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Seca faz safra de cana cair 80% no Sul do estado

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O prejuízo dos produtores pode crescer se não chover mais nas próximas semanas.

Por | 20.03.2015

 

Na pior estiagem das últimas décadas do litoral Sul do estado do Espírito Santo, a safra de cana-de-açúcar dos produtores independentes (excluída a produção própria da Usina Paineiras) já amarga uma queda de produção de 80%, segundo a Coafocana – cooperativa dos fornecedores de cana de Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy (ES). E a perda pode ser maior, caso a chuva permaneça escassa nas próximas semanas, alerta Gilberto Miranda Fernandes, presidente da entidade.

 

“Os últimos anos já haviam sido de safras reduzidas devido especialmente à escassez de chuva”, ressalta o presidente, que representa mais de 500 pequenos produtores. Segundo a CDL de Marataízes e Itapemirim, a produção de cana é a segunda atividade econômica mais importante da região.

 

A situação desestimula ainda mais esses agricultores, que já se sentiam discriminados por não virem conseguindo, junto ao governo federal, os subsídios de compensação pela estiagem prolongada garantidos nos últimos anos, por outro lado, aos canavieiros do Nordeste brasileiro e do estado do Rio de Janeiro.

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“Temos tido apoio da prefeitura de Itapemirim, que se comprometeu a subsidiar a produção da próxima safra, além de ter decretado a situação que emergência, o que facilita a renegociação de dívidas. Marataízes também decretou situação de emergência. Mas dependemos da chuva”, afirma Gilberto Fernandes.

 

A escassez também compromete as alternativas de renda dos produtores de cana, como a pecuária de corte e de leite e as plantações de abacaxi e mandioca. Porém, segundo o presidente, mais de 90% dos cooperados planta apenas cana-de-açúcar.

 

Usina Paineiras

 

Quase toda a produção dos agricultores da Coafocana é destinada à Usina Paineiras, única indústria de açúcar e etanol do sul do Estado. A empresa tem nos cooperados uma das principais fontes de matéria-prima. Mas a Usina também produz cana, e avalia, até o momento, que a queda na safra própria pode chegar a 30%, a depender do regime de chuvas daqui para frente.

 

 

“Em relação à maioria dos agricultores da Coafocana, grande parte da nossa lavoura situa-se em áreas planas e próximas a mananciais hídricos que viabilizam a prática da irrigação”, informa o diretor de Operações da usina, Nemésio Cavalcanti Junior.

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“Caso a estiagem se estenda durante março, abril e maio, poderá haver um atraso no início de moagem da cana entre três e quatro semanas”, destaca.

 

Uma pequena compensação, no entanto, poderá vir do fato da produção de açúcar e etanol não ser diretamente proporcional à matéria-prima disponível para moagem.

 

“A queda da produtividade agrícola induzida pela estiagem poderá parcialmente ser compensada por um aumento de qualidade da matéria-prima e rendimento industrial, o que, repassado ao produtor, amenizará um pouco o cenário do campo”, afirma.

 

 

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Economia forte faz Ford lançar no Brasil primeiro carro global

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Por | 05.01.2012

 

BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falou da força da economia brasileira durante o lançamento do novo Ford EcoSport, o primeiro carro da Ford produzido no Brasil, que será exportado para mais de 100 países.

“Esse é um momento especial, vivemos um momento de crise mundial e ao mesmo tempo os investimentos no Brasil crescem. Isso mostra a força do nosso país que hoje é fundamental para a sustentação da economia global”, disse Mercadante, que representou a presidenta Dilma no evento.

 

Criado em Camaçari, na Bahia, o EcoSport de nova geração faz hoje sua pré-estreia mundial também na capital da Índia. Os eventos em Brasília e Nova Déli simbolizam a popularidade que a Ford espera alcançar nos grandes mercados emergentes globais e também o crescente papel que a área de desenvolvimento do produto da América do Sul.

Os investimentos do novo Ecosport fazem parte de um total de R$ 2,8 bilhões que a companhia pretende investir no Nordeste, até 2015

“O lançamento no Brasil e na Índia, dois países da BRICS, mostra a nossa força e importância na economia mundial. Em um momento de crise global continuamos crescendo e vamos investir cada vez mais em pesquisa, engenharia, crédito e incentivo fiscal”, acrescentou o ministro.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, também participou do lançamento e falou da importância do investimento para a economia da país e do seu estado.

“O Brasil começou na Bahia e o primeiro carro global da Ford também foi criado lá. A criatividade do nosso povo está nesse projeto que foi liderado por mais de mil engenheiros brasileiros na Bahia. É um orgulho ter um carro vendido em todo mundo com o carimbo do Brasil”, disse o governador.

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Com mais de 700.000 unidades produzidas desde o lançamento em 2003, o EcoSport é um caso de sucesso da indústria automobilística latino-americana. Desde então, tem sido o modelo mais vendido da categoria na região. O Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford América do Sul fica localizado no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Único do gênero na região, ele conta com mais de 1.200 engenheiros e designers que utilizam o estado da arte da tecnologia, incluindo avançadas ferramentas de design e engenharia baseadas em computação (CAD/CAE), para o desenvolvimento de veículos.


Ele é um dos oito centros de excelência da Ford no mundo e opera conectado em tempo real com outros centros nos Estados Unidos, Europa e Ásia.O complexo foi inaugurado em 2001 e trabalha junto com o Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo, onde os novos veículos são testados e certificados. Ele é um dos dois únicos campos de provas existentes na América do Sul e um dos mais modernos do mundo.

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