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Se houver culpa, vamos providenciar punição, diz presidente da CPI da Covid

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Senado Omar Aziz (PSD-AM)
Waldemir Barreto/Agência Senado

Senado Omar Aziz (PSD-AM)

Escolhido por acordo como presidente da CPI da Pandemia, com apoio do Palácio do Planalto, o senador Omar Aziz (PSD-AM) promete uma gestão equilibrada, diz que o colegiado não servirá para palanque político e que “não tem esse negócio de oposição e situação”. Segundo Aziz, aqueles que forem citados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito serão punidos.

– Eu sou senador da República e o meu estado foi um dos que mais sofreu com a pandemia. Não é questão de independência, pró-governo ou oposição. Se alguém está com esse pensamento de chegar na CPI porque não gosta de A ou de B e lá quer tirar os seus recalques, a CPI não vai funcionar – afirmou ao GLOBO, questionado sobre ser visto como independente ou governista.

E acrescentou:

– Se houver fato que culpe alguém, essas pessoas estarão no relatório e a justiça será… vamos providenciar punição. A CPI é para apurar esses fatos. Dos outros senadores não tem negócio de oposição ou situação, têm pensamentos diferentes. Agora, eu não vou levar para a CPI pensamento ideológico de ninguém, nem de A, nem de B.

O acordo para a candidatura de Aziz foi costurado nos últimos dias e concluído nesta sexta-feira. Ele já tinha o apoio de governistas, mas ainda precisava vencer a resistência da oposição e dos independentes. Para conquistar esses apoios, ele se comprometeu a indicar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da comissão. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será o vice-presidente.

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Apesar de questionamentos sobre um possível alinhamento com o governo, Aziz já criticou a atuação do governo federal na pandemia. Agora, ele garante que vai garantir equilíbrio aos trabalhos ao comandar a CPI.

– Eu tenho experiência suficiente, como a grande maioria dos membros tem, para quem já foi governador, prefeito, deputado, vereador, secretário de Segurança e é senador, eu tenho idade suficiente e experiência suficiente para ter o equilíbrio necessário para não misturarmos as coisas. Eu não sou candidato à presidência e meu partido não tem candidato à presidência da República para eu chegar lá e fazer daquilo um palanque. Se isso é ser pró-governo ou contra o governo eu não sei, você vai ver minha conduta como presidente – declarou.

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Bolsonaro vai “contar sempre com o Centrão”, diz senador Fernando Bezerra

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Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
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Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) disse em entrevista ao programa Roda Viva nesta segunda-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sempre vai poder contar com o Centrão . O bloco é mais conhecido por se posicionar mais de acordo com o oferecimento de cargos no governo do que com afinidades políticas.

“[Bolsonaro] vai contar sempre com o Centrão. A política é isso, é a arte do diálogo”, disse Fernando Bezerra. “O Kassab está fazendo um jogo interessante, que é fortalecer a legenda. Os partidos devem continuar com o Bolsonaro”, completou.

Bolsonaro se aproximou do Centrão ao apoiar a candidatura de Arthur Lira (Progressistas-AL) para a presidência da Câmara e nos últimos meses passou a entregar cargos ao bloco para conseguir fazer avançar suas agendas no Congresso.

Tal prática era uma das principais bandeiras de Bolsonaro em sua campanha à presidência em 2018, quando ele dizia que não “toma lá, da cá” no governo.

Questionado sobre o cenário para as eleições de 2022, o líder do governo no Senado disse que a polarização vai favorecer a reeleição de Bolsonaro. “Essas eleições de 2022, se continuarem no cenário que estamos vendo, dessa polarização entre o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro, vai facilitar a reeleição do presidente Bolsonaro”, afirmou Fernando Bezerra.

O parlamentar fez comparação com o que ocorreu nas eleições de 2020 em Pernambuco, onde João Campos foi eleito pelo PSB, vencendo a deputada federal Marília Arraes (PT).

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