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Selo de qualidade do café é pauta em comissão

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Em reunião realizada nesta terça-feira (3), os deputados da Comissão de Agricultura conheceram sobre o processo de registro de Identificação Geográfica (IG) do café arábica do Caparaó, das Montanhas Capixabas, além do café conilon do Espírito Santo. Os convidados falaram das vantagens da iniciativa para o desenvolvimento da produção cafeicultora no estado.

O diretor-presidente da Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes), Rodrigo da Silva Dias, explicou que a IG é um instrumento de valorização e proteção de produtos da região de onde é oriundo e o título é emitido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A IG é reconhecida em duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO).

Confira as fotos da reunião da Comissão de Agricultura

O engenheiro agrônomo detalhou que a região de montanhas compreende 16 municípios responsáveis por 45% da produção do arábica no ES, a maioria advinda de agricultores familiares. “Por ser uma denominação de origem, não basta que somente tenha qualidade, mas também os fatores naturais e humanos que determinam a qualidade única (…), o nosso chamado terroir”.

“A partir do momento que nós tivermos aquele selo do Café das Montanhas do Espírito Santo nós vamos saber que naquele pacote de café tem um café produzido de forma correta, respeitando o meio ambiente, produzido com qualidade, higiene, segurança do alimento, com padronização”, avaliou ele sobre as vantagens da IG.

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Além disso, o selo permite agregar valor ao produto, remunerando melhor o produtor e buscando notoriedade da região internacionalmente. “Já sabemos que o café das montanhas figura no mundo dos cafés especiais como um café de ótima qualidade”, salientou o representante da Acemes. A produção se baseia na sustentabilidade econômica, ambiental e social.

Para os consumidores, Rodrigo da Silva considerou que a IG apresenta benefícios como a garantia de origem e qualidade, a rastreabilidade e um produto com apelo social e ambiental.

Trajetória

O presidente da Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (Apec), Jorge Araújo dos Santos, explicou sobre o processo para que o produto proveniente de dez municípios do Espírito Santo e seis de Minas Gerais ganhasse o reconhecimento de IG. Conforme explicou, tudo começou com o alto desempenho em competições dos cafés produzidos localmente.

Após uma pesquisa feita com 110 famílias de 13 municípios dos dois estados, chegou-se à conclusão que “o Caparaó de fato tem uma produção de cafés especiais”. Esse foi o ponto inicial para buscar a Identificação Geográfica. A Denominação de Origem foi registrada no dia 2 de fevereiro deste ano.

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O selo de IG do Café Conilon do Espírito Santo é o mais recente, segundo afirmou o presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel), Luiz Carlos Bastianello. O INPI emitiu o reconhecimento em 11 de maio de 2021. No entanto, revelou que ainda existe um trabalho a ser feito para colocar em prática as especificações técnicas junto aos produtores rurais.

“Na medida em que eu melhoro a qualidade do meu café eu consigo agregar valor e eu consigo facilidade de mercado”, destacou Luiz Carlos. Para ele, há a percepção de que a IG possa contribuir para manutenção da atividade e trazer notoriedade ao estado como grande produtor de conilon. “Se o Espírito Santo fosse um país, hoje ele seria o segundo maior produtor de café conilon, só perdendo para o Vietnã”.

A reunião foi conduzida pela presidente do colegiado, deputada Janete de Sá (PMN), e teve a participação de Marcos Garcia (PV), Torino Marques (PSL), Engenheiro José Esmeraldo (sem partido), Adilson Espindula (PTB), além do presidente em exercício do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Abraão Carlos Verdin Filho.

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Solene: 150 anos dos batistas no Brasil

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Os 150 anos de fundação da Igreja Batista Brasileira foi objeto de homenagem pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) em sessão solene nesta sexta-feira (17), no Plenário Dirceu Cardoso. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado Erick Musso (Republicanos), que propôs a homenagem. 

Trinta e cinco pastores e fiéis receberam placas e certificados. No início da cerimônia, dois grupos musicais fizeram apresentações, o coral da Cristolândia e o grupo Madrigal da Primeira Igreja Batista de Vitória. 

O presidente da Casa discursou: “O que seria de nós, a sociedade capixaba, brasileira e do mundo, sem a igreja, sem a religião? Eu jamais poderia deixar de fazer esse momento simbólico e de reconhecimento a tudo o que os batistas têm feito nesse um século e meio. Enquanto estiver presidente desta Casa eu farei menção e louvor ao Senhor. Parabéns, Igreja Batista Brasileira”, disse.

Já o presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES), pastor Lemim Vieira Lemos, destacou a importância do momento para a Igreja Batista. “O que nós podemos fazer nessa comemoração é agradecer a Deus. Vivemos num mundo de controvérsia em que se agiganta a fé que incorpora o nosso pensamento, o pensamento batista. A extensão social é uma de nossas preocupações”, finalizou, se referindo à ação espiritual e material pelos mais necessitados. 

Batistas no Brasil

Os primeiros imigrantes batistas chegaram ao Brasil na década de 1870, vindos dos Estados Unidos, especificamente da parte sul daquele país, palco de violenta guerra civil (1861-1865) entre o norte e o sul por razões econômicas e divisão do território. Os novos imigrantes se instalaram no interior do estado de São Paulo.

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O primeiro templo batista foi fundado em 10 de setembro de 1871, na antiga Vila dos Americanos, depois município de Americana, a 120 quilômetros da capital paulista, pelo pastor Richard Ratcliff. A religião batista remonta ao início do século 17, fundada em Londres por Thomas Helwys, protestante e dissidente da Igreja Católica.

O primeiro templo no Espírito Santo data de 1903, fundado no município de Brejetuba. No estado, existem cerca de 700 igrejas, em todos os municípios, com cerca de 80 mil fiéis e pouco mais de mil pastores. No Brasil, são aproximadamente 14 mil templos e três milhões de seguidores.

Composição da mesa

A mesa de trabalho foi composta pelo deputado Erick Musso, presidente da Ales; presidente da CBEES, pastor Lemim Vieira Lemos; diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Sócrates de Oliveira Souza; diretor-executivo da CBEES, pastor Diego Juliano Bravin; pastor da Primeira Igreja Batista de Vitória, Doronézio Pedro de Andrade; prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini; vereador e presidente da Câmara de Vitória, Davi Esmael; e presidente da Convenção Batista Brasileira, pastor Fausto Vasconcellos de Aguiar (participação virtual). Todos fizeram uso da palavra.

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Homenageados com placas

  1. Pastor Lemim Vieira Lemos;
  2. Pastor Diego Juliano Bravin;
  3. Pastor Sócrates de Oliveira Souza;
  4. Pastor Fausto Vasconcellos de Aguiar 
     

Homenageados com certificados

  1. Fabíola Molulo Tavares;
  2. Pastor Antônio Jorge dos Santos;
  3. Leonardo Azevedo Rodrigues;
  4. Noemi Nantes Borges;
  5. Denis Gley Lourenço Castelo;
  6. Pastor Ismael Anderson Gomes da Silva;
  7. Pastor Tiago Lopes Pedro;
  8. Pastor Márcio da Silva Soares 
  9. Pastor Doronézio Pedro de Andrade;
  10. Pastor Washington Pereira Viana;
  11. Pastor Luciano Estevam Gomes;
  12. Pastor Ednan Santos Dias da Silva;
  13. Pastor Evaldo Carlos dos Santos;
  14. Pastor Walter Aguiar da Silva;
  15. Pastor Antônio Luís Marques Ferreira 
  16. Pastor Joel Félix da Silva;
  17. Pastor Oliveira de Araújo (in memoriam);
  18. Pastor Enilton de Souza Araújo;
  19. Pastor Joarês Mendes Freitas
  20. Pastor Benedito Aurora (in memoriam);
  21. Pastor João Brito Costa Nogueira;
  22. Pastor Roberto de Oliveira;
  23. Pastor Dylmo Pereira Castro;
  24. Pastor José Borges;
  25. Pastor Luiz Jubrael;
  26. Pastor Samuel Cardoso Machado;
  27. Pastor Eliú Faria;
  28. Pastor Derli Baiense Moreira;
  29. Pastor Ary Machaet (in memoriam);
  30. Addison Caio Magalhães Cintra;
  31. Pastor Orivaldo Pimentel Lopes (in memoriam).
     

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