Agronegócio

Propriedade se transforma com ATeG

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O casal Gustavo Morais Dias e Larleane Júnia Morais, do distrito de Suzana, zona rural de Brumadinho, viu a propriedade onde moram se transformar. Em menos de um ano no Projeto SuperAção Brumadinho, o sítio passou a gerar renda com produtos da agricultura familiar. Antes do suporte do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, o Sítio Fotossíntese tinha apenas uma horta para subsistência e árvores frutíferas em formação. Hoje, é pioneiro na produção de tomates tipo Grape Sweet Heaven em cultivo protegido e referência em qualidade e diversidade de produtos agrícolas sem uso de defensivos químicos.

A propriedade recebe visitas mensais da técnica de campo Janaina Canaan Rezende de Souza desde fevereiro de 2020. Para o início da tomaticultura, foi preciso planejamento e estruturação do projeto produtivo, porém, logo no mês seguinte, com a pandemia, foi preciso encarar a dificuldade no acesso a insumos para começar as atividades. O interesse em cultivar tomates surgiu por ser uma cultura que é pouco difundida na região. Em julho de 2020, as mudas foram projetadas para um ambiente protegido e, em setembro, já foi possível escoar a produção. Em novembro, a horta foi ampliada e agregou mais culturas, que somaram receitas e diversificaram a produção.

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Hoje, toda a comercialização é feita on-line e, com o aumento da demanda, a produção também cresceu cerca de 75%, segundo Larleane. O cardápio é compartilhado com os clientes e os pedidos são entregues semanalmente nos endereços de cadastro. O sucesso nas vendas fica por conta das olerícolas folhosas convencionais, como couve, rúcula, salsinha, manjericão, hortelã e cebolinha. Tomate e pimenta também são oferecidos. Além disso, a produção de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), como taioba, azedinha, beldroega e peixinho, têm sido outro atrativo.

“O que antes era mantido apenas para o nosso sustento prosperou mais do que imaginávamos, em qualidade e renda. O ATeG é surpreendente! Mudou a vida de muitas pessoas que se viam sem esperanças por causa do rompimento da barragem. É perceptível nossa evolução: de noções de boas práticas à sustentabilidade”.

Comprometimento

Na avaliação da técnica de campo, o Sítio Fotossíntese superou expectativas graças à dedicação e ao empenho do casal. As anotações sobre a condução da cultura, as compras de insumos e a comercialização dos produtos são feitas no Caderno do Produtor Rural, material entregue logo no início dos atendimentos como ferramenta gerencial.

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“O casal é disciplinado e tratam o sítio como um empreendimento rural, sabendo da importância do controle de receitas e despesas para a gestão financeira. Enxergar a propriedade em números auxilia nas tomadas de decisões para que sejam assertivas e embasadas na evolução dos ciclos produtivos e realidade de recursos”.

Futuro

As próximas ações na propriedade visam à implantação da rastreabilidade vegetal e à ampliação da produção de tomates e outros vegetais. Os produtores também querem obter selos que atestem ao consumidor que o processo de produção vegetal atende às boas práticas agrícolas em todos os estágios.

“Queremos abrir as portas do sítio para o turismo de base comunitária com um roteiro em que o cliente viva a experiência do contato com as plantas, conheça o processo de cultivo, sinta o cheiro, entenda para que servem e os modos de preparo. É como se retribuíssemos todo o conhecimento que recebemos”, completou Larleane.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

CNA debate critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural

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Brasília (10/05/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (10), de uma audiência pública virtual para discutir os critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural, medida que o Banco Central (BC) pretende implementar ainda esse ano.

O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, a pedido do presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e deputado federal, José Mário Schreiner (DEM/GO).

O BC colocou em consulta pública duas minutas de atos normativos (82/2021 e 85/2021) que preveem critérios de sustentabilidade aplicáveis na concessão de crédito rural e também para a caracterização de empreendimentos com restrições de acesso a financiamentos em razão de dispositivos legais ou infralegais pertinentes a pontos socioambientais.

O tema vem sendo amplamente analisado pela Confederação junto às federações de agricultura e pecuária nos estados e com as equipes da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop/BC).

Na avaliação da entidade, as minutas de atos normativos propostas na consulta pública nº 82/2021 precisam de significativos aprimoramentos, pois produzem conflito de normas e possuem potencial de criação de barreiras normativas à contratação de crédito rural, sem previsão de benefícios aos produtores que atendem completamente a legislação ambiental, trabalhista e fundiária vigente.

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José Mário Schreiner

“A nossa maior preocupação é de estarmos criando mais burocracia para o acesso ao crédito. Essas resoluções vão prejudicar, principalmente, os produtores mais vulneráveis, que não têm poder de barganha e dependem do crédito rural oficial”, afirmou Schreiner.

Segundo a análise da CNA, o BC está definindo critérios e condições que os próprios investidores podem definir e as propostas potencializam exigências que o produtor rural já precisa cumprir em benefício das instituições financeiras, além de confundir “parâmetros de sustentabilidade” com “tipo de empreendimento” e “linhas de crédito”.

“É preciso juntar todas essas peças em um texto único, com ponderação e baseado no instrumento oficial que determina o que é sustentável e o que não é, sob pena de colocarmos injustamente numa lista de cancelamento determinado produtor que não conseguiu cumprir critérios subjetivos e sem clareza”, disse o consultor de Meio Ambiente da CNA, Rodrigo Justus.

Rodrigo Justus

O posicionamento da Confederação é de que as minutas sejam aprimoradas antes de sua efetiva implementação, prevista para 1º de julho de 2021. A CNA está alinhada à agenda que o Banco Central tem desenvolvido para fortalecer o ambiente institucional, simplificar os procedimentos e regras, aumentar a competitividade e a flexibilidade na concessão de crédito, reduzir o custo de observância às instituições financeiras, e colaborar para a alocação mais eficiente do crédito, em consonância com os princípios da Agenda BC# Sustentabilidade. No entanto, essas minutas de atos normativos estão na contramão desses objetivos.

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O debate também contou com a participação de representantes do Banco Central, dos ministérios da Agricultura, da Economia e do Meio Ambiente, da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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Fonte: CNA Brasil

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