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Sacos de pancada – por Flávia Cysne

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Gostaria de verdade de mudar a página, de abordar novos assuntos que não envolvessem a violência de gênero e os riscos que as mulheres correm em qualquer ambiente, inclusive no profissional.

Mas isto não é possível e percebo a cada dia que será necessária uma longa caminhada até que alcancemos o respeito que toda mulher merece onde quer que ela esteja.

Àqueles que limitam a violência contra a mulher aos cenários domésticos de maior vulnerabilidade social, é bom enfatizar que ele está presente nas mansões, nas pequenas e grandes empresas, e ultimamente, de forma devastadora, no ambiente político.

A notícia de que o procurador Demétrius de Oliveira Macedo, da cidade de Registro, no interior de São Paulo, agrediu de forma violenta a também procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Bairros me deixou estarrecida.

O caso é recente. Aconteceu na segunda, dia 20 de junho. As informações são de que ele teria agredido a mulher até fazê-la sangrar após a abertura de um processo administrativo que denunciou a sua má conduta no ambiente de trabalho.

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Se uma mulher em alto posto de liderança sofre esse tipo de abuso, imagine nos outros ambientes profissionais em que está submissa a chefes violentos.

Nem sempre a violência vai ser física e deixar rastros de sangue pelo chão. Ela se manifesta também através de humilhações, desmerecimento de um trabalho bem feito e outras atitudes que deixam marcas profundas e comprometem a sanidade física e mental das mulheres submetidas à estas práticas.

Gabriela recebeu socos e muitos chutes até o rosto sangrar. A dor dela é a nossa dor. É a dor de cada mulher que tem o seu trabalho e autoridade desconsiderados.

Sempre por aqueles que ainda não entenderam que temos competência para estarmos onde nos preparamos para chegar. E cá para nós, nos capacitamos para voar alto.

À todas as mulheres, independente do cargo que ocupam, trabalhadoras domésticas ou corporativas, àquelas com mandatos eletivos ou cargos públicos, a minha palavra é uma só.

É preciso dar uma basta. Mas para isso é preciso unir forças e repudiar toda e qualquer atitude que nos provoque ferimento e dor. Física, principalmente, mas também emocional.

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Nosso lugar, repito, é onde nós quisermos. E precisamos ser respeitadas em todo e qualquer caminho que escolhemos trilhar. E ponto final.

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Dever cumprido e gratidão – Por Flávia Cysne

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Nesta sexta-feira (1º) me desligo da função de gerente regional Sul da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendorismo (Aderes).

Mas não posso me despedir sem compartilhar com os amigos e empreendedores que estiveram conosco neste tempo a importância do trabalho que realizamos, com o olhar sempre voltado para o desenvolvimento regional.

Todas as nossas ações foram no sentido de promover o crescimento das regiões de forma descentralizada, como é o desejo do governador Renato Casagrande e recomendam as melhores práticas de gestão.

Isso é importante para que nenhuma região seja excluída das ações que promovam crescimento e a valorização das potencialidades e do talento dos seus moradores.

Trabalhamos com o apoio de dados coletados por especialistas em várias frentes. Um esforço coletivo que já está dando frutos.

Nesse período em que estivemos à frente da Aderes na regional sul o Governo do Estado apoiou mais de 60 feiras. Demos suporte a aproximadamente 1500 empreendedores gratuitamente para que participassem desses eventos e pudessem expor seu produtos.

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Nesse mesmo período nosso orçamento saltou de R$ 12 para R$ 24 milhões, sempre com o objetivo de fomentar o empreendedorismo.

E tenho que compartilhar com vocês. Essa caminhada foi de grande aprendizado e fico feliz com as parcerias construídas, pelo apoio recebido para realizar nosso trabalho e pela nossa equipe ter contribuído para o fortalecimento dos empreendimentos que existem nas microrregiões visitadas por nós em todo esse tempo.

Já sabia, e se fortaleceu em mim, a certeza de que é importante valorizar e apoiar os micro e pequenos empreendedores para que o crescimento das regiões seja com equidade e gere emprego e renda e promova qualidade de vida aos capixabas que decidiram empreender.

Isso vai permitir que todos vivam com dignidade, fazendo o que sabem de melhor, os seus produtos, sejam da agroindústria ou artesanal, para que cheguem às mãos de quem realmente precisa, o consumidor final, sem atravessadores.

Realmente foi um trabalho gratificante. Especialmente por dar visibilidade e oportunidade aos nossos talentos regionais. Gratidão a cada município que nos recebeu.

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Saio com a sensação do dever cumprido e deixo a minha palavra de incentivo aos micro e pequenos empreendedores para que continuem se aperfeiçoando e participando das feiras. Elas são o caminho para o fortalecimento das suas atividades econômicas e para a valorização das microrregiões. O trabalho da Aderes continua. Aproveitem todas as oportunidades.

Novos desafios se apresentam e quero recebê-los com a coragem e a determinação dos profissionais das micro e pequenas empresas com quem tão prazerosamente convivi e aprendi.Gratidão a cada um de vocês.

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