Política Nacional

PT racha aliança com PSB no RS e tenta selar palanques de Lula

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PT e PSB racham no Rio Grande do Sul e petistas tentam palanque próprio
Reprodução montagem – 26.07.2022

PT e PSB racham no Rio Grande do Sul e petistas tentam palanque próprio

O PT e o PSB, os dois principais partidos da aliança em torno da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, ficaram distantes de um acordo e devem se enfrentar na eleição para o governo do Rio Grande do Sul, o quinto maior colégio eleitoral do país.

Ainda há esperanças entre os petistas em chegar a um entendimento, mas lideranças do partido reconhecem que hoje essa chance é remota. A eleição gaúcha será discutida amanhã em reunião da executiva do PT. No encontro, deve ser votada ainda a possibilidade de rompimento da aliança com Marcelo Freixo (PSB) no Rio, diante da candidatura ao Senado de Alessandro Molon (PSB). Dirigentes do PT fluminense dizem que havia um acordo para que o candidato único a senador na chapa fosse o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT).

Será avaliada ainda pela direção petista a situação das chapas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre e Rondônia.

No Rio Grande do Sul, uma união entre PT e PSB chegou a ser anunciada ema 15 de junho. O entendimento, naquela ocasião, era de que o nome para disputar o governo seria discutido posteriormente. Passado mais de um mês, no entanto, não houve acordo. Tanto o ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB) quanto o deputado estadual Edegar Pretto (PT) mantiveram suas pré-candidaturas.

No sábado, o PSB aprovou em convenção a candidatura de Albuquerque. Ontem, o PT anunciou a pré-candidatura do ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra ao Senado. Ele deseja cumprir um mandato coletivo, com participação ativa de dois suplentes, que também assumiriam o posto por meio de um rodízio.

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Indagado se ainda via possibilidade de composição com o PT, o presidente do PSB do Rio Grande do Sul, Mário Bruck, foi direto:

“Se interessar ao PT colocar o nosso vice, tem.”

Bruck acrescentou que há uma decisão partidária de não abir mão da candidatura a governador. No PT, a resistência ao candidato do PSB tem relação com os ataques que Albuquerque fazia ao partido de Lula até o começo do ano. Os petistas gaúchos também argumentam que o PSB fez parte da atual gestão do PSDB no estado.

Sem saída

A disputa para o governo gaúcho tem dois candidatos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (PL): o ex-ministro Onix Lorenzoni (PL) e o senador Luis Carlos Heinze (PP). Como representante da terceira via, o principal nome é o ex-governador Eduardo Leite (PSDB).

Havia uma intenção de o PT e PSB estarem juntos em todos os estados. Mas as diferenças em alguns locais devem prevalecer. Na Paraíba, o atual governador, João Azevêdo (PSB), viu os petistas se aliarem ao seu adversário, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

Em outros locais, porém, foi possível chegar a um entendimento. No Espírito Santo, o PT aceitou retirar a pré-candidatura do senador Fabiano Contarato para apoiar a reeleição do atual governador Renato Casagrande (PSB).

Em Santa Catarina, o desfecho do embate entre PT e PSB foi semelhante ao de São Paulo. Após meses de idas e vindas, a pressão e a força do PT deixou a sigla aliada sem saída. O senador Dário Berger (PSB) retirou a pré-candidatura ao governo estadual para concorrer à reeleição. Berger esticou a corda até o limite e tentou recorrer ao seu antigo aliado e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que será vice na chapa de Lula. Em vão. Acabou tendo que atender a pedido do ex-presidente:

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“Estive com Lula e Alckmin, e eles me fizeram um apelo pela unidade e para manter a frente ampla unida. O ex-presidente assumiu o compromisso de que eu seria seu único candidato no estado. Não tinha como não atender ao pedido dele.”

A articulação entre PT e PSB, no entanto, gerou efeitos colaterais. O PDT queria a vaga ao Senado para dar mais visibilidade ao ex-ministro Ciro Gomes e deixou a chapa. O PSOL, que faz parte da frente de esquerda, também não abre mão do Senado e avalia lançar candidatura avulsa.

Na eleição paulista, vista como prioritária por Lula, Márcio França (PSB) aceitou desistir de se candidatar a governador no para apoiar o ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Ele vai concorrer ao Senado.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

‘Esquerda é acostumada botar fogo na bandeira nacional’, diz Bolsonaro

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Podcast 'CARA A TAPA`
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Podcast ‘CARA A TAPA`

Em entrevista ao podcast “Cara a Tapa”, durante a manhã deste sábado (13), o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “O pessoal da esquerda é acostumado a botar fogo na bandeira nacional”.

“Eu respeito a bandeira nacional. O pessoal da esquerda é comum você ver botar foga na bandeira nacional e fazer com que os símbolos religiosos sejam profanados, do lado de lá (esquerda), sempre preferiram a cor vermelha, que é associada a ditadutra no mundo todo.”

A resposta veio na segunda pergunta, após o início da conversa, em que o mandatário foi questionado sobre estar atrelando às cores verde e amarelo à campanha política e ao bolsonarismo. O presidente continuou: 

“É de todos nós, pooh…inclusive o verde e amarelo começou a surgir na nossa campanha com mais enfase, né? Quando nós chegamos (campanha de 2018) começou a se a usar mais ainda. Logicamente que o pessoal faz uma relação comigo, mas não tem nada haver, é de todos nós.”

Em 2018, Bolsonaro usou as cores e a bandeira do Brasil em sua campanha eleitoral, na época, segundo ele, o intuito era reforçar o patriotismo.

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