Política Nacional

Russomano lidera corrida pela prefeitura em SP, com 24%; Covas é 2º, diz Ibope

Publicados

em

 

 

source
russomano e bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Celso Russomano, líder da pesquisa do Ibope, tem boa relação com o presidente Jair Bolsonaro

O deputado federal Celso Russomano (Republicanos), que busca pela terceira eleição seguida a prefeitura de São Paulo, aparece como líder da primeira pesquisa do Ibope desde a confirmação dos candidatos à eleição municipal na capital mais populosa do país. Russomano tem 24% das intenções de votos e é seguido pelo atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que tem 18% em sua busca pela reeleição. A pesquisa foi divulgada neste domingo (20) pelo jornal O Estado de S. Paulo .

A terceira colocação tem um empate técnico entre Guilherme Boulos (PSOL), com 8%, e Márcio França (PSB), com 6%. Após o bloco dos quatro primeiros, surgem candidatos menos citados pelos entrevistados do Ibope , como Joice Hasselmann (PSL) e Artur do Val (Patriota), o “Mamãe Falei”, ambos com 2%. O Partido dos Trabalhadores (PT), historicamente forte, vê seu candidato, Jilmar Tatto, amargar apenas 1% das intenções de voto.

Leia Também:  A Empresa pode proibir relacionamento amoroso entre empregados?

Andrea Matarazzo (PSD), pré-candidato em 2016 pelo PSDB, que perdeu internamente e deixou o partido após desentendimento com João Doria, atual governador e eleito prefeito no primeiro turno naquele ano, tem 1%, assim como Marina Helou (Rede) e Filipe Sabará (Novo), que concorrem à prefeitura de São Paulo pela primeira vez. Os já conhecidos Levy Fidelix (PRTB) e Vera Lucia (PSTU) também aparecem com 1%.

Feita pelo Ibope a pedido da Associação Comercial de São Paulo, a pesquisa traz ainda a rejeição dos candidatos à prefeitura. O atual prefeito, Bruno Covas , lidera, com 30% dos que responderam dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. O líder da pesquisa de intenção de voto, Celso Russomano, é o segundo, com 24% de rejeição. Boulos é o terceiro, com 13%, novamente seguido por França, com 10%.

Desinteresse da população

Segundo o Estadão , a eleição municipal em meio à pandemia, adiada para novembro, ainda gera pouco interesse dos paulistanos. Em pesquisa com recorte específico, em que o entrevistado cita sua opção de voto antes de ver as opções em um papel, 56% se declaram indecisos e 22% afirmam que votarão nulo ou em branco. Em 2016, 45% se diziam indecisos. Na pesquisa estimulada, após ter acesso aos candidatos, os indecisos ainda são 10% neste ano, o dobro da última eleição em São Paulo.

Leia Também:  Governadores enviam carta a Alcolumbre para retomar diálogo sobre vacina

Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo, quem contratou a pesquisa, alerta: “é um número [de brancos e nulos] maior até que o dos dois primeiros colocados na pesquisa. É importante que os munícipes de São Paulo prestem mais atenção nas propostas dos candidatos, muitos deles desconhecidos do grande público, para que os eleitores possam exercer sua cidadania com consciência”, afirmou ao Estadão .

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Tratamento de câncer de Covas não tem data para acabar, diz médico do prefeito

Publicados

em


source
Prefeito Bruno Covas falando ao microfone
Patrícia Cruz/Divulgação

Prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB

O tratamento que o prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputa a reeleição da Prefeitura de São Paulo , está fazendo contra um câncer na cárdia, que fica localizado na região de transição entre o estômago e o esôfago, não tem data para acabar. A avaliação é feita por um dos médicos da equipe que acompanha o tratamento do tucano.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer acompanha Covas desde o início do diagnóstico, em 28 de outubro de 2019. Além dele, integram a equipe que o assiste no Hospital Sírio-Libanês os médicos David Uip, Roberto Kalil Filho e Artur Katz, todos do Hospital Sírio-Libanês.

No último dia 14, o prefeito fez a 12ª aplicação de imunoterapia. “Eu examinei ele de ponta-cabeça. Está clinicamente ótimo”, afirmou Pfiffer ao jornal Folha de S. Paulo .

Embora os estudos apontem um prognóstico ruim para a doença, o tratamento avançou muito nos últimos anos. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões menores no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

Leia Também:  Bolsonaro é o presidente com maior média de votos no Congresso em 10 anos

Entre outubro e fevereiro último, o prefeito chegou a fazer oito sessões de quimioterapia. Eles respondeu bem ao tratamento e as lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram. Por conta disso, desde fevereiro ele passou a fazer uso da imunoterapia, uma técnica inovadora que usa anticorpos monoclonais para estimular o sistema imunológico.

As drogas não visam atacar as células do tumor, como na quimioterapia convencional, mas sim estimular as células de defesa do próprio organismo do paciente para que elas combatam a doença. As aplicações duram cerca de 30 minutos e ocorrem a cada três semanas.

“Uma outra vantagem é que tem menos efeito colateral do que a quimioterapia. Depois que a gente mudou para a imunoterapia, ele está muito melhor clinicamente, mais bem-disposto. É um cara jovem, forte”, disse Pfiffer.

A cada três ciclos de imunoterapia, dois meses aproximadamente, Covas faz exames laboratoriais e de imagem (endoscopia, ressonância magnética e PET/Scan) para avaliar os resultados. “Eles têm mostrado que a doença está muito bem controlada”, afirmou o médico.

Segundo o oncologista, não há um prazo para a duração das aplicações. “É um tratamento promissor. Para essa doença [do prefeito], começamos [no Sírio] neste ano. Ele tem uma chance grande de uma resposta duradoura [regressão do câncer].”

Leia Também:  Crivella é o maior doador da campanha de filho de Bolsonaro para vereador no RJ

Pfiffer diz ainda que a forma como Covas tem reagido ao enfrentamento da doença surpreende a todos. “Não apenas no aspecto do tumor, mas em relação a toda condição clínica. Teve Covid, foi praticamente assintomático. Fisicamente, está tirando tudo de letra. Emocionalmente, nunca se deixou abater.”

Em junho deste ano, Covas foi diagnosticado com Covid-19, afastou-se e retornou ao cargo duas semanas depois.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA