Política Nacional

Reeleição de Alcolumbre no Senado é inconstitucional, diz consultoria

Publicados

em


source
Davi Alcolumbre (DEM-AP)%2C presidente do Senado Federal
Marcos Oliveira/Agência Senado

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal

A reeleição de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado foi considerada inconstitucional, segundo uma análise feita pela consultoria legislativa da Casa a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O parecer consta em documento que não é tido como posicionamento oficial do Senado, mas pode servir como embasamento para a tomada de decisão dos parlamentares.

“É conhecido o critério adotado tanto pelo Senado Federal quanto pela Câmara dos Deputados para a eleição de suas mesas, e esse critério, embora tenha comportado mudanças, nos 30 anos de vigência da Constituição de 1988 e do regime democrático que ela instituiu, nunca comportou a reeleição dentro de uma mesma legislatura, após o exercício pleno de um mandato”, diz a nota assinada pelo consultor legislativo Arlindo Fernando de Oliveira.

Leia Também:  STJ decide adiar recurso de Lula no processo sobre triplex no Guarujá

A possibilidade de reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve ser julgada nos próximos meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento ocorrerá após um questionamento feito pelo PTB.

A Procuradoria-Geral da União (PGR) e a  Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestaram dizendo que se tratava de assunto interno das Casas.

Um parecer da Mesa Diretora do Senado defendeu a recondução dos presidentes e, seguindo a mesma linha, a senadora Rose de Freitas (sem partido-ES) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que abre caminho para a possibilidade de reeleição.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Tratamento de câncer de Covas não tem data para acabar, diz médico do prefeito

Publicados

em


source
Prefeito Bruno Covas falando ao microfone
Patrícia Cruz/Divulgação

Prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB

O tratamento que o prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputa a reeleição da Prefeitura de São Paulo , está fazendo contra um câncer na cárdia, que fica localizado na região de transição entre o estômago e o esôfago, não tem data para acabar. A avaliação é feita por um dos médicos da equipe que acompanha o tratamento do tucano.

O oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer acompanha Covas desde o início do diagnóstico, em 28 de outubro de 2019. Além dele, integram a equipe que o assiste no Hospital Sírio-Libanês os médicos David Uip, Roberto Kalil Filho e Artur Katz, todos do Hospital Sírio-Libanês.

No último dia 14, o prefeito fez a 12ª aplicação de imunoterapia. “Eu examinei ele de ponta-cabeça. Está clinicamente ótimo”, afirmou Pfiffer ao jornal Folha de S. Paulo .

Embora os estudos apontem um prognóstico ruim para a doença, o tratamento avançou muito nos últimos anos. No caso de Covas, além do tumor na cárdia, foram detectadas lesões menores no fígado e nos linfonodos ao lado do estômago.

Leia Também:  Tratamento de câncer de Covas não tem data para acabar, diz médico do prefeito

Entre outubro e fevereiro último, o prefeito chegou a fazer oito sessões de quimioterapia. Eles respondeu bem ao tratamento e as lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram. Por conta disso, desde fevereiro ele passou a fazer uso da imunoterapia, uma técnica inovadora que usa anticorpos monoclonais para estimular o sistema imunológico.

As drogas não visam atacar as células do tumor, como na quimioterapia convencional, mas sim estimular as células de defesa do próprio organismo do paciente para que elas combatam a doença. As aplicações duram cerca de 30 minutos e ocorrem a cada três semanas.

“Uma outra vantagem é que tem menos efeito colateral do que a quimioterapia. Depois que a gente mudou para a imunoterapia, ele está muito melhor clinicamente, mais bem-disposto. É um cara jovem, forte”, disse Pfiffer.

A cada três ciclos de imunoterapia, dois meses aproximadamente, Covas faz exames laboratoriais e de imagem (endoscopia, ressonância magnética e PET/Scan) para avaliar os resultados. “Eles têm mostrado que a doença está muito bem controlada”, afirmou o médico.

Segundo o oncologista, não há um prazo para a duração das aplicações. “É um tratamento promissor. Para essa doença [do prefeito], começamos [no Sírio] neste ano. Ele tem uma chance grande de uma resposta duradoura [regressão do câncer].”

Leia Também:  Rodrigo Maia defende reformas e rejeita nova Constituição

Pfiffer diz ainda que a forma como Covas tem reagido ao enfrentamento da doença surpreende a todos. “Não apenas no aspecto do tumor, mas em relação a toda condição clínica. Teve Covid, foi praticamente assintomático. Fisicamente, está tirando tudo de letra. Emocionalmente, nunca se deixou abater.”

Em junho deste ano, Covas foi diagnosticado com Covid-19, afastou-se e retornou ao cargo duas semanas depois.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA