Política

Saúde: 650 pacientes à espera de córnea no ES

Publicados

em

Um total de 654 pacientes na fila e uma média de 2,5 anos de espera por uma nova córnea. Esse é o atual cenário do transplante desse tecido no estado, segundo a coordenadora do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas, Caroline Meirelles Mendes. Ela falou aos deputados da Comissão de Saúde na reunião desta terça-feira (2).

Os dados atualizados neste mês ilustram os impactos causados pela pandemia no processo de doação e transplante. De acordo com a enfermeira, antes da crise sanitária o tempo médio de espera por uma córnea era de três a seis meses. “A gente sofreu uma demanda reprimida por conta da Covid-19, isso acarretou esse aumento da fila, anteriormente eram 80 pacientes a média”, explicou.

O atual quadro de demora tem gerado problemas sociais, observou Mendes. De acordo com ela, pacientes que aguardam por um doador acabam enfrentando dificuldades para exercerem, no dia a dia, tarefas relacionadas ao trabalho e aos estudos. Uma das maneiras de reverter a situação hoje é atuar nas campanhas e conscientizar os capixabas sobre a importância desse ato voluntário. 

Além da população em geral, esse trabalho deve envolver os profissionais de saúde e os acadêmicos dos cursos de Medicina e Enfermagem, destacou o coordenador do chefe da Unidade de Oftalmologia do Hospital das Clínicas, Anderson Lopes Serafim. O objetivo é explicar como funciona todo o processo. 

Leia Também:  Deputados capixabas querem ouvir diretor-presidente da Eco101 após recesso parlamentar

No entanto, se não houver doador, não há doação. Por isso é importante que o assunto faça parte da conversa diária entre os familiares. “Essa é a questão das campanhas hoje em dia, trabalhar mesmo a conversa em casa, conscientização, falar que é doador para que, num momento de luto, num momento de dor, as famílias possam se manifestar favoráveis a isso”, frisou a coordenadora. 

A enfermeira detalhou que só pode ser feita a captação se houver autorização por parte de um familiar próximo, como pai, mãe, marido, mulher ou filho. Primos, sobrinhos e vizinhos não valem. Além disso, há outras condições, como as idades limites de 2 a 75 anos e o espaço de tempo de seis horas para que a equipe do Banco de Olhos recolha a córnea desde que constatado o óbito. 

A fila de transplante é única, organizada por estado, e segue a mesma ordem independentemente se o paciente é atendido na rede pública ou particular. Como a córnea é avascular, disse a coordenadora, não há necessidade de compatibilidade; o que conta é a ordem cronológica de espera. O andamento da lista pode ser acompanhado no sistema. 

Leia Também:  Tribunal de Contas do ES tem novo presidente

O chefe do Serviço de Oftalmologia, Anderson Lopes Serafim, falou que em 2021 houve 273 procedimentos no estado, sendo que 70% das córneas foram ofertadas pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), conhecido como Hospital das Clínicas, em Vitória. A atuação do banco de olhos da unidade é restrita à capital. Na comparação com 2019 foi registrado aumento de 52% no número de captações. 

Ex-diretor do Hucam, o deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) revelou que a fila de transplantes de córnea já foi zerada no passado e reconheceu o trabalho de conscientização feito pelas equipes, já que abordar esse assunto, logo após a morte do familiar, é uma tarefa difícil. O parlamentar colocou o colegiado de Saúde à disposição dos convidados no atendimento das demandas. 

Também participaram da reunião o presidente da comissão, Doutor Hércules (Patri), o deputado Luciano Machado (PSB), e o coordenador do Núcleo Otacílio Coser de Apoio às Organizações da Sociedade Civil da Assembleia Legislativa (Ales), Carlos Ajur. 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Ales tem mutirão contra enfisema pulmonar

Publicados

em

Durante o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, inclusive aquelas que atingem os pulmões, por causa do resfriamento da temperatura ambiente e da umidade do ar. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mais conhecida como enfisema pulmonar, é uma das mais perigosas e nesse período tende a registrar maior incidência entre a população. Para diagnosticar essa e outras doenças, foi realizado o Mutirão da Espirometria nesta quarta-feira (10), no andar térreo da Assembleia Legislativa (Ales). A iniciativa foi do deputado Doutor Hércules (Patri). 

A espirometria é um método de prova de função pulmonar. Um aparelho introduzido na boca avalia o fluxo e a quantidade de ar, medindo a capacidade respiratória dos pulmões da pessoa, através da inspiração profunda e sopro durante seis segundos. 

Para o deputado, esse tipo de mutirão deveria se estender para todo o estado. “A intenção de trazer essa cabine é pra fazer um rastreamento para atender a população que não tem acesso a esse tipo de equipamento”, explicou. 

Para o teste de sopro, foi utilizada uma cabine, o aparelho para medir o índice respiratório, um computador com programa próprio para definir o diagnóstico do paciente, além de profissional para realizar o exame. O paciente recebe um relatório com o diagnóstico e, caso esteja com deficiência respiratória, é orientado a procurar um especialista.

Leia Também:  Fortalecido pelo casal Ferraço/Norma, Diego Libardi assume presidência do DEM no Espírito Santo

O dispositivo foi criado pela farmacêutica Boehringer Ingelheim e tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA