Agronegócio

Produção de carne de qualidade e uso de ILPF são destaques no Agro pelo Brasil

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Brasília (21/11/2020) – Potencial da produção de carne de qualidade e uso de tecnologias sustentáveis como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) foram alguns dos temas debatidos na quarta edição do projeto Agro pelo Brasil, encerrada no sábado (21).

A iniciativa do Sistema CNA/Senar traz uma programação com assuntos relevantes para o agro, além de experiências de sucesso, cultura e gastronomia local. Dessa vez, as cidades envolvidas foram Brasília (DF), Salvador (BA), Goiânia (GO), Itapetinga (BA) e Ipameri (GO).

A discussão sobre o potencial da produção de carne de qualidade reuniu o supervisor de Protocolos de Rastreabilidade do Instituto CNA, Paulo Vicente Costa, o assessor do técnico Senar/BA, Luiz Raimundo Freire Sande, o instrutor do Senar/GO, Alexandre Rui Barbosa, e o engenheiro agrônomo, Marcos Palhares.

Paulo Costa destacou que a carne de qualidade depende de manejo sanitário e nutricional e genética. Outra ferramenta fundamental é a rastreabilidade, cada vez mais valorizada pelos consumidores e decisiva para a conquista de mercados.

A plataforma Agri Trace, sistema de protocolos de certificação de raças bovinas desenvolvido pela CNA para agregar valor à produção dos pecuaristas, é exemplo dessa tendência. Hoje, a ferramenta reúne 11 programas de qualidade de carne e dois protocolos de garantia da identificação de bovinos.

“Temos um mercado fantástico para expansão de carnes gourmet dentro e fora do Brasil. Produzimos apenas 15 mil toneIadas por ano e ainda importamos 79 mil toneladas de países como a Argentina e o Uruguai. Precisamos demonstrar para o consumidor que nossos produtos, por meio desses protocolos, têm qualidade até mesmo superior que os nossos vizinhos”, afirmou ele.

Apesar de ter o maior rebanho comercial do mundo e ser um grande exportador de carne “commodity” de excelente qualidade, o assessor técnico do Senar/BA também acredita que o Brasil deve investir na produção de cortes com maior marmoreio e maciez.

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“É uma carne diferenciada e com um consumo que chegou a aumentar 32% em alguns períodos. Cerca de 80% do nosso rebanho é Nelore e, mesmo não sendo uma raça de referência nessas características, sabemos que é possível conseguir animais de excelente qualidade, como já está acontecendo com muitos produtores”, disse Luiz Raimundo Freire Sande.

Alexandre Rui Barbosa ressaltou a importância do melhoramento genético e da padronização dos animais com foco no tipo de carne que se deseja produzir. Já Marcos Palhares citou a influência que a alimentação tem na quantidade e na qualidade da carne produzida. Para ele, uma das alternativas mais completas é a silagem de milho.

ILPF – O uso da ILPF como tecnologia sustentável foi tema do debate com o assessor técnico do Senar, Mateus Tavares, o instrutor do Senar/GO, José Mateus Santini, e o zootecnista João Jorge Pieroni Tertius.

Segundo Mateus Tavares, a técnica é uma das práticas preconizadas pelo Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e traz benefícios ambientais e sociais como a intensificação da produção na mesma área e o incremento da renda do produtor. Atualmente, a ILPF está presente em mais de cinco milhões de hectares no Brasil, mas a transferência de tecnologia continua sendo o maior entrave para a sua expansão.

“O produtor precisa saber como ele vai implementar da maneira correta e isso deve ser feito de forma profissional. O projeto ABC Cerrado trouxe uma informação importante: onde tivemos capacitação e assistência técnica, a implementação foi 11 vezes maior”, revelou.

O instrutor do Senar/GO apontou a necessidade de adequação do sistema integrado para as características de cada propriedade. Conforme José Mateus Santini, os custos para a implementação da ILPF são mais altos na comparação com as técnicas convencionais e exige planejamento, conhecimento e maquinário apropriado.

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Outras vantagens da prática, citou João Jorge Pieroni Tertius, são melhoria da sanidade do solo e sua conservação, redução de pragas e doenças e aumento da matéria orgânica e da produtividade.

Programação – A equideocultura para a saúde, esporte e lazer foi analisada pelo instrutor do Senar/BA, Luverci Alves de Lucena, e pelo médico veterinário e instrutor do Senar/GO, João Francisco Godoi. Eles abordaram pontos como manejo nutricional e cuidados sanitários necessários com os animais.

O Projeto Forrageiras para o Semiárido foi destaque em uma reportagem sobre o andamento das ações na unidade de referência instalada em Itapetinga. A iniciativa, desenvolvida pelo Sistema CNA/Senar e pela Embrapa, avalia o potencial produtivo e a adaptação das plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido para a recomendação de novas fontes de alimento para o rebanho.

O quadro AgroUp destacou o MIP 4.0, ferramenta em desenvolvimento para o manejo inteligente de pastagens de forma remota, e o Olho do Dono, um software para a pesagem de bois com câmera 3D digital no pasto, sem estresse dos animais.

No Agro Mitos, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho, e a assessora técnica da entidade, Ana Lígia Lenat, responderam perguntas sobre o uso de água na agropecuária e de hormônios na criação de frangos.

A parte musical e a gastronomia também foram destaque. Os cantores Perilo Trajano e Cléber Sardinha, de Itapetinga, e as duplas Xavantinho e Bradoque e Zé Milton e Eduardo, de Ipameri, se apresentaram no Talentos da Nossa Terra. O quadro Do Rural à Mesa mostrou receitas de pão de mandioca e de geleia de pimenta.

Xavantinho e Bradoque

Assista a programação completa aqui.

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Com maior rebanho bovino do país, mato-grossenses se capacitam no curtimento do couro

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Apesar de possuir o maior rebanho bovino do país com 30 milhões de cabeças de gado, Mato Grosso ainda tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é o aproveitamento do couro dos animais. O Estado possui a participação de apenas 1% nas exportações da matéria-prima (incluindo búfalos e equídeos), segundo dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Mesmo assim, com o baixo índice, treinamentos têm sido realizados para aproveitar o potencial do Estado. Dentre eles estão os cursos de curtimento e conservação do couro bovino, e confecção de artigos de montaria, ambos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), em parceria com os Sindicatos Rurais.

Após o curso em Pontes e Lacerda, Orceny Machado, aprendeu mais sobre o curtimento do material e agradeceu a oportunidade. “Foi muito gratificante aprender essas práticas de curtimento de couro e acredito que vai nos ajudar bastante”.

Esse foi o primeiro curso do jovem Wender Camargo nesta área da bovinocultura. “É fácil e se seguir direitinho vai dar certo. Foi uma grande oportunidade para aprender”.

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Instrutor credenciado junto ao Senar-MT, Maurinho Costa da Silva, explica que devido ao baixo valor agregado do couro em Mato Grosso, falta conhecimento quanto aos cuidados com a pele do animal ainda vivo. “Para ser exportado, o couro passa por uma classificação de qualidade, mas como o preço da arroba é a parte mais valorizada e não a pele, o produtor não tem incentivo para aproveitá-la”.

Diante deste cenário, o curtimento nas fazendas é destinado para benefício na própria propriedade, segundo Maurinho. “Eles não curtem o couro para comercialização, mas para confeccionar artigos de montaria que serão utilizados no dia a dia da fazenda”.

Confecção de artigos – Essa é a principal fonte de renda de Cecílio dos Santos, artesão em Poconé. A partir do treinamento, o morador aperfeiçoou as técnicas e agora confecciona selas que custam de R$350 a R$900. “Antes eu fazia trança e laço e agora aprendi a fazer as selas. Demoram uns três dias para ficarem prontas, mas gosto muito de trabalhar com a matéria-prima”.

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No mesmo município, Sérgio de Arruda também se dedica há anos para confecção de artigos de couro e desde a capacitação consegue aproveitar ainda mais o material. “Bom que aproveita o couro, porque em alguns lugares o pessoal até joga fora”, lamenta.

Fonte: CNA Brasil

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