Agronegócio

Quatro amostras de cacau do Pará foram selecionadas para a premiação Internacional Cocoa Awards 2021

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Com a riqueza natural da Amazônia, empenho dos produtores rurais, investimentos em pesquisas e estímulos de instituições públicas e privadas, o Pará se tornou o maior e mais eficiente produtor de cacau do Brasil, com 133 mil toneladas de amêndoas produzidas em 2019. E alcançou a maior produtividade do mundo com 26 mil propriedades, em 191 mil hectares, segundos dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

A Transamazônica se tornou a rota do cacau. Das oito amostras brasileiras selecionadas, quatro amostras de cacau paraenses, sendo três de Novo Repartimento e uma de Medicilândia, foram selecionadas para representar o Brasil no International Cocoa Awards 2021, que será anunciado durante o Salão do Chocolate de Paris 2021.

O feito consolida a qualidade internacional das amêndoas produzidas no Estado, o que abre a perspectiva de novos mercados exportadores para o cacau do Pará, além de servir como atrativo para que indústrias do setor de chocolate se instalem em território paraense. A competição, que é considerada de maior prestígio, proporciona o reconhecimento global aos produtores de alta qualidade, celebrando a diversidade de sabores das diferentes origens do mundo.

Um dos representantes da COOPATRANS que detém a marca Cacauway, Ademir Venturini, que teve a amêndoa de Medicilândia selecionada, disse da alegria de participar de mais uma seleção e destacou a qualidade do chocolate produzido em Medicilândia. “O Pará é um grande produtor do cacau de qualidade, mas nosso intuito também é atrair o olhar para o chocolate produzido nas nossas fábricas. Produzimos a melhor amêndoa de cacau no Brasil, somos os maiores produtores de cacau do Brasil e buscamos o reconhecimento internacional”, disse Ademir.

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As amêndoas dos produtores João Evangelista, João Rios e Valdemiro Broechl, do município de Novo Repartimento, na região da Transamazônica, são produzidas no assentamento Tuerê. O técnico do projeto na região, Pedro de Souza dos Santos, da Secretaria de Agricultura de Novo Repartimento cedido à Ceplac e consultor da Solidaridad Brasil, fala do orgulho que é ver três das quatro amostras selecionadas serem de Novo Repartimento. “É algo inédito um município do Pará ter três amostras selecionadas, o que para nós, é motivo de muita alegria”, conta. “Estamos com a missão de representar o Pará em Paris e na expectativa de que nossas amêndoas sejam selecionadas, ficando entre as 50 melhores do mundo”, revela Pedro.

A próxima edição do Salon du Chocolat está prevista para ser realizada de 28 de outubro a 1 novembro de 2021.

Entenda a seleção nacional

Realizada pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial, as avaliações iniciaram com análises físico-químicas de prova de corte e análise de acidez, realizadas pelo laboratório de classificação de cacau do CIC. No total, 31 amostras foram recebidas e avaliadas na fase inicial. Em seguida, as amostras que obtiveram os requisitos mínimos exigidos pelo COEX seguiram para a segunda etapa, avaliação sensorial de amêndoas de cacau não torradas.

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A etapa de avaliação sensorial de amêndoas não torradas foi realizada no laboratório LABSENSO do CIC, juntamente com a Ceplac, onde todas as amostras classificadas na fase anterior foram analisadas sensorialmente por uma prova de cupping com o foco principal na identificação dos defeitos sensoriais (off flavours) presentes e destacados nos lotes de cacau. As 14 amostras classificadas seguiram para fase final de avaliação sensorial. Foram processadas em líquor e analisadas pelo painel sensorial do CNO, que se reuniu nos dias 06 e 07 de janeiro de 2021, no LABSENSO para análise e seleção das 08 amostras classificadas.

O Brasil participou de todas as edições internacionais sob a coordenação da Ceplac, com 3 prêmios ICA, e, desde a edição de 2019, em parceria com o Centro de Inovação do Cacau – CIC, vem realizando todas as etapas que envolvem a seleção final das amêndoas que irão para avaliação do Comitê Internacional concorrer ao ICA.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Cultivo do coco vira possibilidade para produtores de Mato Grosso

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O plantio do coco vem ganhando novas regiões de cultivo. Produtores do Sudeste e Centro-Oeste do país estão explorando a cultura com a finalidade de produção de água de coco. Segundo o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Rafael Reginato Ávila, o cultivo apresenta um grande potencial de exploração.

 “A cultura apresenta uma grande diversidade nas formas de comercialização. O coco é aproveitado de forma industrial através da extração do óleo utilizado na produção de cosméticos, produtos de limpeza, higiene e medicamentos. In natura com o consumo da água e na utilização no preparo de doces e também para confecção de objetos através de sua casca fibrosa”.

Ávila conta ainda que existem três principais variedades de cultivo. “O produtor pode escolher entre gigante, anã e híbrida. É importante que ele se atente aos critérios específicos como estudo do mercado local, potencial produtivo da área e necessidades do público alvo e também se sua propriedade rural atende as necessidades da cultura como solo, clima e questões hídricas”.

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O treinamento ofertado pelo Senar-MT em parceria com os sindicatos rurais, possui 40 horas e tem como objetivo ensinar os participantes a fazer o cultivo do coco para consumo, processamento e comercialização, utilizando práticas atuais e de diferentes níveis tecnológicos de produção.

Ingrid Weber, 50, moradora do município de Nobres, aproveitou o curso demandado pelo Sindicato Rural de Rosário Oeste para aprender um pouco mais sobre a cultura. “Além de me interessar bastante pelo cultivo, achei uma boa oportunidade de aprendizado para investir nesse tipo de produção, que ainda falta em nossa cidade”.

A artesã acrescenta que através dos conhecimentos aprendidos no treinamento pretende realizar seu próprio plantio além de repassar as informações para vizinhos e familiares. “Em nosso município necessitamos muito de treinamentos voltados ao cultivo de culturas, até para investirmos mais na agricultura local. Após o treinamento pretendo realizar meu próprio plantio e repassar os aprendizados aos meus filhos e netos. E, caso algum vizinho precise de informações, irei auxiliar também”.

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Fonte: CNA Brasil

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