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Protocolo anterior da Covid-19 é melhor do que o atual, afirma Mandetta

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bolsonaro e mandetta lado a lado
Agência Brasil

Mandetta afirma que Bolsonaro o critica para desviar sua culpa diante descontrole da Covid-19


Em entrevista concedida à Reuters, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta , afirmou que o protocolo de tratamento precoce da Covid-19 , defendido atualmente pelo Ministério da Saúde, é pior do que o anterior, quando ele estava à frente da pasta.


O médico afirma que é arriscado pedir para que pessoas busquem o sistema de saúde ao apresentarem sintomas da Covid-19 , como manda o ministro interino, general Eduardo Pazuello.

O protocolo da gestão Mandetta pedia que pessoas com sintomas suspeitos do novo coronavírus permanecessem em casa, a não ser que fossem graves. A orientação visava evitar contaminações em instalações hospitalares.

Pazuello, por outro lado, sugere que pessoas com sintomas leves busquem o posto de saúde para fazer o tratamento com a cloroquina e hidroxicloroquina – medicamentos defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que não possuem eficácia cientificamente comprovada contra a Covid-19.

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“Prefiro aquele caminho do que esse caminho de mandar as pessoas saírem de casa, procurar uma unidade de saúde e tentar vender para elas uma medicação que não tem eficácia”, disse Mandetta.

Bolsonaro faz ataques recorrentes ao ex-ministro, chegando a chamar sua gestão de “desgraça” . Ele atribui a  marca de 100 mil óbitos a esta orientação de permanecer em casa e pelo fato de Mandetta não concordar com o uso da cloroquina no tratamento.

Foram essas desavenças, além de divergência de opiniões sobre o isolamento social, que fizeram com que Mandetta fosse demitido pelo presidente.

Mandetta afirma que as novas críticas são feitas pois Bolsonaro tenta “empurrar seus erros” para outros fatores.

“Agora é o ex-ministro, porque ele precisa, chegou um número muito grave, 100 mil óbitos por esse caminho que o governo resolveu caminhar, e a sociedade parou para refletir, fez um olhar para trás de como chegamos até aqui, e ele de uma maneira pensando como proteger a si, não a me atacar, ele cria esse enredo fantasioso basicamente de uso político para si”, disse.

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Mandetta afirmou que, em sua gestão, as decisões tinham embasamento técnico e científico, e que pessoas deste comitê não estão sendo mais escutadas pela gestão Pazuello.

“Eu não levo esse assunto muito profundamente porque as orientações que dávamos eram amparadas por um conselho muito grande do Ministério da Saúde. E eles saíram, não são mais ouvidos. Não sei quem formula a política do Ministério da Saúde , não me parece que militares tenham formação técnica para formular”, afirmou Mandetta.

O ex-ministro tem se mostrado  crítico à militarização da pasta diante da pandemia . Ele chegou a afirmar que essa tática foi adotada por Bolsonaro já que essa ala é mais alinhada com seus pensamentos diante do combate ao novo coronavírus .

“Como eu não sei nada de militarismo, eu não critico como o cara dobra o paraquedas dele. Eles devem saber muito sobre paraquedas, bombas, fuzis, seria muito equivocado da minha parte como médico criticar como ele atira numa pessoa, assim como não vejo capacidade técnica para desenvolver um debate em torno de uma crítica em saúde, não a mim, mas ao Ministério da Saúde e a todas as academias brasileiras”, declarou Mandetta.

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Política Nacional

Witzel cita Tiradentes e diz que é “perseguido” na Alerj

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Wilson Witzel%2C governador do Rio de Janeiro
Reprodução/Tv Alerj

Wilson Witzel é julgado por suposta prática de corrupção na Saúde

O governador afastado do Rio de Janeiro,  Wilson Witzel (PSC), fez seu discurso de defesa por videoconferência na Assembleia Legsialtiva do Rio de Janeiro  (Alerj) nesta quarta-feira (23) e citou  Tiradentes ao dizer que é “perseguido” pelo deputados que votarão pelo seu impeachment.

“Estou sendo linchado moralmente e politicamente sem ter o direito de me defender”, inciou Witzel ao criticar também a “injustiça” da qual está sendo alvo.

“Tiradentes que foi delatado, vendido, morreu enforcado e as partes do seu corpo foram jogadas em praça pública para servir de exemplo para a tirania. A tirania escolhe suas vítimas e as expõem para que outros não mais se atrevam”, afirmou o governador afastado.

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“Eu não me importo de ser julgado e submetido a julgamento nenhum porque tenho a convicção de que jamais cometi um ato ilícito”, disse Witzel. Neste momento ele continua fazendo seu discurso de defesa, que tem duração prevista no regimento de uma hora.

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