Análise Política

Quem casou PR com PC do B foi um químico chamado Lula

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A incredulidade sobre a aliança entre PR e PC do B em Cachoeiro só existe onde menos deveria existir: na cabeça dos petistas.

 

Porque o óbvio ululante é que haja essa aliança. É só olhar como o governo do PT administra o país há dez anos, misturando todos os tipos de P,s das mais diversas cores e ideologias. E olha que esses P,s não representam só partidos, mas também velhas putas políticas.

 

O estranho nisso é uma coisa só: trata-se de o PT de Cachoeiro não comandar essa unidade. Isso sim é estranho. Talvez por isso os petistas dizem tratar-se de uma mistura de água e óleo.

 

Ora, quem ensinou essa mistura foi o Lula. Se em Cachoeiro a administração atual não soube fazê-la, não se pode culpar os ingredientes, e sim o laboratório que não teve competência de misturar.

 

O mesmo laboratório do qual tratamos também conseguiu a proeza de não colocar o PMDB nessa mistura. Mais uma vez o químico falhou em Cachoeiro, sem seguir a cartilha que o mestre Lula mandou.

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Uma pergunta: se a mistura PC do B/PR/PMDB tivesse sido feita sob o comando do PT, pareceria estranho? Pareceria algo tipo água, óleo e azeite?

 

Repito: não há nada de errado, exceto o fato de não ser o PT o autor da façanha. Se a união PR/PC do B não agrada a um ou a outro, isso é apenas um ponto de vista.

 

Mas todo ponto de vista é visto de um ponto.

 

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Mas um dia chegou e nós desprevenido / Caímo no chão como dois inimigo / Nos batendo estropiando destruindo o construído…/ No fundo do tacho um gosto de fel/ Mas um dia as abeia se voltam todinhas/ E no milagre da lida/ O amor vira mel / No milagre da lida/ O amor vira mel“ – Eta Nóis (Luli e Lucina)

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Análise Política

Desafios em tempos de pandemia – Castelo como centro do debate

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A crise econômica que se abate (e vai piorar) sobre o mundo, e que consequentemente atingirá todos os níveis federativos, trará consigo tempos desafiadores para quem sonha em seguir a vida pública.

As novas datas eleitorais aprovadas pelo Congresso Nacional servirão não apenas para que o Brasil ganhe tempo e combata com mais eficácia o Covid-19 antes de levar os eleitores às urnas. O prazo maior servirá principalmente para que partidos e políticos reflitam sobre o caminho que será construído em seus municípios.

Não haverá mais espaço para demagogia política e pedaladas administrativas e financeiras. Quem se aventurar em assumir uma prefeitura, a partir de janeiro de 2021, vai precisar mostrar, com uma clareza nunca antes explicitada, o que fará e como fará, considerando o cobertor curto nas finanças municipais, estaduais e nacional.

A reflexão de agora vem bem a calhar com um fato ocorrido exatamente ontem, 2 de julho, no município de Castelo. A prefeitura demitiu cerca de 100 servidores, sendo que destes 76 são da área da Educação.

Por que demitiu? Maldade do prefeito? Perseguição política? Não. A resposta é outra. O município de Castelo é um entre tantos outros Brasil afora que já se encontrou cara a cara com o desafio de administrar com muito menos dinheiro que em outros tempos.

Fui atrás dos números em Castelo. De 01 de março a 30 de junho deste ano, o município deixou de arrecadar com as principais receitas um valor total de R$ 6. 044. 119, 74. Algo equivalente a uma queda de 19,38% do valor que estava previsto para este período.

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Não, você não leu errado. É isso mesmo. Em quatro meses Castelo perdeu mais de 6 milhões de reais. As principais fontes de receita (FPM, ISS, COSIP, Royalties estadual e federal, FEP, ICMS e Fundeb) caíram drasticamente.

Para sentir o nível do drama municipal, basta que se faça um exercício rápido nas próprias finanças de sua casa ou de sua empresa, pensando o que você faria se seu orçamento caísse em 19,38%.

Não há mágica, nem máquina de fabricar dinheiro. Tampouco existe dinheiro público, como ensinam os economistas. Existe sim o dinheiro do contribuinte. Se esse dinheiro não circula, ele simplesmente não entra nos cofres públicos. A pandemia limitou a produção e gerou desemprego, reduzindo drasticamente a movimentação financeira e com ela a capacidade de pagamento de dívidas… incluindo impostos.

Mas é bom observar que Castelo não encontrou-se apenas hoje com a sua realidade e com a necessidade de cortar investimentos e adequar seus gastos a essa nova realidade. Já havia uma projeção de queda e que se concretizou. O valor do FUNDEB orçado para março, abril, maio e junho era de R$ 7. 643. 333, 33, mas o que entrou foi R$ 6. 633. 942, 40. Um diferença de mais de 1 (um) milhão.

Lá atrás, diante da verificação dessa queda no setor educacional, foi feita uma tentativa para evitar o desemprego.

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A primeira proposta para alteração na Lei do Auxílio Alimentação para a Câmara previa a redução do seu valor, que atualmente é de R$ 600, 00 para R$ 200, 00 a todos os servidores (contratados, efetivos e comissionados). Houve pressão dos efetivos e a medida não vingou.

Então houve o plano B. A redução do Auxílio-Alimentação dos servidores contratados e comissionados até novembro deste ano, de R$ 600, 00 para R$ 300, 00. Mantendo para os efetivos o valor de R$ 600, 00.  Esse projeto passou na Câmara, mas não foi suficiente para amenizar as perdas orçamentárias, levando à medida extrema adotada ontem.

O caso das demissões em Castelo, bem como o debate sobre a redução de um benefício legítimo dos servidores (Auxílio-Alimentação), mas que se fazia necessário nesse momento de redução abrupta da receita, remete-nos ao raciocínio inicial: diante de tempos desafiadores nas finanças municipais, haverá espaço para promessas demagógicas de futuros pretendentes aos cargos públicos?

Com pouco dinheiro em caixa e com a continuidade da queda orçamentária, o próximo mandato para qualquer prefeito capixaba será extremamente difícil. Muito mais que o presente. O candidato que se apresentar sem dizer como irá cortar gastos e como fará mais com menos deve ser definitivamente esquecido pelo eleitor.

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O próximo artigo vai se aprofundar nas ações  administrativas e nas relações políticas do prefeito Domingos Fracaroli, nestes seus 7 meses de governo.

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“Não existe almoço grátis” – Robert Heinlein 

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