Política Nacional

STJ mantém suspensa ação contra ex-mulher do advogado de Bolsonaro

Publicado em

Wassef e Maria Cristina
Reprodução – 02/08/2022

Wassef e Maria Cristina

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter, nesta segunda-feira, suspensa uma ação contra a empresária Maria Cristina Boner Leo, ex-mulher de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro , na qual o Ministério Público do Distrito Federal imputa à empresária 168 acusações por corrupção passiva e 21 por lavagem de dinheiro.

Na decisão, o ministro devolveu a ação ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para que o mérito seja decidido.

“Concedo a ordem de ofício, para confirmar a liminar, mantendo o sobrestamento da Ação Penal n. 0012400- 86.2014.8.07.0001, em curso na 7ª Vara Criminal de Brasília, com relação à paciente, até que o Tribunal de origem analise, em definitivo, o mérito do writ lá manejado”, escreveu Fonseca.

A ação penal é derivada da operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que em 2009 identificou um esquema de pagamentos de propinas por empresários interessados em contratos com o governo do DF. Boner foi denunciada a partir da colaboração premiada do delegado Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF.

Leia Também:  Rio: Conselho de Ética da Câmara aprova cassação de Gabriel Monteiro

Conhecida como “mensalão do DEM”, a investigação também mirou o ex-governador José Roberto Arruda, marido da ex-ministra Flávia Arruda, da Secretaria de Governo de Bolsonaro, além de outros sete réus, entre eles o próprio Durval Barbosa e o ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio.

Em dezembro, durante o recesso do Judiciário, o presidente do STJ, ministro Humberto Martins, havia acolhido, em decisão liminar, um pedido da defesa de Boner, que alegou que a empresária já havia sido absolvida das acusações de improbidade administrativa derivadas da mesma operação da PF, e que, por isso, deveria também se livrar das imputações criminais. Os advogados também alegaram que as acusações contra a empresária se baseavam apenas na delação de Durval Barbosa, o que consideravam insuficiente para processá-la.

Conforme O GLOBO revelou em junho de 2020, o governo federal suspendeu uma multa de R$ 27 milhões aplicada a um consórcio de empresas — entre as quais a Globalweb Outsourcing, fundada por Boner — que não entregou os serviços previstos em um contrato de 2014 com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), órgão subordinado ao Ministério da Economia.

Leia Também:  Eduardo Leite afirma que pode concorrer a presidência pelo PSD

Outra empresa ligada à empresária, a Computsoftware Informática, que teve Boner como sócia, vendeu uma caminhonete Land Rover para o presidente Jair Bolsonaro em 2015, quando ainda era deputado federal.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política Nacional

Lula sobre baixa entre evangélicos: ‘Não sou candidato de uma facção’

Published

on

Lula usa a pauta religiosa para criticar Bolsonaro
Reprodução/Twitter – 16.08.2022

Lula usa a pauta religiosa para criticar Bolsonaro

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não é “candidato de uma facção religiosa”. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais, nesta quarta-feira. Ele havia sido questionado sobre a baixa intenção de voto dos evangélicos nele.

“Eu não sou candidato de uma facção religiosa. Eu sou candidato do povo brasileiro. Eu quero tratar evangélico igual católico, islâmico, judaicos. Quero tratar todas as religiões, inclusive a religião de matriz africana, com o respeito que todas as religiões devem ser tratadas. Não quero uma guerra santa no país. Eu não quero estabelecer rivalidade entre as religiões.”

Lula disse que a religião não deve ser usada “para fazer política”.

O petista também disse que as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral “saíram fortalecidas” depois do evento de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira.

Leia Também:  PSDB tenta montar estratégia para possível ofensiva judicial de Doria

Lula avaliou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou “incomodado” no evento por causa das falas em defesa à democracia. Bolsonaro é contra as urnas eletrônicas e acusa, sem provas, de haver fraude no processo eleitoral — declaração apontada como falsa pela Justiça Eleitoral.

“Ontem foi um ato de fortalecimento do processo do Estado Democrático de Direito. Bolsonaro estava muito incomodado porque ele não gosta de democracia”, disse Lula.

O ex-presidente também disse que fará uma “política de boa convivência” com os outros partidos caso seja eleito, mesmo com aqueles da base bolsonarista, como o PL, partido do presidente. Também disse ser contra “criminalizar” políticos que foram investigados ou condenados no passado:

“Essas pessoas cometeram erros, foram julgadas, foram condenadas, mas estão livres e estão fazendo política. Essas pessoas são presidentes de partido e são dirigentes partidárias, essas pessoas têm mandato.”

Leia Também:  STJ mantém sessões remotas até março e escolha de ministros é adiada

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA