Análise Política

O julho revigorante de Ricardo Ferraço

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Ao escolher Ricardo Ferraço (PSDB) como vice-governador na sua chapa de reeleição, Renato Casagrande (PSB) não apenas amplia seu palanque, abarcando forças amplas. O governador aposta também em um nome de peso político e administrativo, caso vença.

Ricardo vem acumulando ao longo de sua vida pública uma experiência administrativa que poucos têm hoje na política capixaba: já foi secretário de Agricultura e de Transportes e Obras Públicas, e coordenador da área de gerenciamentos de projetos do estado.

Quando escolheu Jaqueline Moraes sua vice no atual mandato, Casagrande apostou em alguém de perfil mais popular, uma mulher de movimentos comunitários e de base, uma verdadeira militante de esquerda. De certa forma, pouca conhecida no Espírito Santo.

Com Ricardo Ferraço a praia é outra.

Desta vez Casagrande aposta num nome de peso bem maior, com rodagem administrativa e política. Se Jaqueline circulava nas bases, Ricardo circula no mundo empresarial capixaba. E isso fará diferença para um palanque eleitoral que será chamado de comunista pelos direitistas de plantão.

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Ricardo tem perfil de centro, com um vasto serviço prestado ao estado, sobretudo na sua passagem pelo Senado quando fez um mandato excelente. Um nome que pode ajudar Casagrande em Brasília também.

Mas é na experiência de gestão que Casagrande ganha. Ricardo pode acrescentar ao grupo socialistas ideias novas de trabalho, aproveitando a capacidade de investimento que o cofre capixaba possui para expandir projetos desenvolvimentistas. Seu conhecimento da máquina pública e da realidade dos municípios capixabas será agregador no desafio de um segundo mandato.

A chegada de Ricardo Ferraço ao núcleo de Casagrande eleva o grupo do governador a um novo patamar, com indubitável fortalecimento do palanque eleitoral e com ganhos administrativos no futuro.

De vereador em Cachoeiro, passando por deputado estadual, federal, senador e vice-governador de Paulo Hartung, Ricardo conhece como poucos o Espírito Santo.

Para Casagrande, seria difícil achar melhor nome no mercado. E para Ricardo, que já até sangrou em meses piores da política capixaba, não poderia haver um julho mais revigorante que este.

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“A vida vem em ondas como um mar /  Num indo e vindo infinito” – Como uma onda (LuLu Santos/Nelson Mota)

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Análise Política

Investimentos em Cachoeiro justificam apoio à reeleição de Casagrande

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Em vistas de disputar a reeleição, Renato Casagrande (PSB) vem a Cachoeiro hoje, terça-feira (9), às 18hs, para um encontro cujo tema é “Encontro Regional para Construção de Plano de Governo 2023-2026”.

Mas o governador ganhou um presente antes da chegada em solo cachoeirense.

Nesta segunda (8), o prefeito Victor Coelho, que é do mesmo partido de Casagrande, fez o dever de casa e reuniu 13 vereadores onde construiu um apoio coletivo à reeleição do seu sequaz.

É o mínimo que o prefeito deveria fazer, não por ser do mesmo partido, mas pelo apoio recebido em forma de investimentos.

Cachoeiro é, percapitamente falando, uma cidade com pouca capacidade de investimentos. Muita gente e pouca receita. O que salva são os recursos obtidos em forma de empréstimos federais, tarefa que o governo Victor fez bem, as emendas da bancada federal, e, principalmente, os convênios com o governo estadual.

E neste último quesito os cachoeirenses têm que agradecer ao Governo do Estado.

São investimentos em segurança, infraestrutura e saúde. E, segundo o próprio prefeito, só em obras são mais de meio bilhão de reais em recursos já garantidos para Cachoeiro. Entre dois grandes investimentos que já estão garantidos, estão a duplicação da Rodovia do Frade, no valor de R$ 200 milhões, e a macrodrenagem da Linha Vermelha, no valor de R$ 56 milhões, só na primeira etapa. Tem ainda, a reforma do Palácio Bernardino Monteiro (R$ 2,2 milhões), a construção do novo Hospital do Câncer de Cachoeiro de Itapemirim (R$ 7,8 milhões), a pavimentação de estradas rurais com blocos de concreto no Distrito de São Vicente (R$ 12,8 milhões), a reabilitação da Avenida Jones dos Santos Neves (R$ 10,9 milhões) e recapeamento em vias urbanas (R$ 15 milhões).

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A verdade é que Cachoeiro não pode muito sem apoio do governo estadual. Como recordar é viver, não custa lembrar que quando prefeito, Roberto Valadão (MDB) recapeou quase 50 avenidas principais do município. Tudo com dinheiro do Estado. Os asfaltos duraram esse tempo todo, mas agora estão sendo refeitos com o mesmo dinheiro estadual. Não há outro caminho.

Sem a grana dos royalties do petróleo, como seus vizinhos Marataízes, Presidente Kennedy e Itapemirim, Cachoeiro carece de um prefeito que dialogue bem com o Governo do Estado, e de um governador que olhe a cidade com um olhar diferenciado. Trata-se do maior município do Sul, com uma população enorme, e sem recursos suficientes para investimentos robustos.

Longe do pré-sal, estamos no sal. Salvo o apoio estadual. E disso Cachoeiro não pode reclamar com Casagrande. Não há duvidas que Victor Coelho e os 13 vereadores que declararam apoio político à reeleição de Renato Casagrande não teriam melhor maneira para agradecer. Um dever de casa bem feito diante de tamanho investimento.

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Se pudesse sugerir algo a esse plano de governo de Casagrande que será discutido hoje em Cachoeiro, seriam duas:

Primeiro um parque estadual ali no Horto União, área gigante, arborizada, com muita água e animais, bem no coração de Cachoeiro, e que nenhum prefeito ainda foi capaz de perceber a riqueza local. Pertence à família Cola, salvo se não estiver em recuperação judicial. Era o recanto preferido da “Poderosa” dona Ignês Cola, que não por acaso morreu ali e ali mesmo também foi enterrada. “Parque Estadual Ignês Cola”, em uma justa homenagem a ela e ao comendador Camilo Cola que tanto investimentos geraram para o Espírito Santo.

Segundo, uma revitalização na bacia do Rio Muqui, com um amplo trabalho de despoluição, investindo em saneamento, coletando o esgoto das casas; desassoreando, e permitindo que esse rio tenha sua sobrevivência garantida.

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“Rio caminho que anda e vai resmungando talvez uma dor” – Eu e o Rio (Miltinho)

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