célia Faustino, eutonista, professora de Kundalini Yoga e terapeuta com especialização em improvisação e dança terapêutica, a dança aconteceu como um resgate do corpo. Para ela, que hoje utiliza a dança para conexão e improvisação, movimentar o corpo é terapêutico. “Eu acredito muito nas técnicas corporais e para mim elas são amplas, desde o balé clássico. A relação entre terapia e dança possibilita que a pessoa desenvolva identidade, ‘quem eu sou'”, diz. 

Ela começou na dança ao 6 anos. Hoje com 59, Célia se relaciona com artistas de várias áreas e se considera artista também. “A dança faz esse desenvolvimento, essa capacidade de a gente ser, né? Esse ser amplo que nós somos, né? Nós somos várias possibilidades numa única pessoa”, comenta. 

A dança apareceu para Célia como uma forma de se expressar ao se mudar de Penápolis (interior de São Paulo) para Santos, em um apartamento “apertado”.  Ela conta que perdeu o contato com o corpo e o movimento na mudança, já que antes morava entre árvores e animais e foi para um apartamento de fundos. “Fiquei introspectiva, minha mãe notou e uma amiga dela, madrinha do meu irmão, sugeriu que eu entrasse no balé, melhorando meu estado de ânimo geral”, conta. 

“A dança deu toda essa possibilidade de voltar ter um contato com o corpo, um corpo que tinha uma expansão. Apesar disso, cursei Matemática, fiz Computação, nunca trabalhei com isso e fiz um projeto para mim mesma, viver com a dança. Hoje já é toda essa questão terapêutica de permanecer na dança foi grande transformação. De quem eu sou, quem eu estou hoje tem todo um resultado desse encontro com a dança”, diz. Para Célia, a dança no fim foi “um resgate do meu corpo que ficou lá no quintal da minha casa em Penápolis. Provavelmente em cima de uma árvore”.

“Vejo meu corpo como um instrumento de leitura de emoção”

Ana Carolina Arjona, que pratica dança do ventre, começou pela beleza e não entendia que aquilo fugia do exercício físico que muitos encaixam. “Na primeira aula me apaixonei, por ser uma dança com muita exigência prática e teórica. Por intercorrências da vida, parei, mas voltei e estou há 8 anos praticando. Em 2020 me tornei professora”, conta. 

“Ao matricular minha filha com 6 anos no ballet, pedi para ela escolher alguma outra modalidade e ela escolheu dança do ventre, com a mesma professora que tinha me dado aulas. Eu até achava que a dança não era mais para mim. Quando fui ver a primeira apresentação dela, chorei tanto de emoção que disse para o meu marido: ‘meu lugar é lá no palco, não é aqui'”, conta. 

Ela conta que além da consciência corporal, ela transmite emoções pela dança. “Vejo meu corpo como um instrumento de leitura de alguma emoção que eu esteja sentindo ou dançando. Fisicamente, creio que tenho um corpo mais feminino, mais sinuoso. E tenho mais controle dos movimentos”, conta. 

“A dança é transformadora. Ela começa agindo no físico, e quase que simultaneamente no psicológico, evidenciando que cada mulher tem a sua beleza, e principalmente fazendo com que a própria pessoa perceba isso”, afirma. Para Ana Carolina, a cada movimento aprendido, “você se sente capaz”.

“A Dança do Ventre é para todo biotipo da mulher e, hoje em dia, para os homens também. É o tempo que você tira para você. Esquece problemas, responsabilidades. A transformação vai acontecendo, principalmente de dentro para fora. E, enquanto professora, além de ensinar corretamente as técnicas, quero ajudar todas essas mulheres. Essa é minha missão”, diz.

Fonte: IG Mulher

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Renovação de votos de casamento é tendência no pós-pandemia

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Ludmilla e Brunna são apenas um dos tantos casais famosos que decidiram renovar os votos de casamento
Reprodução/Instagram

Ludmilla e Brunna são apenas um dos tantos casais famosos que decidiram renovar os votos de casamento


Renovar os votos de casamento  parece algo muito distante para a maioria das pessoas, especialmente em um cenário de pandemia onde o número de  divórcios cresceu 24% em relação ao primeiro semestre de 2020 – totalizando 37 mil casais que chegaram ao fim. Porém a tendência internacional de renovar os votos vêm ganhando cada vez mais adeptos no país.

A celebração de renovação de votos no pós-pandemia é o momento ideal de reencontrar os amigos e festejar o amor. Ludmilla e Brunna, Flávia Alessandra e Otaviano Costa, Beyoncé & Jay Z, David e Victoria Beckham são alguns dos casais que já realizaram a cerimônias desse tipo.

Renovar a fé no amor, aliás, é uma opção que se mostra na intenção das pessoas em casar ou oficializar a relação “quando tudo isso acabar”. A busca por uniões estáveis cresceu 35% em relação ao primeiro semestre do ano passado, no estado de São Paulo. Já os casamentos, de acordo com o portal Zankyou Casamentos, em comparação com 2019, no mês de junho de 2021, o tráfego mundial para o site aumentou em 32% e para as publicações em 6%.

Diferente de um casamento ou de uma celebração de união estável, a renovação de votos é sobre comemorar o cumprimento das promessas feitas e manifestar que desejam continuar juntos – com as mesmas ou novas promessas. “Há diferentes possibilidades para fazer isso atualmente, que não envolvem uma festa tão formal quanto a de casamento. Mas também porque, infelizmente, os relacionamentos estão durando menos. Então, os casais que permanecem juntos e veem seus conhecidos se separando, sentem vontade de celebrar, ainda que não tenham tantos anos de união.”, comenta Lilian Rocha, assessora de casamentos.

A profissional dá algumas dicas para quem pretende renovar os votos ou para quem foi convidado e não sabe o que esperar.

Organização

Os desafios de organizar uma celebração para renovar os votos são bem parecidos com os desafios de organizar um casamento: moram nos detalhes. A especialista destaca que é preciso encontrar profissionais que prestem um bom serviço para além das ideias criativas e surpreendentes que se espera.

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“A experiência começa a aparecer desde o momento que o casal e os convidados chegam ao local e falam com a pessoa da recepção, veem a limpeza, se sentem seguros e acolhidos naquele ambiente. Experiência é o todo que foi construído para que aquele dia seja inesquecível”, diz.

Lista de convidados

Ter uma ideia de como deseja comemorar a data dá uma base para a quantidade de convidados que você vai convidar. A especilista sugere que você se quesitone se deseja uma grande festa ou algo mais intimista. Muitas pessoas não tiveram a oportunidade de fazer uma grande festa da primeira vez e sonham com isso. A renovação de votos é a oportunidade perfeita. Outros viram o círculo de amigos diminuir e preferem chamar quem esteve realmente presente na vida do casal.

“É fato que as festas gigantescas não são o que mais acontece para renovação de votos. Em geral, os casais vão afunilando seus relacionamentos ao longo dos anos. Inclusive, muitos dos padrinhos de casamento acabam não sendo mais figuras tão importantes na vida deles e a lista de convidados tende a diminuir muito em relação à do casamento. Mas cada casal é um casal. Há pessoas com círculos sociais muito grandes durante toda a vida e pessoas com círculos sociais mais restritos.”

Casal. Foto: Adéquat Eventos/Jeffs Sacra

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Decoração. Foto: Adéquat Eventos/Jeffs Sacra

Família. Foto: Adéquat Eventos/Jeffs Sacra

Decoração. Foto: Adéquat Eventos/Jeffs Sacra

Casal. Foto: Adéquat Eventos/Jeffs Sacra

O que oferecer aos convidados

Depois de decidir o formato da festa – grande ou intimista -, este é o momento que o casal pensa se quer um banquete com bebidas e pista de dança ou uma pequena recepção, no formato “bolo e champanhe”, um coquetel, brunch ou um almoço ou jantar.

Pode pedir presente aos convidados?

“Se eles estão dando uma festa, é educado que os convidados deem presentes, sim. Para facilitar e não arriscar ganhar algo que não gostem ou não precisem, já que eles já têm todos os itens que precisam para casa, eles podem fazer uma lista online cujos presentes sejam revertidos em dinheiro direto para a conta deles”, explica Lilian. Entretanto, como muitas recepções são menores, não é comum ver listas de presentes em renovações de votos.

Qual traje usar?

“Muitas mulheres querem usar branco, para relembrar seu momento noiva no dia do casamento. Mas definitivamente não é algo que você precisa fazer. Aliás, as cerimônias de renovação de votos dão ainda mais espaço para a criatividade e personalização do que as de casamento. Particularmente, acho incrível quando as mulheres optam por vestidos que representam bem quem elas são agora, seu estilo, sua personalidade e seu momento de vida”, conclui a assessora.


Fonte: IG Mulher

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