Agronegócio

Programa AgroNordeste comemora alcance de 100% da meta em Minas Gerais

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O AgroNordeste, programa que presta assistência técnica e gerencial a propriedades do semiárido, conclui 2020 comemorando 100% da meta de atendimento executada. São 54 grupos assistidos em Minas Gerais, o que significa capacitação, conhecimento e geração de renda para 1620 produtores rurais. A equipe conta com 54 técnicos de campo e quatro supervisores, que atuam nas regionais de Araçuaí e Montes Claros.

Segundo o coordenador do programa no SENAR MINAS, o analista técnico Ricardo Tuller, os trabalhos começaram em março deste ano com um grupo pequeno de produtores e, especialmente neles, já se notam o avanço da produtividade, melhoria das técnicas de produção e aumento da renda.  O programa assiste oito cadeias no estado: Apicultura, Avicultura, Cafeicultura, Fruticultura, Olericultura, Bovinocultura de Corte e Leite e Piscicultura. As atividades seguem até dezembro de 2022.

“As duas principais mudanças até o momento são a implantação de medidas de impacto dentro da propriedade já nas primeiras visitas e a o uso de tecnologias dentro das atividades produtivas”, detalha Tuller. Os assistidos também estão recebendo treinamentos de formação profissional rural para capacitar a mão de obra nas propriedades, visando o incremento de renda.

Programa AgroNordeste comemora alcance de 100% da meta em Minas Gerais - SENAR MINAS
O técnico de campo Edgar (à esquerda), com produtor de banana assistido pelo AgroNordeste

Confiança e sucesso

Em apenas seis meses sendo assistido pelo AgroNordeste, Aloísio Soares Otoni, que produz banana prata em uma propriedade de 13 hectares em Araçuaí, viu sua produção subir de 320 caixas por mês para 1000. Destas, 640 são de fruta de 1ª qualidade; o que não serve para o mercado, ele passou a transformar em banana passa, gerando mais renda para a família. “O produtor é muito aberto a novas tecnologias. Então fizemos análise de solo para identificar carências da planta, implantamos fertirrigação, tratos culturais adequados e controle sanitário, o que levou a um grande incremento na produção”, conta o técnico Edgar Botelho de Faria. “A assistência do programa foi 100%. Depois que eu coloquei as ideias dele em prática, a lavoura melhorou demais, graças a Deus”, elogia o produtor.

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Produtor de café, Joel Marcony da Silva Santos, de Novo Cruzeiro, não estava muito empolgado com o programa – mas o trabalho do técnico Leandro Gonçalves Moreira e os exemplos de sucesso que ele mostrou ganharam sua confiança. “Ele apresentou um grande avanço na aplicação das recomendações. Foi a primeira vez que ele fez uma análise de solo na lavoura – a partir daí fizemos a correta calagem e adubação química do cafezal. Ele também reduziu custos adquirindo os insumos por meio de compra coletiva com outros produtores assistidos”, conta o técnico. Dois dos quatro talhões da propriedade foram renovados e a estimativa é de aumento de cerca de 40 a 50% de produção para o próximo período.

Programa AgroNordeste comemora alcance de 100% da meta em Minas Gerais - SENAR MINAS
Leandro, técnico de campo (à esquerda) com cafeicultor atendido pelo programa

Impacto da ATeG no semiárido

De acordo com o coordenador técnico do SENAR MINAS, Bruno Rocha, a assistência técnica é uma ferramenta de aplicação universal porque trata cada unidade produtiva como um negócio único, considerando a regionalização como elemento fundamental para a escolha das tecnologias a serem ofertadas ao produtor rural.

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“Temos a clareza que o semiárido traz consigo desafios maiores no que tange a ocorrência de intempéries climáticas, exigindo a aplicação de técnicas que permitam ao produtor maior resiliência em sua atividade. Nossos técnicos e supervisores estão engajados em promover o desenvolvimento sustentável dessas unidades, buscando, sobretudo, a geração de renda e o bem-estar da família rural daquela região”, avaliou.

AgroNordeste

A iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural do semiárido no Nordeste e em parte de Minas Gerais. O objetivo é levar assistência técnica e gerencial para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego. A iniciativa vai beneficiar 25,2 mil produtores até 2022.

O programa é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES em parceria com os Sindicatos Rurais.

Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Quebra de safra preocupa cafeicultores

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Minas pode colher uma safra de café até 43% menor este ano. É o que revela o 1º Levantamento da Safra 2021 de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Ainda segundo o estudo, o Sul de Minas deve amargar perdas entre 43 e 47%, em relação ao ano anterior.

O vice-presidente do Sistema FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA, Breno Mesquita, confirma que os números batem com a percepção do setor produtivo. “Já vínhamos alertando para este cenário desde o ano passado. Além da bienalidade negativa, tivemos graves problemas climáticos em 2020, que já nos sinalizavam uma perda preocupante para a safra atual. Os percentuais levantados pela Conab são bastante similares aos que temos recebido de feedback dos produtores e cooperativas”.

Minas Gerais responde por quase metade de toda a produção nacional, e deve alcançar entre 19,8 milhões e 22,1 milhões de sacas (redução de 42,8% em relação ao último ano). A perda mineira pode ser percentualmente maior do que a média de outros estados, pela predominância do café arábica, que sofre maior influência da bienalidade negativa. Mas as perdas apontadas pela Conab são igualmente preocupantes para todo o país: o documento estima uma produção nacional total – somados conilon e arábica -, entre 43,8 milhões e 49,5 milhões de sacas, indicando uma redução entre 30,5% e 21,4%, em comparação ao resultado apresentado na safra passada.

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“É uma perda muito significativa e que nos preocupa muito, porque esses reflexos do clima provavelmente impactarão também a safra seguinte, de 2022. Precisaremos criar dispositivos para que o cafeicultor brasileiro tenha condições de ultrapassar esse momento. Desde o ano passado temos trabalhado nessa busca por recursos, linhas de crédito e instrumentos de renda para o produtor. Já conseguimos o aporte de 150 milhões para a recuperação de cafezais danificados, que estão disponíveis aos produtores e serão essenciais para dar fôlego à cafeicultura brasileira“. – conclui Breno Mesquita.

Clique aqui para acessar as tabelas e o Boletim completo do 1° Levantamento da Safra de Café 2021.

Imagem: Flickr CNA

Fonte: CNA Brasil

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