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Reforma administrativa tende a falhar no curto prazo, avalia especialista

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A especialista em administração e burocracia estatal foi a entrevistada do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (10)
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A especialista em administração e burocracia estatal foi a entrevistada do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (10)


A entrevistada do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (10), Alketa Peci, afirmou que a proposta de reforma administrativa que circula no Congresso Nacional é pouco específica e, nas palavras dela, “uma colcha de retalhos”. Na live, a professora de administração pública da Fundação Getúlio Vargas explicou os principais erros e acertos do documento enviado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A reforma administrativa é um processo contínuo. A única forma de melhorar o serviço público é com um trabalho ao longo do tempo. Em alguns momentos históricos, é conveniente para os governos tornarem esta pauta uma pauta política. Documentos muito abrangentes de reforma tendem a falhar a curto prazo. Não há registro de nenhuma proposta que tenha sido aprovada na sua íntegra”, diz.


Alketa também aponta as incertezas quanto ao retorno fiscal e econômico da reforma.

“O governo apresentou números jogados no ar e nenhum documento que justificasse os ganhos decorrentes da reforma por que não se tem um diagnóstico das carreiras mais valorizadas que sofreram o impacto da reforma”.

Ela crê que é possível avançar na eficiência da burocracia do Estado e do gasto com a máquina pública com a legislação já existente mediante, é claro, algumas atualizações.

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“Porque algumas carreiras conseguem aumentos salariais a despeito das crises econômicas? Quando entendemos os porquês destes fenômenos a despeito da legislação, percebemos que não é com uma reforma administrativa imposta de cima para baixo que se resolvem esses problemas estruturais”, destaca.  

A especialista ainda indica que cargos corporativistas  e com muito poder de negociação a seu favor, como políticos, juízes e agentes da segurança do alto escalão, vão continuar tendo benefícios porque eles negociam diretamente com o Congresso.

Lives do Brasil Econômico

Semanalmente, a redação do Brasil Econômico entrevista algum especialista para aprofundar um tema relevante do noticiário econômico. Sempre às quintas-feiras, as transmissões começam às 17h pela  página do Facebook e pelo  canal do iG no Youtube.

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Nesta edição, o programa foi apresentado pelo repórter do portal iG João Vitor Revedilho e pelo estagiário do iG Economia, Guilherme Naldis.

Alketa Peci é mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas e em Comércio Internacional pelo Instituto de Estudos da Gestão e Direção de Empresas da Itália. Também é graduada em Administração de Empresas pela Universidade de Tirana e  pesquisa a burocracia do Estado e sua restauração.

Na entrevista, ela também abordou os cargos privilegiados, a corrupção no funcionalismo públicos e os desdobramentos da proposta de reforma administrativa atual.

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Rede Madero pode fechar após dono minimizar pandemia

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A rede de restaurantes Madero do bolsonarista Junior Durski disse, em suas demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2021, que o dinheiro em caixa da empresa não seria suficiente para pagar as dívidas de curto prazo na data de vencimento sem financiamento adicional. 

“Foram dois materiais de resultados publicados pela empresa desde o início da pandemia e auditores da rede levantaram, em ambos, a existência de ‘incerteza relevante’ e ‘significativa’ relacionada com a continuidade da operação”, informa o jornal Valor Econômico.

O informe entregue nesta quinta-feira (24) indica que as lanchonetes podem fechar.


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Em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19 , o empresário Junior Durski minimizou o potencial letal do coronavírus . Segundo ele, o Estado não deveria parar a economia para frear a disseminação da doença porque “5 ou 7 mil pessoas vão morrer”. 

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Veja:


Nesta quinta-feira, o Brasil registrou mais de 507 mil mortes pela Covid-19

No ano passado, a Controladoria Geral da União (CGU)  multou o restaurante em R$ 442 mil por pagar propina em dinheiro e alimentos a funcionários do Ministério da Agricultura. Os funcionários da pasta eram designados para, supostamente, fiscalizar lojas da rede nas cidades de Balsa Nova e Ponta Grossa, no Paraná.

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