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Queiroga deve ser o primeiro ouvido pela CPI da Covid, diz senador

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Senador Humberto Costa (PT-PE)
Agência Brasil

Senador Humberto Costa (PT-PE)

Humberto Costa (PT-PE), um dos senadores indicados para compor a CPI da Covid, disse em entrevista à CNN Brasil que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve ser o primeiro convidado a prestar esclarecimentos sobre as ações do governo federal durante a pandemia. 

Segundo o senador da oposição, a escolha pelo atual titular da Saúde se dá pelo motivo de que a CPI, em um primeiro momento, deve buscar respostas sobre as medidas de combate à Covid-19 que devem ser adotadas imediatamente.

“Acho que o primeiro convidado deve ser o próprio ministro da Saúde, para que ele possa nos dizer o que o governo pretende fazer daqui para frente para o controle da pandemia, como eles estão enfrentando e procurando resolver os problemas emergenciais, como a escassez de vacinas, como a crise de abastecimento de medicamentos para procedimentos complexos como as entubações. A CPI tem que exercer o papel de investigar, mas também exercer o papel para que o governo cumpra a sua missão, e nós vamos cobrar”, afirmou o senador, que foi ministro da Saúde por pouco mais de dois anos durante o primeiro mandato do governo Lula.

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O senador disse que a CPI deve começar o “mais urgente possível” e que a agilidade para o início dos trabalhos deveria ser um interesse também do governo federal, já que a investigação pode se alongar até próximo das eleições de 2022.

“Defendo que a CPI comece de imediato, temos que apresentar a proposta de um funcionamento misto, ouvir pessoas, fazer reuniões onde tenhamos um debate mais conceitual, ouvindo cientistas e professores, pode ser feito de forma remota. As audiências onde vamos escutar testemunhas e debater quebra de sigilos ou acesso a documentos sigilosos, essa podemos fazer de modo presencial ou semi presencial, um pouco mais para frente, dentro de 1 mês e meio, quando melhorar a situação da pandemia”, afirmou Costa. 

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CPI da Covid quer investigar ação de Ernesto Araújo para compra de cloroquina

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Ernesto Aráujo, ex-ministro das Relações Exteriores
Márcio Batista/MRE

Ernesto Aráujo, ex-ministro das Relações Exteriores

A CPI da Covid quer investigar a  ação do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo que garantiu o fornecimento de cloroquina ao Brasil. De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo , o ex-chanceler ofereceu a estrutura do Itamaraty para a vinda do medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19 mesmo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) interromper testes clínicos.

O depoimento de Araújo na comissão, que inicialmente estava previsto para esta semana, foi adiado para 18 de maio.

A corrida do Itamaraty atrás da cloroquina começou pouco depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falar em “possível cura para a doença” em suas redes sociais, em 21 de março do ano passado.

Durante todo o mês de abril de 2020, houve inúmeros pedidos do Itamaraty para obtenção de cloroquina. O remédio é defendida por Bolsonaro para a cura, tratamento e prevenção contra a Covid-19.

Até novembro de 2020, o Ministério das Relações Exteriores não havia enviado instruções específicas para diplomatas avaliarem potenciais fornecedores de vacinas ou medicamentos na China, segundo pessoas envolvidas em negociações.

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O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta segunda-feira (10) que Ernesto será questionado, em seu depoimento na comissão, sobre os esforços para a compra de cloroquina.

Segundo Aziz, os senadores apelaram inúmeras vezes a Ernesto, quando estava no cargo, para fazer esforços internacionais para comprar vacinas. Para o presidente da CPI, o depoimento do ex-chanceler vai ajudar a apurar o papel do Itamaraty na compra de vacinas e medicamentos contra a Covid.

“Ele fez esforços para comprar cloroquina, que não funciona, e negligenciou compra de vacinas, que funcionam.”

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que serão levantadas informações para investigar como atuou o Itamaraty sob o comando de Ernesto na pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“Serão fundamentais para elucidação dos fatos e atrairá os refletores para o depoimento do ex-chanceler. Outros fatos dessas tratativas internacionais também serão levantados.”

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