Política Nacional

‘Se procurar, vai achar alguma coisa’, diz Bolsonaro sobre corrupção

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Presidente da República, Jair Bolsonaro
Alan Santos/PR

Presidente da República, Jair Bolsonaro

presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a apoiadores nesta quinta-feira que “se procurar, vai achar alguma coisa”, fazendo referência à possíveis casos de corrupção no seu governo. Bolsonaro já havia mudado o tom sobre a possibilidade de irregularidades na sua gestão admitindo que “há casos isolados”, mas não uma “corrupção endêmica”.

“Mas se procurar, vai achar alguma coisa. Quer ver uma coisa? Ministério do Desenvolvimento Regional tem mais de 20 mil obras, será que está tudo certinho? Vai achar alguma coisa”.

A declaração ocorre um dia depois de uma operação da Polícia Federal para apurar suspeita de fraudes em contratos da empreiteira Construservice com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). A PF apreendeu R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na casa de um dos investigados.

A empreiteira alvo da operação executa diversas obras da Codevasf em municípios do estado. A investigação da PF detectou a existência de falhas graves nas licitações dessas obras.

Os indícios obtidos apontam que empresas de fachadas ligadas ao grupo empresarial sob investigação eram criadas para simular a disputa dos contratos, que acabavam ficando com a empreiteira principal do grupo.

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Antes da declaração, o presidente contou a um apoiador que era chamado de corrupto, mas que não achavam “nada”. Ele citou o caso da compra da vacina contra a covid Covaxin como exemplo. O apoiador respondeu ao presidente que políticos experientes sabem o caminho da corrupção e que por isso estariam mirando em CPIs na área da Educação e da Saúde.

“Sabe o que acontece comigo? Minha vida é revirada o tempo todo, não acham nada. Me acusam de corrupção no caso da vacina Covaxin. Pera aí, mas eu não comprei nenhuma dose, não gastei um centavo. Ah, mas você queria comprar”.

O imunizante seria o mais caro a ser adquirido pelo governo, apesar de não ter autorização de uso no país. O valor foi empenhado, isto é, reservado, pelo Ministério da Saúde, mas não chegou a ser pago. À época, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) afirmou que avisou ao presidente sobre as possíveis irregularidades na compra da vacina. O caso foi investigado pela CPI da Covid, que denunciou o presidente em seu relatório final.

Além da CPI da Covid, encerrada em 2021, senadores da oposição protocolaram neste ano um requerimento de abertura no Senado Federal de uma CPI para apurar irregularidades no Ministério da Educação. O ex-ministro da pasta, Milton Ribeiro, foi preso por suspeitas de envolvimento em corrupção e tráfico de influência durante sua gestão. Ribeiro foi posteriormente solto, mas segue sendo investigado.

O caso de Milton Ribeiro, no entanto, é somente um dos casos envolvendo suspeitas de corrupção no governo. No quarto ano de mandato, a gestão de Bolsonaro — que se elegeu tendo o discurso anticorrupção como tônica de sua campanha — já acumula acusações e investigações que envolvem ministros e importantes estruturas de governo.

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Fonte: IG Política

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Pacheco critica ataques entre candidatos: “Precisamos discutir ideias”

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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão
Waldemir Barreto/Agência Senado – 30.06.2022

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão

Nesta segunda-feira (15), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), usou seu perfil no Twitter para criticar o comportamento dos candidatos Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador seguiu o mesmo tom que foi adotado por Simone Tebet (MDB).

“Precisamos voltar a discutir ideias e direcionar nossos esforços para a busca de soluções que tragam prosperidade para o Brasil e para os brasileiros”, afirmou Pacheco, sem citar nomes.

O posicionamento do senador não é por acaso. Nas últimas semanas, os três primeiros colocados intensificaram os ataques nas redes sociais e entrevistas. Ciro, por exemplo, tem chamado Lula e Bolsonaro de corruptos.

Já o ex-presidente tem acusado o atual chefe do executivo federal de ser genocida por causa da política sanitária adotada durante a pandemia. Além disso, o petista tem afirmado que o segundo colocado nas pesquisas tem “distribuído dinheiro” para vencer a eleição.

Bolsonaro vem chamando Lula de corrupto e bêbado. O presidente da República ainda tem dito que o retorno do seu adversário ao poder fará o Brasil quebrar.

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Apenas Tebet que optou por seguir um discurso diferente. Nesta segunda, em conversa com jornalistas após o Encontro com Líderes do Varejo do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), em São Paulo, a emedebista declarou que o Brasil precisa de paz. No entanto,  alfinetou os dois primeiros colocados nas pesquisas, acusando-os de se “alimentarem do radicalismo”.

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Fonte: IG Política

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