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Renan Calheiros vai à Justiça contra convenção de Tebet

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Renan Calheiros vai entrar na Justiça contra convenção do MDB
Reprodução/Flickr

Renan Calheiros vai entrar na Justiça contra convenção do MDB


A ala lulista do MDB decidiu que vai à Justiça pedir o adiamento da convenção do partido que oficializaria a candidatura da senadora Simone Tebet à presidência da República, e está marcada para o dia 27 de julho de forma virtual. O senador Renan Calheiros diz que o grupo pedirá, na segunda-feira, que a convenção ocorra em 5 de agosto, último dia possível, para que o partido tenha mais tempo para discutir a viabilidade da candidatura própria.

“Já está decidido, já está tudo pronto, mas não falaremos nada além da decisão (de acionar a justiça). Vamos pedir para adiar (a convenção) para o último dia”, afirmou ao GLOBO, sem detalhar como será o processo para não expor a estratégia do grupo.

Segundo Calheiros, havia um compromisso do presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi, de fazer uma reunião em junho para avaliar a competitividade da candidatura própria, o que não ocorreu. O objetivo inicial da ação é forçar o adiamento para que haja tempo dessa discussão ser feita.

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O temor desse grupo é de que a estratégia acabe por diminuir a representatividade da sigla no Congresso:

“O MDB na eleição passada teve um candidato com desempenho semelhante e isso implicou em um custo muito alto, na redução pela metade da bancada da Câmara e do Senado”.

Como o GLOBO mostrou, o encolhimento das bancadas do MDB no Congresso preocupa caciques do partido, que argumentam que a força da sigla está na quantidade de prefeitos, vereadores, deputados e senadores que consegue eleger.

Na última eleição, o partido minguou no Congresso. Na Câmara, o MDB encolheu de 65 deputados eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018 — neste momento, a bancada tem 37 deputados. No Senado, dos 19 parlamentares em 2015, o MDB passou a 12.

A investida da ala lulista do partido para o adiamento da convenção está em curso, mas vem sendo rechaçada por Baleia Rossi. Ele conta com apoio dos correligionários bolsonaristas para emplacar a candidatura própria.


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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Márcio França é vaiado em evento na USP

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Estudantes e militantes lotaram a aula aberta na USP
Letícia Martins – 15.08.2022

Estudantes e militantes lotaram a aula aberta na USP

Nesta segunda-feira (15), o candidato ao Senado Márcio França (PSB) participou de uma aula aberta na USP (Universidade de São Paulo) e foi vaiado pela plateia ao ser apresentado pela organização do evento. A recepção ao ex-governador foi completamente diferente de Eduardo Suplicy e Luiza Erundina, que foram ovacionados pelo público.

Após os discursos iniciais, os apresentadores disseram os nomes de lideranças políticas que estavam presentes no local. Randolfe Rodrigues foi o primeiro a ser citado, sendo aplaudido pelas pessoas presentes. Na sequência, França acabou sendo citado e recebeu vaias.

No entanto, apesar da crítica da plateia, o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) aplaudiram Márcio. A vice da chapa do petista na corrida para o Palácio dos Bandeirantes, Lúcia França (PSB), também foi mencionada, mas recebeu poucos aplausos.

Erundina e Suplicy estavam no local e tiveram seus nomes citados pelos organizadores. O público foi ao delírio, ovacionando a ex-prefeita de São Paulo e candidata a deputada federal e o vereador e candidato a deputado estadual pelo estado paulista.

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O evento foi promovido para que o Coletivo USP Pela Democracia – formado por professores, estudantes e servidores da Universidade de São Paulo – pudesse demonstrar sua indignação e preocupação com possíveis violações contra a democracia brasileira, além de promover um debate sobre qual a importância das universidades na defesa da liberdade.

A aula ocorreu no vão dos prédios de História e Geografia, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na Cidade Universitária.

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Fonte: IG Política

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