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Saudáveis e eco-friendly: como aderir aos produtos de beleza sem água

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Saiba como aderir aos produtos de beleza em barra ou em pó
KoolShooters/Pexels

Saiba como aderir aos produtos de beleza em barra ou em pó

Já faz tempo que os produtos de beleza sem água estão dominando as prateleiras e nécessaires de quem é adepto de bons  cuidados com a pele e com os cabelos. A vertente faz parte do waterless beauty, rotina que propõe o uso de produtos sem líquidos na composição e dá prioridade aos cosméticos em pó ou em barra. Além de dispensarem embalagens e terem uma produção menos nociva para o meio ambiente, esses produtos têm composições 100% naturais e podem ser personalizados de acordo com a demanda de cada tipo de pele.

O conceito que baseia o skincare beauty foi criado na Coreia do Sul, em 2015. Além de poupar água e diminuir o lixo gerado pelas embalagens após o uso, o teor eco-friendly está no consumo de CO2 (o que pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa), no uso de ativos naturais e no descarte de corantes e insumos industrializados, como parabenos, conservantes e petrolatos.

A dermatologista Maria Eduarda Pires aponta que o baixo impacto ambiental atrai adeptas do clean beauty; ou seja, de quem busca por produtos de beleza mais conscientes, com menos químicas pesadas, sem testes em animais e que disponham de embalagens recicláveis.

“Ainda há estudos e pesquisas relacionados às embalagens desses cosméticos para garantir que eles sejam totalmente sustentáveis. De qualquer forma, a produção busca ser o mais natural possível e alinhada com as diretrizes do movimento clean beauty”, destaca Pires.

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O uso dos produtos em pó ou barra podem melhorar significativamente os resultados nas rotinas skincare e haircare. A dermatologista e esteticista Mariana Veloso afirma que a remoção da água e dos compostos químicos, que seriam necessários para evitar proliferação de bactérias e germes, tornam os ativos mais potentes. Consequentemente, o uso se torna mais eficaz.

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Além disso, os produtos com base de água podem trazer a sensação de ressecamento, já que o líquido evapora e leva embora os óleos naturais saudáveis produzidos pela pele, responsáveis por hidratar o organismo.

Como é a composição dos produtos?

Veloso e Pires reforçam que a base de composições dos produtos do waterless beauty é de extratos e óleos vegetais. Sem adição de água, os insumos e ativos são mais concentrados em comparação ao produto líquido. Veloso explica que a água corresponde a 80% da fórmula dos produtos habituais, diminuindo a quantidade de ativos. Além disso, a durabilidade é menor e faz com que uma quantidade maior precise ser aplicada.

Pires reforça que a falta de água deixa os produtos mais leves e práticos para transportar, facilitando o uso em casos de viagem, por exemplo. Outro ponto positivo é que não há riscos de vazamentos inesperados.

Os produtos sem água tendem a ser mais versáteis. Marcas de cosméticos e farmácias de manipulação podem criar cosméticos em barra ou em pó usando ingredientes que vão de acordo com as demandas de cada tipo de pele e cabelo.

Para usar os produtos de higienização, basta colocar a barra ou o pó em contato com a água, de preferência no banho; mas tenha cuidado ao armazená-los. “Em contato constante com a água, os produtos perdem solidez e estabilidade em seus ativos. Por isso, o recomendado é sempre armazená-los em saboneteiras e mantê-los distante do contato com a água”, indica Veloso.

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Economia no bolso

Veloso destaca que os produtos sem água têm maior custo benefício, apesar de parecerem mais caros do que os que levam água na composição. “A maioria dos produtos são projetados para serem lucrativos e duradouros. Por isso, a água é frequentemente usada como ‘enchimento’, porque é barata, neutra e previne contaminações e reações, por exemplo”, começa a dermatologista

Pela alta concentração de ativos naturais, os produtos em pó ou barra são, de fato, mais caros. Contudo, a qualidade é mais elevada e o conteúdo dura muito mais tempo. Ou seja, esses produtos podem ser usados mais vezes e, a longo prazo, levam mais tempo para serem comprados novamente.

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“A ausência de água garante que esses cosméticos durem mais, dispensando a necessidade de conservantes. Também não é necessário grande quantidade de produto na hora de aplicar sobre a pele, já que são mais potentes e possuem uma capacidade maior de realizar suas funções”, conclui.

Que tipos de pele podem aderir ao waterless beauty?

Devido à composição natural, Veloso e Pires apontam que todos os tipos de pele podem se beneficiar dos produtos sem água. Além disso, eles não alteram nenhuma característica natural da pele. No entanto, Veloso aponta que as peles mais sensíveis podem ganhar ainda mais devido à ausência de compostos químicos agressivos.

Pires reforça a importância de consultar um especialista antes de optar por alguma composição específica. “Nem sempre sabemos a nossa necessidade sem a realização de acompanhamento de um médico dermatologista”, afirma.

Como começar a usar os produtos sem água?

Veloso e Pires apontam que os cosméticos em barra ou pó podem ser introduzidos aos poucos, começando de maneira simples. “O indicado é começar substituindo um produto convencional, como o sabonete líquido, por um em pó”, ensina Pires.

Para skincare, também são comumente encontradas formulações mais potentes, como balm, primer e protetor solar em barra. Veloso destaca que o protetor solar em bastão torna a textura da pele mais espessa e uniforme graças à formulação mais oclusiva, o que aperfeiçoa o uso.

“Os protetores com cores ainda criam uma barreira física contra a luz azul, sendo ideal para quem tem melasma”, diz. No caso do protetor solar, Veloso destaca ainda a economia do produto, já que não há riscos de aplicar uma quantidade maior na hora de espalhá-lo no rosto.

No caso da rotina de haircare, há a versão sólida de shampoos e condicionadores, que podem conferir uma limpeza mais profunda do couro cabeludo e controlar a oleosidade de forma mais efetiva. A mesma tendência tem atingido os cuidados de higiene pessoal, como desodorantes e pastas de dente.

Fonte: IG Mulher

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Novo estudo identifica três tipos de orgasmo feminino

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Os orgasmos receberam o nome de
Ana Melo

Os orgasmos receberam o nome de “onda”, “avalanche” e “vulcão”

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine.

Os nomes se referem à maneira como os movimentos do assoalho pélvico ocorreram durante a preparação para o orgasmo e a liberação da tensão no orgasmo.

Os cientistas caracterizaram como “onda” quando o assoalho pélvico apresenta ondulações ou contrações sucessivas de tensão e liberação no orgasmo. Já a “avalanche” ocorre quando há uma tensão mais elevada do assoalho pélvico com contrações que diminuem a tensão durante o orgasmo. Já o “vulcão” é caracterizado pelo assoalho pélvico permanecendo em uma tensão mais baixa antes de aumentar drasticamente no clímax.

Para o estudo, 54 mulheres usaram um vibrador conectado por Bluetooth, chamado Lioness, detecta a força das contrações do assoalho pélvico em dois sensores laterais, para que esses padrões possam ser analisados.

As mulheres, que realizavam as tarefas em casa, foram instruídas a se masturbarem até chegarem ao orgasmo e desligar o aparelho dois minutos após alcançarem o clímax. As voluntárias repetiram as ações por vários dias. Elas também foram solicitadas a realizar um teste de controle, no qual inseriam o vibrador, mas não se estimularam.

Os resultados apontaram que quase 50% das mulheres (26) tiveram orgasmos de “onda”, enquanto 17 tiveram “avalanches” e 11 tiveram “vulcões”.

Uma descoberta importante foi que cada mulher experimentou consistentemente apenas um dos três tipos. Alguém que tem um padrão de orgasmo provavelmente não será capaz de experimentar nenhum dos outros, embora não tenha sido estabelecido se isso é ou não possível ter outros movimentos do assoalho pélvico ou se isso é apenas menos comum.

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“Estamos fazendo um estudo de longo prazo de mulheres usando o Lioness para ver como esses diferentes padrões de orgamos são experimentados, quais são os níveis de prazer e de onde vem a estimulação que os induz”, disse James Pfaus, professor de neurociência da Universidade Charles e principal autor do estudo, em comunicado.

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Fonte: IG Mulher

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