Economia

Rede de água que vai abastecer novo Hospital Unimed fica pronta em até 8 meses

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Abastecimento em Cachoeiro

Este serviço para ampliar a rede de abastecimento é condição fundamental para que o novo hospital possa funcionar

Por Ilauro Oliveira | 19.06.2019

A rede de água que vai permitir o abastecimento do novo hospital Unimed Sul Capixaba, no bairro União, fica pronta em até 8 meses. É o que afirmou a este site a BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Cachoeiro de Itapemirim.

Pela informação, serão, em média, três meses para que chegue todo o material necessário à expansão da rede. A partir daí, inicia-se o trabalho que terá uma duração de aproximadamente 4 a 5 meses. O prazo teve início na sexta-feira (7) quando o prefeito Victor Coelho (PSB) autorizou as obras de extensão. 

Este serviço para ampliar a rede de abastecimento é condição fundamental para que o novo hospital possa funcionar. Trata-se do maior investimento na área de saúde da região Sul nos últimos anos, com investimentos acima de R$ 72 milhões.

Porém, as obras de extensão da rede de água tratada não servem apenas ao novo empreendimento. As localidades de Timbó, Retiro/Safra, Km 9, Monte Líbano e distrito de Alto Gironda também serão beneficiadas.

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A prefeitura investirá R$ 2,4 milhões nos serviços. Serão construídos cerca de 24 quilômetros de redes, levando mais qualidade de vida a, aproximadamente, 1.800 pessoas. Tudo isso somado aos benefícios do novo hospital, que além de fortalecer o atendimento de saúde em toda a região Sul, irá gerar aproximadamente 600 empregos em sua fase inicial de operações.

Atualmente as localidades escolhidas para receberem as redes de água tratada são abastecidas por meio de carros-pipa ou utilizam os mananciais locais. Os recursos a serem investidos na extensão das redes são provenientes da Agersa (Agência Reguladora) e foram repassados ao município.

Para a execução das obras, a prefeitura de Cachoeiro optou pela modalidade de subvenção para investimentos, que desonera o valor orçado pelo prestador de serviços, devido à não-incidência de tributos sobre os custos das obras.

Com isso, foi possível reduzir o orçamento para a construção das redes de água, superior a R$ 4 milhões, em cerca de R$ 2 milhões, de acordo com estudos da Agersa.

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Mesmo rejeitados por comitês, acionistas aprovam nomes para Petrobras

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Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração
Felipe Moreno

Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração

Os dois indicados pelo governo federal para o Conselho de Administração da Petrobras e que tiveram nomes recusados pelos comitês internos da companhia e pelo colegiado foram aprovados em assembleia de acionistas realizada na tarde desta sexta-feira (19).

Ricardo Soriano de Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional e, portanto, ligado ao ministro Paulo Guedes, e Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro, secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, foram considerados pelos comitês de Elegibilidade (Celeg) e de Pessoas (Cope) da estatal como inelegíveis por apresentarem conflito de interesses para assumirem os cargos.

Os nomes de Soriano e de Castro somente entraram na lista de candidatos no início da assembleia de acionistas por indicação do procurador da Fazenda Nacional Ivo Cordeiro Pinho Timbó, representante da União.

Ao todo, o governo federal, acionista controlador da Petrobras, elegeu seis de seus oito indicados. Além de Caio Paes de Andrade, já nomeado de forma provisória para que assumisse a presidência da estatal, entraram Gileno Gurjão Barreto, atual presidente do Serpro; Iêda Cagni, presidente do Conselho do Banco do Brasil, e Edison Antonio Costa Britto Garcia, à frente do Conselho do Banco de Brasília.

Barreto, conforme indicação do governo, será o novo presidente do colegiado da Petrobras. Foram eleitos ainda José João Abdalla Filho e Marcelo Gasparino da Silva, indicados pelos acionistas minoritários.

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Contestação antes e durante a assembleia

É mais um degrau galgado pelo governo em seu esforço de intervir na política de preços da companhia em meio à crise dos combustíveis. Desde o início de 2021, o presidente Jair Bolsonaro fez três trocas no comando da Petrobras.

Na abertura da assembleia, que foi realizada em formato on-line, Timbó afirmou que a União não corrobora “com as manifestações meramente opinativas” dos comitês da Petrobras sobre as indicações de Soriano e Castro. E que dispunha de “robustos posicionamentos técnicos” da Controladoria Geral da União e de outros órgãos de governo de que não há conflito de interesse relativo a esses nomes.

Fernando Leite Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), se manifestou contra a decisão de aceitar a indicações recusadas pelos comitês e pelo board.

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“É seríssima irregularidade ratificar os nomes. Há um brutal conflito de interesse entre as funções que esses indicados exercem no governo e os cargos no Conselho de Administração da Petrobras”, disse ele, destacando haver risco de “intervenção espúria” na estatal.

Siqueira chegou a pedir que a assembleia fosse suspensa de forma a impedir que não se pudesse “passar por cima da legislação”, mas teve seu pedido negado. A mesa reconheceu os nomes dos dois indicados na lista para eleição dos membros do Conselho.

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Na última semana, a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) recorreu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo que a assembleia fosse suspensa. O órgão regulador do mercado de capitais negou o pedido na última terça-feira.

A Anapetro também se juntou à Federação Única dos Petroleiros para pedir a suspensão da assembleia na Justiça Federal para impedir que o governo eleja os dois indicados que foram recusados pelo comitê de elegibilidade da estatal.

Resultado será judicializado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) considerou a eleição dos nomes indicados pelo governo e reprovados pelos comitês da Petrobras como “descaso com a governança corporativa e abuso de direito do acionista majoritário”, informou em nota.

E vai entrar com ação na Justiça Federal na segunda-feira, pedindo a anulação da assembleia, disse Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Mário Dal Zot, presidente da Anapetro, disse que permitir a eleição de Soriano e Castro é “um precedente” que não se pode deixar acontecer.

“A nomeação de pessoas passíveis de conflitos de interesses e sem a necessária formação e experiência no setor de petróleo e gás é inadmissível, pois, além de ferir a lei, ficam mais sujeitas a desmandos do acionista majoritário, podendo trazer prejuízos para a empresa a partir de medidas danosas e muitas vezes eleitoreiras”, afirmou.


Fonte: IG ECONOMIA

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