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Projeto de reconstrução gratuita de aréola ajuda centenas de mulheres

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Iniciativa já atendeu mais de cem mulheres nos últimos sete anos
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Iniciativa já atendeu mais de cem mulheres nos últimos sete anos

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, 66 mil brasileiros foram diagnosticados com câncer de mama no último ano. Por conta da periculosidade da doença, a mastectomia é um dos procedimentos utilizados para a retirada do tumor. A retirada das mamas, mesmo que parcialmente, tende a abalar a relação das mulheres com seus corpos. 

Na tentativa de melhorar a autoestima de mulheres que perderam partes da mama com a mastectomia, o tatuador Yurgan Barret criou o Y Rosa, projeto que oferece gratuitamente o redesenho de aréola com tatuagens hiperrealistas no Rio de Janeiro.

Ao longo de sete anos, o tatuador carioca já atendeu mais de cem mulheres em seu estúdio. Em parceria com sua esposa, Anne Barret, Yurgan organiza o projeto, que acontece anualmente no mês de outubro.

Em entrevista para o iG Delas, o profissional conta que a iniciativa surgiu em uma conversa com sua parceira. ‘’Eu já tinha tatuado algumas mulheres [com mastectomia] antes. Aí, sete anos atrás, eu e minha esposa estávamos conversando e tivemos a ideia de divulgarmos esse trabalho que eu já fazia. Foi aí que surgiu a ideia’’.

''É muito gratificante trabalhar com isso'', afirma Yurgan
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”É muito gratificante trabalhar com isso”, afirma Yurgan

Em sua primeira edição, o Y Rosa aconteceu em apenas dois dias do mês de outubro. No último ano, a iniciativa chegou a atender mulheres durante cinco dias seguidos. 

Segundo Yurgan, todas as mulheres que participam do evento contam com um laudo médico que comprova a saúde das mamas para a tatuagem. ‘’Entendo que  existe vontade de querer conseguir resolver logo, sabe? Mas, às vezes, os pontos ainda não estão 100% cicatrizados, ou o médico não liberou para poder fazer o procedimento. Por isso, sempre exigimos um laudo’’.

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Nas datas quando o projeto é realizado, Barret oferece o serviço gratuitamente, mas são as mulheres que decidem qual tatuagem vão fazer. “Algumas fazem a reconstrução de uma aréola, e outras, das duas. Também existem as mulheres que preferem uma arte em cima da mama, então desenvolvemos uma arte em cima do local, criando um novo desenho com base no conceito que ela queira’’, declara.

Com o crescimento do Y Rosa, mais profissionais começaram a oferecer seus serviços para as sobreviventes do câncer de mama. Além do redesenho da aréola, as últimas edições contaram com profissionais de micropigmentação fio-a-fio, maquiadores profissionais, palestras motivacionais, grupos de discussão e sorteios para as participantes. 

Yurgan trabalha com tatuagens desde a adolescência
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Yurgan trabalha com tatuagens desde a adolescência


Em 2022, o estúdio de Yurgan consolidou uma parceria com o Laboratório Exeltis, que é especializado em saúde feminina. Com a parceria, o tatuador poderá levar o projeto para outras seis cidades. ‘’A meta é que a gente consiga atender 100 mulheres só neste ano’’, afirma.

Para selar a parceria, o Y Rosa ganhará uma edição especial na sexta, 05 de agosto, no Yurgan Tattoo Studio.

“Sempre que termino uma tatuagem, dá pra ver na reação das mulheres que isso faz muito bem. No estúdio, temos um espelho bem grande, e é visível que elas têm muita felicidade e gratidão’’.

Yurgan acredita que é impossível não se emocionar: ‘’Acho que envolve muita emoção num todo. Não só comigo, mas com toda a equipe que trabalha comigo’’.

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Ressignificação

O câncer de mama e a mastectomia têm grandes impactos na autoestima das mulheres. Por isso, quando a maquiadora profissional e sobrevivente do câncer de mama Joelma Quadros descobriu a existência do projeto Y Rosa, ela sabia que gostaria de participar.

joelma
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Joelma está livre do câncer há nove anos

Joelma descobriu o câncer de mama sozinha. Dentro de casa, a profissional notou um grande caroço em seu seio. “Quando fiz o ultrassom, meu mastologista me mandou fazer uma biópsia. Ele só mandou eu fazer esse exame para saber sobre os possíveis tratamentos, porque ele não tinha dúvida que eu tinha câncer de mama’’.

A maquiadora afirma que a descoberta foi muito difícil para toda a sua família. Com dois filhos ainda pequenos, ela teve que lutar contra o tempo para conseguir lidar com o tumor.

“Fiz cirurgia e fiz quimioterapia. No final do ano, eu ainda estava em tratamento quando meu marido foi embora e me abandonou doente com as crianças. Foi graças a minha fé e a minha família que tudo deu certo’’

Desde que foi curada, Joelma procurava por um tatuador para ressignificar suas cicatrizes de mastectomia. No entanto, foi com a vinda de Yurgan para Florianópolis que a catarinense realizou seu sonho. 

“Vi uma reportagem local sobre um tatuador que viria aqui ajudar mulheres que fizeram mastectomia. Sempre quis fazer, mas nunca achei ninguém aqui na região que fazia esse trabalho’’.

Empolgada com a possibilidade, a catarinense contatou o estúdio na mesma hora. “Liguei, agendei e fui para Florianópolis. Lá, eu fiz e amei o projeto. [Yurgan e Anne] são pessoas maravilhosas, eu tenho eles guardados no meu coração. Melhorou totalmente minha autoestima’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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Novo estudo identifica três tipos de orgasmo feminino

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Os orgasmos receberam o nome de
Ana Melo

Os orgasmos receberam o nome de “onda”, “avalanche” e “vulcão”

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine.

Os nomes se referem à maneira como os movimentos do assoalho pélvico ocorreram durante a preparação para o orgasmo e a liberação da tensão no orgasmo.

Os cientistas caracterizaram como “onda” quando o assoalho pélvico apresenta ondulações ou contrações sucessivas de tensão e liberação no orgasmo. Já a “avalanche” ocorre quando há uma tensão mais elevada do assoalho pélvico com contrações que diminuem a tensão durante o orgasmo. Já o “vulcão” é caracterizado pelo assoalho pélvico permanecendo em uma tensão mais baixa antes de aumentar drasticamente no clímax.

Para o estudo, 54 mulheres usaram um vibrador conectado por Bluetooth, chamado Lioness, detecta a força das contrações do assoalho pélvico em dois sensores laterais, para que esses padrões possam ser analisados.

As mulheres, que realizavam as tarefas em casa, foram instruídas a se masturbarem até chegarem ao orgasmo e desligar o aparelho dois minutos após alcançarem o clímax. As voluntárias repetiram as ações por vários dias. Elas também foram solicitadas a realizar um teste de controle, no qual inseriam o vibrador, mas não se estimularam.

Os resultados apontaram que quase 50% das mulheres (26) tiveram orgasmos de “onda”, enquanto 17 tiveram “avalanches” e 11 tiveram “vulcões”.

Uma descoberta importante foi que cada mulher experimentou consistentemente apenas um dos três tipos. Alguém que tem um padrão de orgasmo provavelmente não será capaz de experimentar nenhum dos outros, embora não tenha sido estabelecido se isso é ou não possível ter outros movimentos do assoalho pélvico ou se isso é apenas menos comum.

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“Estamos fazendo um estudo de longo prazo de mulheres usando o Lioness para ver como esses diferentes padrões de orgamos são experimentados, quais são os níveis de prazer e de onde vem a estimulação que os induz”, disse James Pfaus, professor de neurociência da Universidade Charles e principal autor do estudo, em comunicado.

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Fonte: IG Mulher

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