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Sobreviventes de acidente receberão indenização de R$ 300 mil

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Divulgação Fórum Heitor Medeiros

Acidente aconteceu em 2009, em uma estrada no Paraná, e vítimas eram de Mato Grosso do Sul

Uma família do Mato Grosso do Sul ganhou na Justiça o direito a uma indenização de R$ 300 mil. Eles sofreram um acidente de trânsito no Paraná em 2009, que matou dois de seus parentes.


Os três sobreviventes ingressaram na Justiça em 2014, alegando danos morais e materiais, após a morte de dois integrantes da família no acidente entre Mercedes e Guaíra (PR). A sentença foi proferida pelo juiz titular da 15ª Vara Cível de Campo Grande, Flávio Saad Peron.

Em julho de 2009, a família viajava de carro sob forte chuva. Eram cinco pessoas, um casal, duas filhas e um tio. Em uma curva na BR-163, uma motorista de uma caminhonete que trafegava em sentido contrário e em alta velocidade perdeu o controle da direção e derrapou, causando o acidente.

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O tio e a mãe faleceram. O pai e as filhas ficaram internados.

A família pediu indenização ao motorista que gerou o acidente, que, na defesa, alegou que o carro da família também estava em alta velocidade.

“Demonstrada a culpa do réu pelo acidente, por negligência, não havendo que se falar em culpa do condutor do veículo em que se encontravam os autores, tendo em vista que não comprovada a alta velocidade alegada pelo réu em contestação”, concluiu o juiz.

O Juiz entendeu que todas as despesas médicas comprovadas, que correspondem a  R$ 22 mil, devem ser ressarcidas à família, além de ter de a culpada ter de pagar a diferença entre o salário do pai da família e o benefício previdenciário por ele recebido, até quando o estiver recebendo – já que, após o acidente, ele teve de ser afastado do trabalho.

“Fixo a indenização, a ser paga pela ré aos autores, em R$ 100 mil para cada um deles”, julgou Flávio Saad Peron.

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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira

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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira
Lorena Amaro

Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em abril, uma desaceleração para todas as faixas de renda, interrompendo a tendência de crescimento sentida em dois meses consecutivos.

O estudo foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta sexta-feira (14), e revelou que as taxas de inflação das famílias de renda média alta e alta, que possuem renda domiciliar entre R$ 8.254,83 e 16.509,66 e acima desse valor, passaram de 1,08% e 1,0% em março para 0,20% e 0,23%, respectivamente, em abril. Já as famílias de renda muito baixa, com renda domiciliar inferior a R﹩ 1.650,50, tiveram um menor alívio inflacionário, com uma variação dos preços passando de 0,71% para 0,45%

Diferente do ocorrido em janeiro e março, o segmento com a maior contribuição inflacionária deixou de ser o de Transportes e passou a ser o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais. Esse impacto veio pelos 2,7% de aumento dos preços dos produtos farmacêuticos.

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Para as famílias de renda mais baixa, além do preço dos remédios, o grupo alimentos e bebidas foi o segundo com maior foco inflacionário para essa classe, principalmente por conta do aumento do preço das carnes (1,0%), das aves e ovos (1,5%) e dos leites e derivados (1,5%).

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As famílias mais pobres tiveram um alívio, por outro lado, nas quedas das tarifas de energia elétrica (-0,04%) e dos ônibus intermunicipais (-0,11%), e com a redução do preço do botijão de gás (de 5,0% em março para 1,1% em abril).

Inflação

Além de terem menor impacto com o aumento dos medicamentos e alimentos, as famílias mais ricas contaram com a deflação de 0,9% dos combustíveis e de 11,3% dos transportes por aplicativo e também com a desaceleração dos preços dos serviços pessoais. Esse alívio só não foi maior para esses domicílios por causa do aumento de 6,4% do preço das passagens aéreas.

A variação acumulada do ano, já com os resultados de abril incorporados, revela que a inflação sofrida pela classe de renda mais baixa está menor do que o segmento mais rico da população, com taxas de 2,1% e 2,5%, respectivamente.

Essa diferença é explicada pela desaceleração dos alimentos e pela alta dos combustíveis registradas no primeiro trimestre de 2021. Já a variação acumulada em doze meses revela que a taxa de inflação das famílias mais pobres (7,7%) segue em um patamar bem acima que a observada no segmento mais rico da população (5,2%).

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