Tecnologia

Quase 20 mil bicicletas elétricas são descartadas pela Uber

Publicados

em


source

Olhar Digital

Uber
Reprodução/Twitter/Cris Moffitt

As bicicletas foram destinadas para reciclagem


Dois anos atrás, a Uber comprou a startup de compartilhamento de bicicletas Jump mas, há três semanas, decidiu transferir o negócio para a Lime. Como parte do acordo, além da demissão da maioria dos funcionários, algumas bicicletas elétricas foram de uma empresa para a outra. Apesar disso, quase 20 mil unidades foram descartadas.

Uma série de vídeos compartilhada no Twitter mostra caminhões levando os veículos para um pátio de reciclagem. Lá, os funcionários retiram as baterias e os pneus e reciclam a parte metálica das bicicletas .


Em comunicado, a Uber afirmou que a intenção era de doar as bicicletas que não fossem ser reaproveitadas pela Lime, mas problemas impossibilitaram que todas tivessem esse fim. “Tivemos muitos problemas significativos – incluindo manutenção, responsabilidade, preocupações com segurança e falta de equipamento de carregamento para consumidores – e decidimos que a melhor abordagem era reciclá-las com responsabilidade”, explicou a empresa.

Leia Também:  Sabadou! Confira os filmes e séries da semana na Netflix

Leia também: Uber lança ferramenta para enviar encomendas; veja como usar

Como foram projetadas para o uso compartilhado, as bicicletas possuem algumas características que complicariam uma doação. Os equipamentos especiais para o carregamento precisariam de uma modificação para o uso doméstico, enquanto o tamanho e o peso tornam o veículo difícil de usar sem o recurso elétrico .

Apesar de tudo, este acaba sendo um fim irônico para um equipamento que foi projetado em nome da sustentabilidade . Pelo menos algumas partes estão sendo recicladas e poderão ser usadas em novas bicicletas ou outros itens.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Entenda como cobras voadoras podem ajudar na criação de robôs

Publicados

em


source

Olhar Digital

robôs
Reprodução

Chrysopelea paradisi em Sabah, na Malásia


Naturais do sul e sudeste da Ásia, as cobras da espécie Chrysopelea paradisi são notáveis pela  capacidade de saltar de árvores e planar no ar por distâncias de até 24 metros. Essa característica não só ajuda os animais a se locomoverem no habitat, mas também os auxilia a evitar predadores.


Quando estão em trajetória no ar, as serpentes promovem ondulações em seus corpos, como se estivessem deslizando no solo. O movimento chamou atenção de cientistas que, na última segunda-feira (29), publicaram um estudo na revista Nature com novas descobertas sobre a dinâmica das ondulações aéreas da Chrysopelea paradisi.

Em 2014, pesquisadores chegaram a analisar as forças aerodinâmicas presentes no saltos dos animais. Dessa vez, o objetivo principal foi entender com mais aprofundamento quais os efeitos das ondulações sobre a estabilidade das serpentes enquanto elas estão no ar.

Leia Também:  Jogo Fallout vai virar série do Amazon Prime Video

Para isso, a pesquisa usou um sistema de monitoramento de movimentos e acoplaram sensores em pontos específicos do corpo das serpentes. Em vídeo publicado pela Nature,  Isaac Yeaton, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade Johns Hopkins (EUA), afirma que o princípio é o mesmo usado em filmes de ação em Hollywood .

Da natureza aos robôs

Os pesquisadores montaram uma espécie de estúdio para induzir os saltos das serpentes. A estrutura do ambiente contou com um chão forrado por espuma e uma espécie de escada. No topo da estrutura foram introduzidos galhos, em que as cobras eram posicionadas para o salto. Os cientistas ainda instalaram uma árvore falsa no meio do estúdio para que as serpentes tivessem um alvo e fossem incentivadas a pular.


Os sensores acoplados nas serpentes produziram dados, que formaram um modelo em 3D do movimento dos animais. Os autores então simularam saltos com e sem ondulações.

“Uma das conclusões deste estudo é que a ondulação aumenta a estabilidade das serpentes voadoras”, afirmou Yeaton. “Sem a ondulação as cobras ainda percorrem uma distância horizontal, mas o que acontece é que elas falham e acabam, praticamente, tombando”, completou.

robôs
Reprodução/YouTube/Nature

Robô-cobra criado pelos pesquisadores para reproduzir as ondulações


De acordo com o estudo, a ondulação gera uma combinação de movimentos horizontais e verticais que garantem que a cobra tenha um pouso adequado após o salto, permitindo que o animal alcance o solo de forma segura. Para os pesquisadores, a análise da ondulação das cobras voadoras ainda pode ter aplicações na robótica .

Leia Também:  FaceApp nega que aplicativo seja inseguro para os usuários

Yeaton afirma que o movimento de ondulação de cobras no solo já inspira movimentos de robôs na água e em ambientes arenosos.  “Podemos usar o que descobrimos sobre a ondulação aérea e traduzir isso para o robôs, a fim de garantir um ‘deslizamento’ bem-sucedido”, afirmou o cientista.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA