Política Nacional

Responsável por incorporar medicamentos ao SUS pede demissão após cloroquina

Publicados

em


source
cloroquina
Reprodução

Cloroquina passou a integrar medicamentos do SUS

O governo federal exonerou o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Campos de Carvalho. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, desta sexta-feira, e segundo o documento, ocorreu “a pedido”. O pedido foi assinado pelo Ministro da Casa Civil, general Braga Netto.

Leia mais: Bolsonaro volta a cobrar reabertura e diz que pavor mata mais que vírus; assista

Antonio Carlos ficou no cargo por 18 dias e em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, o secretário afirmou que a decisão por  ampliar o uso de cloroquina em pacientes com sintomas leves do coronavírus foi precipitada e não há evidências científicas sólidas, que podem trazem riscos graves a saúde.

Na entrevista, o médico e biofísico contou que pediu a exoneração na segunda-feira, dois dias após a saída do ministro da Saúde , Nelson Teich . “Não participei [da elaboração do documento] e nem participaria”, admitiu ele na entrevista. “No momento em que o ministro pede para sair e as coisas começam a se agravar com interferência direta em decisões que não se baseavam em critérios científicos, não dava para continuar”, reforçou.

Leia Também:  Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

Ele também informou que chegou a apresentar, ao ministro Teich , uma proposta para acelerar os estudos do uso da  cloroquina e hidroxicloroquina em nível ambulatorial.

Leia também: Mortes por Covid-19 no Brasil passam de 20 mil

No cargo, o secretário ficava responsável pelo desenvolvimento e análise da capacidade científica, tecnológica e produtiva nacional para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde ( SUS ).

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

Publicados

em


source
Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Leia Também:  Após adiamento das eleições, TSE adia prazos eleitorais em 42 dias

Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

Leia Também:  Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA