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Saiba o que é ‘mundo figital’ e como sua empresa pode se adaptar a ele

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Saiba o que é 'mundo figital' e como sua empresa pode se adaptar a ele
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Saiba o que é ‘mundo figital’ e como sua empresa pode se adaptar a ele

Você já ouviu falar em ‘espaço figital’? Não, nós não escrevemos errado. O termo ‘figital’ é uma fusão entre as palavras físico e digital e serve para designar um novo modelo de negócios cada vez mais presente na rotina de empreendedores. “Mesmo com a chegada do digital e do social, a dimensão física do espaço não desapareceu e nem vai desaparecer. O figital é simplesmente o físico habilitado pelo digital”, explica o cientista-chefe da TDS Company, Sílvio Meira, em live transmitida pelo iG nesta terça-feira (2).

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“O figital tem uma dimensão física e uma digital dadas pelas conexões e relacionamentos possibilidados pela dimensão social do espaço, com tudo isso acontecendo em tempo quase real. O tempo quase real não é o tempo dos relógios, mas o tempo das pessoas, em que as pessoas querem que as coisas aconteçam”, continua.

Vamos usar um exemplo. Você vai pegar um ônibus e acessa um aplicativo para saber em que horário ele vai passar no ponto mais próximo da sua casa. O ônibus é físico, o aplicativo é digital, e você eventualmente vai encontrar outras pessoas (social). 

E como a sua empresa pode estar inserida nesse meio? Segundo o especialista, qualquer empresa faz parte do mundo figital. “Não é uma coisa que acontece dentro de uma empresa, é um conjunto de transições que estão acontecendo nos mercados, nas economias como um todo, na sociedade”.

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O problema é que ela pode estar competimento apenas na dimensão física do figital, e isso reduz sua capacidade de ser notada pelos clientes. “Uma pequena empresa de varejo entra imediatamente na dimensão digital no espaço figital se entrar num marketplace  de uma grande varejista, por exemplo”, sugere Meira.

Mas é importante entender como se posicionar e qual a melhor estratégia para se destacar em meio a tantas outras empresas que também vendem seus produtos em um marketplace.  Para isso, se usa competências sociais. É necessário entender como esse espaço funciona e o que as pessoas querem consumir.

Deslocamento da força de trabalho

Durante a live de hoje, o convidado chamou a atenção para outro fator importante proporcionado pelo mundo figital: o deslocamento da força de trabalho. O mundo está passando por grandes transformações habilitadas por tecnologias digitais, informatização, robotização e inteligência artificial que vão afetar diretamente o nosso trabalho.

“15% da força de trabalho brasileira vai ser deslocada nos próximos 15 anos. O trabalho que eu estou fazendo vai deixar de existir e outro trabalho vai passar a existir quase no mesmo lugar e às vezes até no mesmo lugar”, alerta o cientista-chefe da TDS Company.

Vamos usar outro exemplo. O trabalho de montador de móveis desaparece para dar lugar ao trabalho de programador do robô que irá montar móveis. “Se eu tivesse as competências e habilidades para deixar de montar um móvel e passasse a programar ou construir o robô que vai fazer isso, essa transição seria trivial. Só que para a vasta maioria dos trabalhadores, entre o montador de móveis e o programador, existem anos de educação e infraestrutura de conhecimento aplicável na prática. E o que o Brasil está fazendo sobre isso nesse momento? Nada. Faz 10 anos que começou a se falar nisso e não tem um só programa nacional ou estadual para preparar as pessoas para esse futuro”, critica Meira.

“Se a gente não fizer isso em escala no Brasil, teremos consequências muito ruins. Porque temos um conjunto de pessoas que sairá do mercado de trabalho muito antes da aposentadoria, porque não serão reeducadas, não terão competências e habilidades para até ficar na mesma empresa que já estava, com um trabalho relacionado com o que já fazia, mas que vai demandar novas competências e novas habilidades em tecnologia”, finaliza.

Para assistir ou ouvir a entrevista completa sobre o ‘mundo figital’, confira o episódio na íntegra pelo YouTube ou em podcast:



Fonte: IG ECONOMIA

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Prazo para declaração de imposto sobre propriedade rural começa hoje

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A declaração do ITR é obrigatória para pessoa física ou jurídica que seja proprietária ou titular de imóvel rural
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A declaração do ITR é obrigatória para pessoa física ou jurídica que seja proprietária ou titular de imóvel rural

Começou nesta segunda-feira (15) o período para entrega da declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) de 2022. O prazo vai até as 23h59 do dia 30 de setembro e as informações devem ser enviadas por meio do programa gerador da Declaração do ITR (DIRT), disponível no site da Receita Federal.

Também é possível entregar a declaração utilizando o Receitanet para a transmissão ou ainda em uma unidade de atendimento da Receita Federal, por meio de um dispositivo com conector USB.

A apresentação da declaração depois do prazo deve seguir os mesmos procedimentos de envio. Entretanto, será cobrada multa de, no mínimo, R$ 50 ou de 1% ao mês-calendário calculado sobre o valor total do imposto devido.

O valor mínimo do imposto é R$ 10. Valores inferiores a R$ 100 devem ser pagos em quota única até o dia 30 de setembro. Valor superior a R$ 100 pode ser pago em até quatro quotas, cada quota deve ter valor igual ou superior a R$ 50. A primeira deve ser paga até dia 30 de setembro; já as demais devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, e serão acrescidas de juros Selic, atualmente em 13,7% ao ano, mais 1%.

De acordo com a Receita Federal, o pagamento do imposto também pode ser antecipado, total ou parcialmente.

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Se, após a entrega das informações, o contribuinte verificar que cometeu erros ou esqueceu algum dado, deve enviar uma declaração retificadora, sem interromper o pagamento do imposto apurado na declaração original. A retificadora deve conter todas as informações anteriormente declaradas mais as correções.

A DITR é composta pelo Documento de Informação e Atualização Cadastral do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diac) e pelo Documento de Informação e Apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (Diat). As informações prestadas por meio do Diac não serão utilizadas para fins de atualização de dados cadastrais do imóvel rural no Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir).

O contribuinte cujo imóvel rural já esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar na DITR de 2022 o número do recibo de inscrição.

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Quem deve declarar A declaração do ITR é obrigatória para pessoa física ou jurídica que seja proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária, de imóvel rural.

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No caso de condôminos, a DIRT deve ser apresentada por um de seus integrantes quando o imóvel rural pertencer simultaneamente a mais de um contribuinte, em decorrência de contrato ou decisão judicial ou em razão de doação recebida em comum. Quando o imóvel rural pertencer a mais de uma pessoa, a declaração deverá ser apresentada por um dos proprietários.

Também devem apresentar a declaração pessoas física ou jurídica que, entre 1º de janeiro de 2022 e a data da apresentação da DITR tenham perdido a posse do imóvel rural, em processo de desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, inclusive para fins de reforma agrária.

É também obrigatória a apresentação nos casos em que foi perdido o direito de propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel rural, “em decorrência de desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social”. Esse caso também se aplica a casos de imóveis em processos de reforma agrária.

A obrigação se estende, também, àqueles que perderam a posse ou a propriedade do imóvel rural, em razão de alienação ao poder público, “inclusive às suas autarquias e fundações, ou às instituições de educação e de assistência social imunes ao imposto”.

A apresentação não é necessária em casos de imóveis rurais considerados imunes ou isentos pela Receita Federal – em geral, pequenas glebas rurais, assentamentos de reforma agrária, comunidades e remanescentes quilombolas reconhecidos.

Fonte: IG ECONOMIA

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