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Professores e lições na pandemia

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Em 2020 a educação precisou se adaptar por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. Em um contexto de inseguranças e incertezas, abruptamente o professor teve de ressignificar sua carreira e reinventar o processo de ensino com o auxílio das tecnologias de informação e comunicação. A educação remota exigiu do profissional de educação o desenvolvimento rápido de competências digitais e o investimento pessoal em novas tecnologias como ferramentas pedagógicas. 

“A experiência com a docência, com a sala de aula, acaba nos tornando resilientes e abertos às mudanças e às transformações. Mas foi preciso nos reinventarmos. Foi tudo muito rápido, as aulas foram suspensas em março e em abril já estávamos com algumas atividades remotas”, afirma o professor de geografia da rede estadual Nathan Moretto.

De acordo com Nathan, na rede estadual as próprias escolas foram se organizando durante o período sem aulas, mas na prática o aprendizado foi possível por meio de trocas de experiências e do trabalho solidário entre os próprios colegas de profissão. “Nós professores ajudamos uns aos outros para que aprendêssemos as plataformas digitais, produzíssemos conteúdo remotamente, encontros virtuais, para conseguir entrar em contato com os nossos estudantes, garantindo a aprendizagem deles”, explica.

Nathan conta que, antes da pandemia, não houve formação com os docentes para que pudessem utilizar as tecnologias e os cursos oferecidos aos profissionais da rede estadual pública de ensino aconteceram tempo depois que as aulas remotas já haviam iniciado. Para a doutora em Educação Cleonara Schwartz, a pandemia escancarou, em um cenário de desvalorização profissional e iminente risco de desemprego, uma das desigualdades enfrentadas pela categoria: o da exclusão digital. 

Professora há 38 anos, Cleonara ressalta que uma das facetas desse problema é falta de formação continuada voltada para o aprendizado das tecnologias de informação. Por falta de iniciativas que estimulem uma preparação especializada, explica, de uma hora para outra os professores tiveram de dominar as plataformas digitais, sendo que muitos sequer possuíam familiaridade com o mundo tecnológico. 

“As políticas públicas precisam ficar atentas e ofertar formação de qualidade para fazer essa inclusão da categoria docente. Os professores tiveram de se adequar e buscaram suprir sozinhos o que as políticas públicas não deram conta. Antes o trabalho era feito na escola, a tecnologia entrava pela via da escola e não pela vida privada. Pensar na carreira docente no atual contexto da pandemia, eu acho que é pensar nesses desafios que tornaram mais evidentes, mas não responsabilizar a pandemia. Isso é um processo histórico que começa desde quando os profissionais deixaram de ser valorizados. A gestão da educação precisa ser sensível a isso”, pondera a doutora em Educação. 

Gastos com tecnologias

Outro problema enfrentado pela categoria refere-se ao acesso a computadores e à internet de qualidade, questões não atingem apenas os alunos da rede pública. Muitos docentes das redes pública e privada não tinham os recursos necessários e tiveram de arcar sozinhos com os custos das novas ferramentas pedagógicas, adquirindo eletrônicos e planos de internet com alta velocidade, para que o ensino remoto provesse educação durante os incertos meses sem aulas presenciais. 

O professor Nathan Moretto lembra as dificuldades enfrentadas por alguns profissionais quando foi determinado o ensino remoto. “Muitos docentes se encontraram numa situação difícil. O ensino a distância foi estabelecido e alguns docentes nem tinham computador. Por falta de opção precisaram comprar num contexto em que os eletrônicos estavam acima do valor normal praticado pelo mercado. Somado a isso, muitos tiveram perdas salariais devido à diminuição da carga horária”.

Para Cleonara Schwartz, faltam políticas públicas que estimulem o acesso democrático às tecnologias. “Desvalorização salarial, condições desfavoráveis de trabalho, ausência de políticas públicas, esgotamento físico e mental são apenas alguns dos problemas antigos que impactam a vida do professor. Nós não tivemos medidas voltadas para a democratização da internet. Mesmo com salários desvalorizados a categoria tem internet pagando do próprio bolso, utilizando os equipamentos da vida privada para a carreira profissional. Tudo para manter nosso compromisso ético de formação dos nossos estudantes”, afirma.

Criatividade

Nesse período de transição de método de ensino, além do investimento, também foi necessário esforço e criatividade para que os professores conseguissem dar aula no ambiente doméstico. As novas formas de lecionar passaram por transformações e, em muitos casos, houve a necessidade de se modernizar. Cada um encontrou o caminho possível para se conectar aos estudantes.

Um exemplo é o professor Fernando Valderato, que improvisou em sua casa uma sala de aula para conseguir levar aos alunos do ensino fundamental, médio e de pré-vestibular os conteúdos das aulas de ciências e química. Para isso foi necessário criatividade com um quadro, um banco alto e livros para apoiar o computador. 

Fernandinho, apelido como é conhecido pelos alunos da rede privada e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), conta que a rotina de casa foi alterada em função das aulas online. Apesar de ter mantido a mesma carga horária das aulas presenciais, as videoaulas aumentaram o trabalho consideravelmente, já que, além de organizar o conteúdo didático, também teve de aprender a editar os vídeos que vão para o Youtube.  

Período desafiador

Segundo ele, apesar da criatividade e da facilidade com tecnologias, esse foi o período mais desafiador durante os 18 anos na carreira docente. “Dou as aulas ao vivo, a plataforma grava e depois faço a edição para colocar no canal do YouTube. O professor teve de assumir várias funções por falta de opção. A maioria sem apoio das escolas. Confesso que eu já tinha certa habilidade com esses vídeos, mas nem todos têm aptidão para falar em frente uma câmera, mesmo sendo ótimos professores em sala de aula. Em minha opinião, o maior desafio das aulas remotas foi o de manter a qualidade do ensino”, opina Fernandinho. 

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O doutor e professor de engenharia mecânica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Márcio Martins também teve de adaptar seu ambiente doméstico para oferecer o ensino remoto aos estudantes da graduação e da pós-graduação. Márcio adquiriu eletrônicos de última geração, como mesa digitalizadora e tela secundária, para facilitar a interação e o aprendizado dos alunos. 

Diferente dos professores dos ensinos fundamental e médio, os docentes da Ufes tiveram um tempo maior para conhecerem as plataformas digitais e adequarem os conteúdos didáticos com as novas tecnologias, já que as aulas virtuais só tiveram início em setembro. O doutor em engenharia mecânica relata que esse período de espera foi benéfico para aprender as diferentes plataformas digitais e para testar as novas metodologias de ensino.

“Tive tempo de refletir sobre as formas de ensinar. As novas tecnologias facilitam o ritmo da aula. Ajudam na verificação dos problemas, rapidamente consigo pegar no Google exemplos de um artigo, de vídeos e figuras. É uma grande vantagem a versatilidade que as tecnologias permitem para a qualidade da aula”, afirma.

Maior interação

Para Márcio foi uma grande surpresa a participação dos alunos com dúvidas e questionamentos durante as aulas virtuais. Segundo ele, a interação aumentou em virtude dos vários meios de comunicação que as plataformas digitais disponibilizam para o aluno. 

“Alguns estudantes se sentiram mais confortáveis em mandar as perguntas através dos chats. O método presencial ainda inibe alguns alunos. A desvantagem dos instrumentos virtuais está na dificuldade de avaliar o aluno individualmente. Essas ferramentas trazem uma importante missão na discussão ética sobre o processo de avaliação”, ressalta. 

Ensino remoto

Mesmo com todo o empenho para dominar as ferramentas digitais e dedicação para prender a atenção dos estudantes de diferentes faixas etárias, Fernando Valderato observa que a maioria de seus alunos não se adaptou ao ensino remoto. 

As dificuldades com internet limitada, indisponibilidade de computador e ausência de ambiente propicio para estudar são motivos suficientes para o desestímulo. Valderato ainda ressalta que os mais prejudicados são as crianças do ensino fundamental que necessitam de artifícios lúdicos no processo de aprendizagem e, principalmente, do contato direto com o educador. 

Professora de inglês de uma escola particular de Vitória, Érika Bragatto conta que custou em aceitar o ensino remoto para os alunos da educação infantil. Com alunos entre 3 e 5 anos, Érika defende que, para esse público, o tempo dedicado aos eletrônicos deve ser limitado para que o computador seja realmente uma ferramenta educacional. 

Apesar de ter sido resistente, ela relata que logo que deu a primeira aula online percebeu o quanto seus alunos necessitavam desse momento de encontro com seus colegas e professores, mesmo que de forma virtual. 

“Para que os encontros fossem proveitosos tentei produzir a rotina e didática da sala de aulas. Mesmo utilizando de recursos lúdicos, com fantoches e obras literárias, a atenção dos pequenos através de uma tela de computador é ainda menor do que presencialmente. Não é a mesma coisa, o ensino de uma língua estrangeira não dispensa o contato, mas deu certo. Aprendemos juntos, erramos juntos e aprimoramos juntos também”. Para Erika o apoio da instituição e a parceria entre pais e professores foi o segredo para o sucesso. 

Nathan Moretto também concorda que o ensino remoto não é o método ideal; para ele, o maior prejuízo está justamente na falta da possibilidade do encontro exigido pelo distanciamento da pandemia. “É diferente quando damos aulas presencialmente para nossos alunos. Com o encontro as pessoas interagem e (isso) impulsiona as discussões. Permite esse importante espaço de socialização que é a escola”. 

Apesar do cenário difícil ocasionado pelo distanciamento e pela excepcionalidade do momento, o docente destaca a dedicação dos pedagogos e das instituições para melhorar a qualidade do ensino e consequentemente da aprendizagem do aluno. Segundo o professor de geografia, nos últimos meses foi possível observar uma movimentação intensa no compartilhamento de ideias, de planejamentos coletivos, das formas de organização dos currículos, dos métodos de avaliar e ensinar.

“Vejo muita vida pulsando mesmo de modo remoto. Muitas táticas têm sido criadas para garantir ao aluno uma aprendizagem significativa nesse período triste da nossa história. Poucas vezes eu vi tantos espaços de discussões para pensar a educação sendo feita na escola. O planejamento remoto se mostrou bastante frutífero. O que demonstra que o cotidiano escolar é um espaço de inovação, é um espaço potente para criar”, exalta Nathan.

Para Nathan muitas ferramentas digitais serão aproveitadas como complemento para aprendizagem num momento pós-pandemia. 

Pressão 

A sobrecarga de trabalho é um dos obstáculos no caminho dos educadores. Somado às funções que o professor adquiriu para produzir uma aula virtual, estão os afazeres domésticos, a responsabilidade e o acompanhamento escolar dos próprios filhos, o suporte emocional para os alunos e a pressão dos pais que passaram a participar efetivamente das aulas dos filhos. 

O professor Nathan Moretto fala do desgaste com o aumento de conteúdo produzido para adaptar as aulas para o ensino remoto, já que o material acumulado ao longo da carreira docente precisou ser todo ajustado para as aulas a distância. 

Para ele, a sobrecarga de trabalho e o isolamento social deixaram professores e alunos com o emocional à flor da pele. Nathan ainda destaca que a falta do espaço de socialização da escola incita a ansiedade e a baixa da produção. “Os bons encontros que acontecem na escola eles nos inspiram, nos mobilizam, nos auxiliam na vida”, desabafa.

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Já sobre a presença dos pais durante os encontros virtuais, o professor considera benéfica essa participação. “Sentimos a pressão, inclusive nós professores já nos cobramos muito. Em nossos encontros virtuais muitas vezes até por conta da configuração da casa dos alunos, muitos pais acabavam assistindo e participando das aulas também. Não considero isso ruim, até porque quando a aula é vista por mais pessoas torna a possibilidade de mais uma aprender aquilo que está sendo ensinado”, opina.

Entretanto, o acúmulo de funções associado às longas jornadas, aos desafios técnicos e ao alto nível de cobrança tem refletido diretamente na saúde emocional dos professores que estão se sentindo esgotados profissionalmente e emocionalmente. Em alguns casos a exaustão pode desencadear quadros clínicos de depressão, Síndrome do Pânico e Síndrome de Bournot. 

De acordo com o psicólogo Fernando Bueno Franco Vasques de Miranda, a demanda desses profissionais da educação em seu consultório aumentou bastante. “Todo esse processo vem trazendo desgaste psicológico na maioria dos educadores. Alguns pacientes descrevem bem a exaustão e esgotamento total durante a jornada de trabalho. E para piorar muitos são discriminados pelas próprias instituições de que fazem parte, e que na maioria das vezes, não dão suporte técnico e psicológico”, lamenta.  

Para Cleonara, um dos eixos de apoio para a categoria do magistério deveria ser o suporte emocional. “Na atual conjuntura é estressante ter de dar conta em fazer algo que não se fazia antes e de se mostrar desempenho em algo que não utilizava tão bem. O suporte emocional também deveria ser uma tônica das políticas e dos gestores da educação. É fundamental que o professor receba apoio e que tenhamos uma relação mais humanizada com esse professor”, adverte a doutora em educação.

Dedicação 

Diante dos desafios impostos aos professores pelo isolamento social e na contramão do ensino a distância, a professora de libras Joyce Babosa fez a diferença quando decidiu, durante a pandemia, dar aulas presenciais para Edilson Gomes Monteiro, estudante do primeiro ano do ensino médio. Aluno de um colégio estadual no município de Linhares, Edilson é deficiente auditivo e não possuía computador e nem tinha acesso a sinal de internet, já que reside na zona rural de Bananal do Sul.  

Preocupada com as limitações de seu aluno que não domina a língua portuguesa e necessita de uma intérprete para conseguir fazer as lições disponibilizadas pela escola, Joyce não hesitou em entrar em contato com a família de Edilson, que autorizou os encontros presenciais para que o menino não desistisse do ano letivo. 

Para que as aulas acontecessem, a professora precisava percorrer cerca de 70 quilômetros, pelo menos uma vez por semana, até a casa de Edilson. Os encontros eram embaixo de uma árvore, com medidas de segurança e longe das tecnologias tão utilizadas no momento, mas com a principal ferramenta para ensinar: “amor e disposição”.


Joyce relata que as dificuldades são insignificantes perto da gratidão que ela recebe de Edilson e de sua família ao reconhecerem seu esforço e dedicação para que ele tenha acesso ao ensino. 

“Ficávamos embaixo da mangueira, aquele local vai ficar marcado para sempre na minha vida. Toda vez ele ficava me esperando porque sabia que o único canal de comunicação seria eu indo lá interpretar para ele. Edilson é um aluno dedicado, que aproveita as oportunidades, que valoriza os nossos encontros. Não tem dinheiro que pague poder acompanhar sua evolução e aproveitamento. Todo sacrifício vale a pena”, lembrou. 

A dedicação da professora de libras e a vontade de aprender de Edilson ganharam tanta repercussão que uma empresa se sensibilizou e doou a instalação de internet rural e um computador ao aluno. Agora os encontros acontecem pelo meio remoto e a distância não é uma limitação para a vontade de aprender de Edilson. De acordo com Joyce, as tecnologias facilitaram a comunicação e agora eles se falam mais vezes durante a semana. 

Professores com louvor

Mesmo com condições limitadas, Cleonara ressalta que os docentes não fugiram do compromisso ético de formação dos estudantes e ofereceram com maestria ensino de qualidade. 

“Estão todos convivendo com a desvalorização da carreira docente, com a precarização do trabalho do professor. Mesmo com todas essas condições limitantes e no contexto de excepcionalidade da pandemia, respondemos à responsabilidade que é social, que é de construir uma justiça social por uma educação de qualidade”. 

Ela ressalta o comprometimento dos docentes. “O compromisso da categoria profissional não deixou de se mostrar presente para a sociedade capixaba. Os professores cumpriram seu papel, entraram nessa lógica de dar continuidade mesmo sendo de responsabilidade da escola o procedimento de ensino-aprendizagem. Isso é motivo de parabenizar os trabalhadores da educação”, afirma Cleonara. 

Para Nathan os professores corresponderam às provocações impostas pela pandemia. “Nosso desafio como educador tem sido o de buscar a aprendizagem e o cuidado para que nossos alunos e colegas fiquem firmes diante dos obstáculos. O que eu vejo é que fomos tomados por um acontecimento, mas nós professores estivemos à altura dos desafios que ele evoca”.
 

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Política

Homem é preso por maus-tratos a cadela

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Um homem foi preso na tarde desta segunda-feira (19) por causa de maus-tratos cometidos contra uma cadela da raça pitbull, com cerca de dois anos, amarrada e sem comida em uma residência em Praia Grande, Fundão. A cadela foi resgatada pela CPI dos Maus-Tratos contra os Animais em ação realizada na localidade conhecida como Beco do Cigano.

A cadela, que deu cria há cerca de dois meses, foi retirada da residência com apoio de uma veterinária voluntária e da Polícia Civil de Fundão. O tutor, W. F. M., foi autuado e preso em flagrante por crimes de maus-tratos pelo delegado Geraldo Rodrigues da Silva, responsável pelo plantão da delegacia de Aracruz.

“A CPI recebeu denúncia, muito bem fundamentada, com fotos, relatando a situação de maus-tratos desse animal. O denunciante aguardou a diligência da CPI, sem dar divulgação nas redes sociais, para evitar que o tutor retirasse o animal da residência”, explicou a presidente da CPI, deputada Janete de Sá (PMN).

Ela continuou. “Na tarde desta segunda-feira, fomos ao local e resgatamos a cadela que estava em situação de sofrimento. O animal corria risco de enforcamento, estava caquético, preso em um local insalubre, sem água, sem comida, com escoriações e pulgas pelo corpo. Diante da gravidade do caso, retiramos o animal e o levamos para uma clínica veterinária”.

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Essa é a segunda prisão realizada no estado em menos de uma semana, depois que passou a vigorar a nova lei que preve^ aumento da pena e prisa~o para quem maltrata cães e gatos. Nos casos de flagrante, o agressor é preso e levado à audiência de custódia.

A CPI dos Maus-Tratos contra os Animais recebe em média 150 denúncias por mês. As denúncias devem ser encaminhadas para o e-mail: defesadosanimaises@gmail.com.

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