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Samarco inaugura Quarta Pelotização na unidade de Ubu, em Anchieta

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Com investimentos de R$ 6,4 bilhões, projeto aumentará produção em 37%, totalizando 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano

Por | 04.04.2014

 

A Samarco inaugura, nesta quinta-feira (3/4), na Unidade de Ubu, em Anchieta (ES), a Quarta Pelotização, um dos maiores projetos privados do País. Com investimentos de R$ 6,4 bilhões, o projeto permitirá à empresa um salto de 37% na produção, que passa a ser de 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano.

 

“A entrega do projeto possibilitará à empresa atuar em um novo patamar. A ampliação da capacidade de produção consolida a posição da Samarco como uma das maiores exportadoras do Brasil e a coloca entre as principais fornecedoras de pelotas de minério de ferro do mundo”, ressalta Ricardo Vescovi, diretor-presidente da Samarco. A produção atingirá sua capacidade de produção nominal em 2015.

O projeto contemplou a construção da quarta usina de pelotização, com capacidade de produzir 8,25 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano, de um terceiro concentrador, com capacidade de 9,5 milhões de t/ano, na unidade de Germano (localizada entre os municípios de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais), e de um terceiro mineroduto da Samarco, construído paralelamente aos outros dois já existentes. Com 400 quilômetros de extensão, ele passa por 25 municípios mineiros e capixabas e tem capacidade para transportar 20 milhões de toneladas de polpa de minério de ferro por ano. Já o Terminal Portuário de Ubu, até agora apto a escoar 23 milhões de t/ano, foi adaptado e teve sua capacidade de movimentação de carga aumentada para até 33 milhões de t/ano, garantindo todo o escoamento da produção.

 

Postos de trabalho e carboneutralização

 

A Quarta Pelotização gerou 13 mil postos de trabalho no pico das obras. Com a conclusão do empreendimento (após 35 meses de obras), serão gerados aproximadamente 1.100 empregos, entre diretos e indiretos. A Samarco já contratou quase a totalidade desses profissionais, que atuarão na operação das novas plantas.

 

Dentre as iniciativas voluntárias relacionadas ao projeto, destaca-se a carboneutralização. Isso quer dizer que o balanço das emissões de gases de efeito- estufa, durante a fase de construção, foi igual ou inferior a zero. É o primeiro grande projeto de expansão no Brasil totalmente carboneutro. Foram adotadas medidas de compensação como o plantio de seringueiras e espécies nativas da Mata Atlântica e a reabilitação de áreas protegidas, com investimento de R$ 1,7 milhão.

 


Indicadores socioeconômicos



A execução da Quarta Pelotização permitiu à Samarco fazer um levantamento inédito e mostrar os efeitos do projeto para os Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais. De forma voluntária, a Samarco monitorou, por meio de indicadores socioeconômicos, as possíveis interferências do projeto nos sete municípios de influência direta nas unidades de Ubu (Anchieta, Guarapari e Piúma) e Germano (Catas Altas, Mariana, Ouro Preto e Santa Bárbara).

 

Foram avaliados e monitorados os seguintes temas: saúde, educação, segurança pública, mobilidade, trabalho, renda e geração de tributos municipais, estaduais e federais desses municípios. O processo foi participativo e compartilhado entre lideranças da Samarco, sociedade civil, iniciativa privada e poder público.

TCSA

Outra inovação do projeto de expansão da Samarco foi a assinatura do Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA). O termo foi firmado entre o Estado do Espírito Santo, com interveniência técnica do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Ministério Público, os municípios de Anchieta, Guarapari e Piúma e a Samarco. “Foi uma forma pioneira e inovadora de atuar, envolvendo setor público e sociedade civil, discutindo juntos e delimitando as responsabilidades dos envolvidos”, afirmou Vescovi.

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No contexto do TCSA foi elaborado o Plano de Uso e Ocupação da Rede Hoteleira. Ele teve o objetivo de evitar a ocupação desordenada dos imóveis da região e a distribuição regular dos leitos disponíveis, garantindo que os trabalhadores das empresas contratadas se hospedassem em locais apropriados, causando o mínimo de impacto nos municípios. No início do processo de regularização de hotéis e pousadas, em fevereiro de 2012, havia apenas sete desses estabelecimentos regulares nos três municípios da Área de Influência Direta. Com o envolvimento das prefeituras, por meio das Secretarias de Turismo e Fazenda e das Associações Comerciais e Empresariais, esse número passou para 77 hotéis e pousadas.

O Plano Integrado de Prevenção, Controle e Fiscalização de Áreas Ocupadas e/ou em Risco de Ocupação foi outra ação do TCSA. Ele resultou no levantamento, produção e publicação de dados cartográficos e cadastrais de Guarapari, Anchieta e Piúma, visando a subsidiar o planejamento territorial e estratégico dos municípios. Outro produto do plano foi a instalação do Núcleo de Inteligência e Imagem, responsável pelo monitoramento, análise e disponibilização de informações para o planejamento do território, a instituição de políticas habitacionais, o combate à ocupação irregular do solo, entre outros. A Samarco disponibilizou equipamentos, softwares e treinamentos para a operacionalização do núcleo.

 

Os investimentos em infraestrutura abrangerão também obras para a reforma do Hospital Municipal, em Piúma; a instalação da Unidade de Saúde de Jabaraí e a pavimentação do bairro Porto Grande, em Guarapari; e a construção da Casa do Cidadão, em Anchieta. No total, a Samarco aplicará R$ 12,2 milhões em ações definidas no TCSA.


Investimentos sociais

A Quarta Pelotização não apenas permitiu o aumento da capacidade de produção da Samarco, como também contribuiu com o desenvolvimento econômico e social das regiões próximas às operações da mineradora. “As comunidades vizinhas se beneficiaram da criação de empregos, capacitação de mão de obra local, geração de tributos, compras locais e investimentos diversos realizados pela Samarco em cada região”, afirma Vescovi.

O Programa de Investimento Social, por exemplo, foi desenhado com base na consulta e no diálogo com as cerca de 60 comunidades de 25 municípios da área de influência da expansão. Foram desenvolvidas pelas próprias comunidades 72 iniciativas que receberam apoio da empresa. As ações, com foco em educação e geração de renda, estão sendo executadas.

Além dos investimentos sociais, a Samarco entregou também equipamentos em 23 municípios capixabas e mineiros. O aporte foi repassado aos municípios envolvidos nas obras do empreendimento ao longo de 2012 e 2013. Além de adotar critérios técnicos predefinidos, como extensão e tempo de execução das obras, a empresa ouviu os prefeitos das cidades beneficiadas antes de definir a aplicação dessa verba. Caminhões, tratores, pás-carregadeiras, automóveis e equipamentos hospitalares foram entregues às prefeituras. Nessas duas iniciativas, a Samarco desembolsou, de forma voluntária, cerca de R$ 8,6 milhões.

 

Marcos do projeto

 

– Um dos maiores projetos privados do País. Foram investidos R$ 6,4 bilhões. Esse valor é 20% maior que o PIB de Anchieta, Guarapari e Piúma juntos em 2010 (R$ 5,3 bilhões). O valor é, ainda, 2,3 vezes o PIB de Mariana (R$ 2,8 bilhões) e 16% maior que o PIB de Ouro Preto (R$ 5,5 bilhões)*;

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– 13 mil empregos gerados no pico das obras. Para se ter idéia, o número representa 33% do total de moradores dos municípios capixabas (26 dos 78) e 66% das cidades mineiras (565 dos 853)**;

 

– R$, 3,8 bilhões em compras realizadas nos dois Estados (R$ 1,8 bilhão para o projeto em Ubu e R$ 2 bilhões em Minas Gerais);

 

– 35 meses de obras;

 

– 3,7 milhões de refeições foram oferecidas nos restaurantes das unidades ao longo de três anos (2 milhões em Ubu e 1,7 milhão em Germano);

 

– O forno de pelotização, construído na unidade de Ubu, é o maior do mundo, com 204 metros.

 

– Foram utilizados 170 mil m³ de concreto, material suficiente para construir dois Maracanãs (projeto de 1950) ou reformar todo o Complexo da Pampulha para a Copa do Mundo de 2014;

 

– O projeto utilizou 3,1 mil quilômetros de cabos, quantidade que daria para ligar Vitória a Belém do Pará;

 

– Utilizadas 200 mil toneladas de aço, quantidade que equivale a aproximadamente 400 mil carros populares;

 

– Aproximadamente R$ 590 milhões em impostos gerados pelas obras do P4P em Germano, Ubu e mineroduto;

– É o primeiro megaprojeto de expansão no Brasil totalmente carboneutro. Foram compensadas aproximadamente 150 mil toneladas de CO2 equivalente;

 

– 1,4 mil pessoas foram qualificadas nos dois Estados nas áreas de eletromecânica e construção civil;

 

– Foram investidos R$ 250 milhões em meio ambiente;

 

– 63,1 milhões de homens-hora trabalhados totais e sem registro de acidente fatal;

 

– 1,4 milhão de horas de treinamentos de segurança.

 

Pós-operação:

 

– Entre 2005 e 2013 (oito anos), foram gerados pela Samarco cerca de R$ 7,4 bilhões em tributos. No intervalo de 2014 a 2018, com a operação do P4P, deverão ser gerados cerca de R$ 12 bilhões;

 

– R$ 1,9 bilhão é o valor total que a Samarco recolherá em tributos, em 2014, com a operação das novas plantas. E, a partir de 2015, a estimativa é que ultrapasse a marca de R$ 2 bilhões. Em 2013, o valor foi de R$ 1,4 bilhão.

 

* Dados 2010


** Dados IBGE


Sobre a Samarco

 

Fundada em 1977, a Samarco é uma das principais empresas brasileiras de mineração, a segunda maior empresa no mercado transoceânico de pelotas de minério de ferro e uma das maiores exportadoras do País. Com clientes em mais de 25 países, de quatro continentes, a empresa tem, atualmente, capacidade nominal de produção de 22,25 milhões de toneladas anuais de pelotas, gerando cerca de 2,5 mil empregos diretos e cerca 3,4 mil empregos indiretos. De capital fechado, a Samarco tem duas acionistas – Vale S/A e BHP Billiton Brasil Ltda. –, que dividem igualmente o controle acionário da empresa, e possui duas unidades industriais localizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo, que são interligadas por dois minerodutos com 400 quilômetros de extensão cada, além de um terminal marítimo próprio em Ubu (ES) e dois escritórios internacionais, em Amsterdã (Holanda) e Hong Kong (China).

 

 

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Economia forte faz Ford lançar no Brasil primeiro carro global

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BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falou da força da economia brasileira durante o lançamento do novo Ford EcoSport, o primeiro carro da Ford produzido no Brasil, que será exportado para mais de 100 países.

“Esse é um momento especial, vivemos um momento de crise mundial e ao mesmo tempo os investimentos no Brasil crescem. Isso mostra a força do nosso país que hoje é fundamental para a sustentação da economia global”, disse Mercadante, que representou a presidenta Dilma no evento.

 

Criado em Camaçari, na Bahia, o EcoSport de nova geração faz hoje sua pré-estreia mundial também na capital da Índia. Os eventos em Brasília e Nova Déli simbolizam a popularidade que a Ford espera alcançar nos grandes mercados emergentes globais e também o crescente papel que a área de desenvolvimento do produto da América do Sul.

Os investimentos do novo Ecosport fazem parte de um total de R$ 2,8 bilhões que a companhia pretende investir no Nordeste, até 2015

“O lançamento no Brasil e na Índia, dois países da BRICS, mostra a nossa força e importância na economia mundial. Em um momento de crise global continuamos crescendo e vamos investir cada vez mais em pesquisa, engenharia, crédito e incentivo fiscal”, acrescentou o ministro.

O governador da Bahia, Jaques Wagner, também participou do lançamento e falou da importância do investimento para a economia da país e do seu estado.

“O Brasil começou na Bahia e o primeiro carro global da Ford também foi criado lá. A criatividade do nosso povo está nesse projeto que foi liderado por mais de mil engenheiros brasileiros na Bahia. É um orgulho ter um carro vendido em todo mundo com o carimbo do Brasil”, disse o governador.

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Com mais de 700.000 unidades produzidas desde o lançamento em 2003, o EcoSport é um caso de sucesso da indústria automobilística latino-americana. Desde então, tem sido o modelo mais vendido da categoria na região. O Centro de Desenvolvimento do Produto da Ford América do Sul fica localizado no Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Bahia. Único do gênero na região, ele conta com mais de 1.200 engenheiros e designers que utilizam o estado da arte da tecnologia, incluindo avançadas ferramentas de design e engenharia baseadas em computação (CAD/CAE), para o desenvolvimento de veículos.


Ele é um dos oito centros de excelência da Ford no mundo e opera conectado em tempo real com outros centros nos Estados Unidos, Europa e Ásia.O complexo foi inaugurado em 2001 e trabalha junto com o Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo, onde os novos veículos são testados e certificados. Ele é um dos dois únicos campos de provas existentes na América do Sul e um dos mais modernos do mundo.

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