Saúde

Saúde avalia flexibilizar regras de importação de medicamentos

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Diretores e secretários do Ministério da Saúde têm se reunido com representantes de empresas farmacêuticas para avaliar a possibilidade de flexibilização das regras de importação de medicamentos por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é se preparar para uma eventual falta de medicamentos e insumos nos hospitais do país, sobretudo no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministério recebeu as demandas municipais e tem monitorado uma relação medicamentos relatados por gestores municipais como de difícil compra. No momento, 86 medicamentos estão nessa lista. Para 11 substâncias relacionadas a esses medicamentos, o ministério pediu alíquota zero de taxa de importação. São elas: amicacina sulfato, aminofilina, cloridrato de dopamina, diprona, fludrocortisona, leuprorrelina, neostigmina, oxitocina, rivastigmina, sulfato de magnésio e bolsas para soro fisiológico.

“É um problema que envolve outras questões, como logística. Não é só do Ministério da Saúde”, afirmou Sandra de Castro Barros – secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do ministério. “Tudo isso está sendo reunido num relatório que será enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica [Cade], para que ele possa nos ajudar”, acrescentou.

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Para o governo, a participação do Cade é importante para evitar a cobrança de valores excessivos por insumos e medicamentos, sobretudo em localidades menores. “A gente sabe que algumas regiões têm mais dificuldade, mais carência, do que outras. Quem não tem tanta escala, geralmente vai pagar mais. A gente tem a impressão de que essa dificuldade está correspondendo mais às unidades [da federação] menores. O mercado está desarranjado, desalinhado”, disse Sandra.

Motivos para falta de medicamentos

Dentre outras causas para a escassez de medicamentos, explicou o ministério, estão as medidas de isolamento na China, devido a um surto de covid-19 naquele país. Nesse caso, criou-se um problema de fornecimento de contraste iodado. Outra avaliação é que a partir de 2020, com a pandemia, houve um “desarranjo na cadeia mundial”, que impactou todo o mercado farmacêutico. E cada país, diante desse cenário, utiliza os poderes que tem para resolver o seu problema e cria situações até então imprevisíveis para os demais.

A carência de medicamentos e insumos em clínicas e hospitais preocupa médicos e administradores de hospital desde o mês passado. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a situação mais crítica é a dos soros hospitalares e contrastes radiológicos. E a escassez está presente tanto na rede pública quando em hospitais privados.

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A Confederação Nacional dos Municípios fez um levantamento no mês passado, alertando para a falta de medicamentos básicos como amoxicilina, azitromicina, prednisolona e dipirona nas farmácias. Essa carência foi indicada pelas prefeituras, que apontou ainda a falta de medicamentos mais complexos, utilizados no tratamento, por exemplo, de leucemia. De acordo com esse levantamento, 80,4% dos municípios reclamam de e falta de medicamentos da lista básica ou componente básica. Tais relatos também são de conhecimento do ministério.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Fim de semana de vacinação contra a covid-19 e gripe na cidade de SP

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Diversos postos de saúde estarão abertos neste fim de semana para que moradores da cidade de São Paulo possam se vacinar contra a covid-19, gripe e outras doenças incluídas na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e multivacinação.

Neste sábado, a vacinação ocorre nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, que estarão abertas até as 19h.

Já amanhã (14), o serviço estará disponível em cinco parques da capital paulista: Buenos Aires, Severo Gomes, do Carmo, da Juventude e Ceret. Essa vacinação está sendo feita das 8h às 17h. Também estarão abertos dois postos na Avenida Paulista: uma tenda, localizada na altura do número 52, e uma farmácia parceira, localizada no número 995. Nesses dois locais, o horário é das 8h às 16h.

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite está para crianças de 1 ano a 5 anos. Também ocorre a multivacinação para atualização de caderneta de crianças e adolescentes com até 15 anos.

Na multivacinação, são disponibilizados imunizantes como: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23.

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A vacina contra a covid-19 está disponível para crianças de 3 e 4 anos de idade com deficiência permanente, comorbidade e indígenas, além de crianças de 5 a 11 anos, adolescentes e adultos. Já a segunda dose adicional [ou quarta dose] está disponível para pessoas acima dos 18 anos que tenham tomado a primeira dose adicional [ou terceira dose] há pelo menos quatro meses. Adolescentes de 12 a 17 anos com imunossupressão também poderão tomar a dose adicional.

A secretaria municipal da saúde informa que também está disponível a terceira dose adicional [ou quinta dose] contra a covid-19 para pessoas com alto grau de imunossupressão acima de 40 anos.

Mais informações e a lista dos postos de vacinação que estarão abertos neste final de semana na capital paulista podem ser encontradas no site Vacina Sampa.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Saúde

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