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RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral

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RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral
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RJ: PSL busca filiar família Garotinho e filho do ex-governador Sérgio Cabral

Com a expectativa de formar a legenda com o fundo eleitoral mais robusto e a maior bancada na Câmara dos Deputados, o partido que surgirá da cada vez mais  provável fusão entre DEM e PSL projeta movimentações que devem alterar a “cara” da sigla pelos estados. No Rio, por exemplo, conhecido por abrigar a família Maia há décadas — Rodrigo, ex-presidente da Câmara, foi expulso recentemente por atritos de outra natureza —, o DEM deve sofrer uma debandada que incluirá o vereador Cesar Maia e outros aliados. Na outra ponta, o comando estadual do novo partido quer atrair o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, em uma configuração que deve incluir também a família Garotinho.

Presidente do diretório local do PSL e futuro chefe no Rio da legenda pós-fusão, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, já se reuniu separadamente com os nomes que pretende atrair e agora deseja um encontro com todos juntos: o ex-governador Anthony Garotinho, Marco Antônio Cabral e Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, compõem a trinca mais conhecida.

O objetivo da conversa é aparar as arestas dos grupos que foram adversários políticos e hoje têm, em comum, o desafio de reconquistar o espaço perdido após os resultados das urnas em 2018.

A tendência, por outro lado, é que a ascensão de Waguinho e do grupo do PSL provoque uma saída em massa no lado do DEM, abarcando alas distintas no partido — a estimativa é que ao menos dez parlamentares, entre deputados e vereadores, se desfiliem.

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Deixar o DEM já era um desejo de aliados da família Maia desde a expulsão do deputado federal licenciado, hoje secretário de Projetos e Ações do governo de João Doria (PSDB) em São Paulo. No entanto, eles precisavam se manter na sigla até o período da janela, que acontece no primeiro semestre do ano que vem, para não perderem os mandatos.

Com a fusão, porém, os parlamentares podem alegar mudança estrutural na sigla e não serem punidos por infidelidade partidária — ontem, ao Globo, Cesar Maia indicou que a união vai fornecer o argumento jurídico de que precisava para buscar outro partido.

O destino da maioria dos que deixarão o DEM já está definido: o PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab, presidido no Rio pelo prefeito Eduardo Paes, aliado de longa data de Rodrigo Maia. A presidente da Riotur, Daniela Maia, filha de Cesar, já seguiu este rumo.

O secretário de Fazenda, Pedro Paulo, a deputada federal Laura Carneiro e o vereador Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal, são outros nomes aguardados, além do próprio Rodrigo Maia. As trocas devem fazer com que o número de vereadores do DEM no Rio passe dos atuais sete para apenas um. Já na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as previsões indicam que quatro dos cinco deputados permaneçam filiados.

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Na crise anterior, que motivou a saída do ex-chefe da Câmara após uma briga com o presidente do partido, ACM Neto, o comando no Rio já havia deixado as mãos de Cesar Maia e passado para o deputado federal Sóstenes Cavalcante, integrante da bancada evangélica e aliado do presidente Jair Bolsonaro.

A nova turbulência, no entanto, deve fazer com que Sóstenes também seja atingido — ele e Waguinho vivem uma relação conflituosa. A tendência é que o deputado e seu grupo, que inclui o deputado estadual Samuel Malafaia, sigam para a legenda que Bolsonaro escolher — depois de muitas idas e vindas, o PTB voltou a surgir no páreo como uma forte possibilidade.


Eleição presidencial

No cenário nacional, o quadro partidário também deve sofrer alterações. Talvez na de maior impacto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), está em vias de trocar a legenda pelo PSD, que deseja tê-lo como um nome que possa concorrer ao posto de terceira via na corrida presidencial do ano que vem. Ainda que tenha votado a favor da fusão, em reunião da Executiva Nacional na semana passada, ele já afirmou a aliados que, em 2022, deseja estar em uma legenda com uma postura mais distante do governo federal.

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Senadores da CPI criam roteiro para manter capital político após relatório final

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Senadores da CPI criam roteiro para manter capital político após relatório final
Reprodução/Agência Senado

Senadores da CPI criam roteiro para manter capital político após relatório final

Com a iminência do fim da  CPI da Covid, senadores que integram a comissão buscam formas de manter o capital político e as alianças formadas durante os quase seis meses de trabalho. O anúncio de uma frente parlamentar sobre a pandemia, composta por oposicionistas e independentes do grupo majoritário chamado G7, esbarra em divergências políticas históricas. Paralelamente, congressistas se unem em parcerias que vão desde o lançamento de um livro até alianças eleitorais.

Além de ganhar visibilidade e se consolidar como um dos principais opositores ao presidente Jair Bolsonaro, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), construiu pontes no Senado através da CPI, esforçando-se para buscar consenso entre aliados novos e antigos. Ele não descarta usar isso para viabilizar, em 2023, uma eventual candidatura à presidência da Casa, cargo que já ocupou por quatro vezes.

Nos últimos meses, Renan se aproximou do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), com quem protagonizou uma briga no passado. Em 2009, Renan chamou Tasso de “coronel”, e o tucano revidou chamando o alagoano de “cangaceiro de terceira categoria”. Outro antigo desafeto de Renan é o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), hoje aliado de primeira hora na comissão.

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Randolfe anunciou na última semana o desdobramento da CPI da Covid em uma frente parlamentar. O intuito, de acordo com ele, é acompanhar e cobrar soluções para o pós-pandemia. Além disso, Randolfe prepara um livro, que será lançado em 2022, com o senador Humberto Costa (PT-PE).

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“Já tem dois capítulos escritos. A ideia é abordar um pouco algumas avaliações políticas da CPI e bastidores também”, afirmou Costa.

Para o petista, embora a frente sugerida por Randolfe deva servir de acompanhamento das denúncias propostas pela CPI, o consenso do bloco só deve ser mantido em temas relacionados à pandemia. Na visão dele, é possível haver articulações em assuntos envolvendo a Covid-19, mas outros temas terão abordagens diferentes. A visão é compartilhada pela maioria da comissão. O senador Otto Alencar (PSD-BA), que ressaltou também a adesão dos suplentes ao chamado G7, cita uma união “forte” em temas da pandemia.

“A formação da frente parlamentar é bastante razoável, o tema comporta, mas a gente também tem que confiar nos últimos atores desse roteiro: Ministério Público, Justiça, Câmara e nós mesmos senadores na nossa atividade de legislar. Mas é mais um espaço de fala”, avaliou Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Alguns senadores também usam a visibilidade com foco na eleição de 2022. Em setembro, Vieira anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República. A senadora Simone Tebet (MBD-MS) é outra que tenta viabilizar a sua pré-candidatura pelo partido, mas ainda enfrenta resistência interna.

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