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Quer ajudar a Nasa a projetar um banheiro na lua e ganhar R$ 192 mil?

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Nasa/Divulgação

Nasa está buscando novos projetos para um banheiro que funcione na lua


A Nasa está buscando candidatos – qualquer pessoa pode se inscrever – que queiram projetar um banheiro na Lua e ainda ganhar até R$ 192 mil por isso. Não, caro leitor. Você não leu errado. A agência espacial estabeleceu uma meta ambiciosa de enviar astronautas de volta à Lua até 2024 e a tripulação, obviamente, terá que ir ao banheiro durante a missão .

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O banheiro precisa funcionar com o módulo de aterrissagem lunar Artemis, ou seja, trabalhar tanto na microgravidade do espaço quanto no satélite lunar, onde a gravidade é cerca de um sexto do que sentimos na Terra. Além disso, a missão incluirá a primeira mulher astronauta a viajar para a lua, então o uso do compartimento será compartilhado.

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Outro requisito é que os projetos dos banheiros também devem economizar água e “ajudar a manter um ambiente intocado dentro da sonda, livre de odores e outros contaminantes”. Também devem ser capazes de comportar uma tripulação de dois astronautas por 14 dias e permitir a transferência dos resíduos coletados para armazenamento ou para descarte fora do veículo.

O banheiro ainda deve ser de fáceis de limpeza e manutenção , além de oferecer um tempo de resposta de cinco minutos ou menos entre os usos. O espaço também será um problema; portanto, o banheiro precisa pesar menos de 13 kg na Terra e ter menos de 0,12 metro cúbico de volume.

Para se ter uma ideia, um banheiro a bordo da Estação Espacial Internacional é do tamanho de um pequeno armário .

O prêmio principal é de US$ 20.000 e os segundo e terceiro colocados receberão US$ 10.000 e US$ 5.000, respectivamente. O prazo para envio dos projetos é 17 de agosto e os vencedores serão anunciados em outubro.



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Oito novas espécies de insetos são descobertas no Espírito Santo

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Oito novas espécies de insetos foram descobertas na região norte do Espírito Santo. Os novos registros são fruto do projeto “Entomofauna do Espírito Santo”, que é desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com o objetivo de identificar a biodiversidade de insetos do Estado. As oito espécies de besouros, até então desconhecidos pela ciência, foram nomeadas como: Microibidion fiuzai, Iquiracetima venturai, Adesmus culiki, Xenofrea simplicioi, Xylergates quinquetuberculatus, Trichonius w-notatus, Pseudobeta casariae e Xenofrea mariae.

O estudo do projeto de pesquisa contempla a identificação de espécies de insetos Coleoptera, da família Cerambycidae, que foram coletados com diferentes métodos de captura em ambiente de Mata Atlântica, nos municípios de Aracruz, Linhares e Sooretama. O engenheiro agrônomo, doutor em Entomologia, pesquisador voluntário do Incaper e coordenador do projeto, David dos Santos Martins, explicou que, embora o conhecimento sobre a biodiversidade de insetos no Espírito Santo seja relativamente pequeno, os poucos estudos realizados nessa área têm mostrado uma entomofauna rica, com espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.

“A conservação da diversidade de insetos tem recebido enorme atenção nos últimos anos, com o reconhecimento do papel fundamental que exercem na manutenção dos processos ecológicos nos ecossistemas. Para compreendermos a totalidade dos benefícios dos insetos no equilíbrio ambiental, é necessário identificar as espécies existentes e organizá-las com informações a respeito de seus atributos”, afirmou o pesquisador.

Os Cerambycidae, ou cerambicídeos, são bem comuns nos ecossistemas florestais onde exercem papéis importantes na manutenção e evolução dos processos ecológicos, por meio de numerosos mecanismos naturais. Os besouros dessa família de insetos, também conhecidos como serra-paus, possuem antenas geralmente longas e se destacam por serem dos grupos de insetos que mais causam danos às espécies florestais. As suas larvas são em sua maioria brocas caulinares, perfuram e formam galerias na madeira ao se alimentarem, sendo capazes de causar sérios danos às árvores e também à madeira recém-cortada.

A descoberta dessas novas espécies de besouros traz enormes benefícios relacionados à biodiversidade no Estado, como destacou Martins. “O primeiro passo deve ser dado no sentido de se conhecer a composição da entomofauna existente para se compreender a biologia e ecologia dessas novas espécies e, consequentemente, suas aplicabilidades à agricultura, ao meio ambiente e para a sociedade”, completou.

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O Espírito Santo tem a totalidade do seu território abrangido pelos domínios da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em diversidade e produtividade e mais ameaçados do planeta. Apesar de manter apenas 8,85% do seu território com sua cobertura original, o Estado contém vários fragmentos desse bioma, com formação de vegetações distintas, determinadas principalmente por fatores geológicos e edafoclimáticos. Essa heterogeneidade de vegetação permite a formação de vários ecossistemas propícios ao desenvolvimento de uma grande riqueza de espécies de insetos e a sua preservação, conforme explicou o engenheiro agrônomo.

Os registros dos insetos foram revelados em dois artigos científicos, publicados na revista “Papéis Avulsos de Zoologia”, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Os artigos, em inglês, também estão disponíveis no site da Biblioteca Rui Tendinha.

Mais sobre o projeto

O projeto “Entomofauna do Estado do Espírito Santo”, além dos cerambicídeos, tem estudado vários outros grupos de insetos, por meio de coletas de espécimes em diversos ambientes do Estado. Também é desenvolvido o trabalho de reunir informações da biodiversidade de espécies de insetos já registrados e que se encontram dispersas em várias coleções científicas de Instituições e publicações especializadas no Brasil e Exterior, com suas respectivas plantas hospedeiras e distribuição no Estado. O principal objetivo do projeto é tornar os registros conhecidos, disponíveis e de fácil consulta aos segmentos do ensino, pesquisa, extensão rural, defesa agropecuária entre outros.

O desenvolvimento do projeto acontece há cerca de 15 anos no Incaper e tem a finalidade de disponibilizar os resultados de forma digital, em um Catálogo da Entomofauna do Espírito Santo, que vem sendo construído pelo Instituto. O catálogo, atualmente, conta com 5.725 espécies distribuídas em 23 ordens de insetos e 237 famílias de insetos, além de 1.118 referências e artigos sobre o tema recuperados.

Nomes homenageiam pesquisadores do Incaper

Das oito novas espécies descobertas de insetos cerambicídeos, duas receberam nomes de dois pesquisadores do Incaper. O pesquisador José Aires Ventura foi homenageado com a espécie Iquiracetima venturai, como forma de reconhecimento pela trajetória profissional dedicada à pesquisa na área de proteção de plantas no Estado, e por ser um dos pesquisadores mais reconhecidos nacional e internacionalmente do Instituto, destacou o engenheiro agrônomo David Martins.

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O pesquisador Mark Culik foi homenageado com a espécie Adesmus culiki, devido ao trabalho dedicado à pesquisa entomológica no Espírito Santo, de forma voluntária, e suas importantes e significativas contribuições para o conhecimento da biodiversidade de insetos do Estado. Martins destacou, ainda, a homenagem com a espécie Microibidion fiuzai, feita a Paulo Sérgio Fiuza Ferreira, professor titular aposentado da Universidade Federal de Viçosa (UFV), especialista em Taxonomia de Heteroptera, sobretudo de Miridae, com uma vida profissional dedicada aos estudos dos insetos, sendo boa parte à entomofauna do Espírito Santo.

“Homenagear esses pesquisadores com o nome dessas espécies é uma forma de perpetuar os seus nomes na história zoológica pelo reconhecimento das suas grandes contribuições à ciência”, ressaltou o pesquisador.

Importância dos insetos para o ecossistema

Os insetos compõem o maior e mais diversificado grupo de animais do planeta e são essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas, onde desempenham funções indispensáveis, como a propagação de plantas, por meio da polinização e dispersão de sementes, a reciclagem de nutrientes, a manutenção da estrutura da comunidade de animais e a manutenção da composição e da estrutura da comunidade de plantas, além de ser parte importante da cadeia alimentar. Além de sua importância ecológica nos ambientes naturais e agrícolas, os insetos também possuem importância econômica contribuindo para a produção de produtos, como mel, seda, tinturas, entre outros.

“Devido à grande importância, é necessário a conservação. O declínio e extinção dos insetos podem ser causados por mudanças climáticas, porém, a principal ameaça para a biodiversidade é a perda dos habitats naturais. O território do Estado está totalmente inserido na Mata Atlântica, que é caracterizada por sua biodiversidade. No entanto, o desmatamento causado principalmente pelas ações de expansão das atividades econômicas e o crescimento das cidades reduziu a extensão territorial do bioma no Espírito Santo, o que contribuiu para a perda de sua biodiversidade”, observou Martins.

Confira as imagens dos insetos na galeria abaixo.

Texto: Andreia Ferreira e David dos Santos Martins

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Incaper
Andreia Ferreira
(27) 3636-9868 / 9865
[email protected]

Fonte: Governo ES

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