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Santos Cruz avalia Lula e Bolsonaro: “Um destruiu a esquerda, o outro a direita”

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Santos Cruz avalia Lula e Bolsonaro: “Um destruiu a esquerda, o outro a direita”

Recém filiado ao Podemos, o  general Santos Cruz afirmou em entrevista que tanto o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) quanto o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL) “destruíram a democracia”. Na sua visão, “um destruiu a esquerda, o outro destruiu a direita”.

A avaliação do militar é a de que um retorno do petista ao Planalto – ou a reeleição do capitão do Exército – seria “um grande retrocesso para o Brasil”.

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, Cruz passou a apoiar a pré-candidatura de Sergio Moro à presidência da República. De acordo com o general, o apoio ao ex-juiz ocorre “para que o Brasil não fique nesse dilema da polarização”.

A ideia de entrar na política, segundo o general, amadureceu após sua saída do governo Bolsonaro. Isso porque, na visão do militar, houve uma tentativa de ‘arrastar’ as Forças Armadas para as aventuras políticas do atual presidente. “As Forças têm de ser valorizadas, preservadas e não podem ser instrumento de jogo político”.

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Relacionamento com o Centrão

Questionado sobre uma possível interlocução com congressistas denunciados – caso se elega para a Câmara ou o Senado -, Santos Cruz diz que não teria problemas em dialogar com ‘figurões’ do centrão, como o atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

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“Ele tem uma função importante na Câmara. Ele representa a Câmara e tem de respeitar a instituição. O problema particular tem de resolver na Justiça. Você não pode adotar posições moralistas e sair julgando quem é bom ou ruim”, avalia.

Proximidade com Sergio Moro

Em um futuro governo Moro, caso o ex-ministro vença as eleições presidenciais do próximo ano, o general considera que seu candidato terá que estabelecer “parâmetros políticos” nas negociações. “Se eu sou presidente, tenho de dizer: eu não negocio benefícios pessoais nem dinheiro público”.

Sobre a pecha de ‘traídor’, atribuído a Moro por políticos próximos à família Bolsonaro, Santos Cruz afirmou – em entrevista à Folha de S.Paulo – que “essa tentativa de transferência de traição não cola”.


“O grande traidor deste país se chama Jair Messias Bolsonaro. Ele traiu todas as promessas de campanha. Traiu um país inteiro. Ele falou que era contra a reeleição, mas governa desde o primeiro momento pela reeleição. Não cantaram musiquinha de que o centrão era um bando de criminosos? Ele descaracterizou o Coaf. Ele não prometeu que tinha de acabar com o toma lá da cá? Agora que ele se filiou ao PL, voltou para casa, como ele falou”, afirma.

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Sociedade de Pediatria denuncia Bia Kicis ao MP por vazamento de dados

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Deputada Federal Bia Kicis
Ed Alves/CB/D.A Press

Deputada Federal Bia Kicis

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) pediu nesta segunda-feira (17) ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue a deputada Bia Kicis (PSL-DF) pelo vazamento de dados de três médicos que defenderam vacinação infantil em audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde . Em nota, a entidade diz que o gesto praticado pela parlamentar ” não pode ficar impune”.

Os médicos tiveram dados como CPF, e-mail e número de celular expostos na internet. Essas informações pessoais foram prestadas inicialmente ao Ministério da Saúde, antes da audiência.

Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada Bia Kicis, que contrária à vacinação obrigatória de crianças, admitiu à coluna de Malu Gaspar que compartilhou as declarações em um grupo de WhatsApp. No entanto, a deputada bolsonarisa negou ser responsável pelo vazamento.

“Pela imprensa, a Deputada Bia Kicis (presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados) assumiu a responsabilidade pela publicização de informações, o que deixou os médicos acima citados em situação de vulnerabilidade, sendo alvos de ameaças e intimidações pelo seu posicionamento em relação ao tema da vacinação de crianças contra a covid-19”, diz a nota.

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Para a entidade, o Ministério Público deve dar uma resposta aos médicos pediatras do país “ mostrando que o MPF não compactua com atitudes ilegais no bojo de sua atuação”.

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A SBP também pede ao Conselho de Ética da Câmara a instauração de inquérito para apurar a conduta da deputada. “Se for confirmada a violação do decoro parlamentar, ela deve ser processada e julgada conforme o Código de Ética da Câmara dos Deputados”, afirma a entidade.

No texto, a SBP também destaca que os procedimentos adotados “estão descolados de qualquer debate político, partidário, ideológico ou mesmo técnico-cientifico”.

A entidade informou também que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) está sendo acionada para que tome as medidas cabíveis para apurar e punir os responsáveis pela prática ilegal de vazamento de dados sigilosos.

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Após o vazamento de dados pessoais dos médicos, a bancada do PSOL pediu ao MPF a instauração de um inquérito para investigar possíveis crimes cometidos pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a deputada federal Bia Kicis.

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