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Procon-SP pede mudança na embalagem do soro de leite: ‘Induz a erro’

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soro de leite
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Soro do leite é vendido a quase R$ 5

No início deste mês, o Procon-SP notificou a Quatá Alimentos para explicar detalhes sobre a Bebida Láctea Cristina , como tabela nutricional e embalagem, depois que o item viralizou nas redes sociais. Após a resposta da empresa, o órgão pede que o rótulo seja alterado, alegando que a apresentação atual induz o consumidor ao erro, levando-o a achar que se trata de bebida equivalente ao leite. 

A fabricante informou ao Procon-SP a composição do produto: a cada 100g do produto, é utilizada a quantidade de 37,93g de leite desnatado e 59,99g de soro de leite fluído. Segundo o órgão, esta última informação está escrita em letras reduzidas.

Outra informação usada pelo Procon-SP para justificar a semelhança com a apresentação de marcas de leite é o destaque na embalagem da bebida láctea da informação “Fonte de Vitaminas A e D”, algo comum nos rótulos de leite.

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O fabricante afirma que o produto não é voltado para lactentes e crianças de primeira infância e que na apresentação da embalagem não consta direcionamento para este grupo. Já o órgão salienta a presença de uma uma ilustração de “vaquinha” no rótulo, o que poderia levar o consumidor a comprar o item para este público.

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O uso deste tipo de imagem nas embalagens ou rótulos de leites fluidos, leites em pó, leites modificados e similares de origem vegetal é vetada pelas regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela Lei 11.265/ 2006, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância.

Até o momento, a empresa não respondeu ao pedido de posicionamento.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Lula fala em isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil

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Lula usa a economia para criticar Bolsonaro
Reprodução/Twitter – 16.08.2022

Lula usa a economia para criticar Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feria (17) que estuda isentar a contribuição do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo o candidato à presidência da República, a medida seria implementada ainda no primeiro ano de governo , com isso, mais de 23,8 milhões de contribuintes seriam beneficiados pela isenção.

“Quando eu era presidente, reajustei várias vezes a tabela do Imposto de Renda. O Bolsonaro prometeu e não fez. Nós vamos reajustar a tabela, escolher uma faixa maior para isentar do imposto, penso que por volta de R$ 5 mil. Vamos ter que estudar e discutir sobre isso”, disse Lula em entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais. 

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Segundo a Unafisco, o número de isentos passaria de 7,6 milhões para  23,8 milhões (16,2 milhões a mais) com um ajuste integral da tabela, de 147,4%, dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 4.710,49.

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“Na hora que você fizer isso vai ter que deixar de arrecadar uma quantidade enorme de dinheiro que você vai ter que dizer de qual outra fonte vai tirar recurso”, disse o candidato.

“Agora, o reajuste [da tabela], independentemente de qualquer coisa, a gente vai fazer todo ano. Ora, se tudo se reajusta nesse país, por que a tabela do Imposto de Renda não pode ser reajustada para aqueles que vive de salário?”, completou o ex-presidente.

Ontem, no primeiro dia de campanha, Lula esteve no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, falando com trabalhadores na porta da fábrica da Volkswagen e disse que “a primeira medida” do seu governo seria o reajuste da tabela do Imposto de Renda. 

Para o petista, uma das saídas para a crise econômica e social enfrentada pelo Brasil é desenhar e colocar em prática uma reforma tributária progressiva, em que os mais ricos terão que pagar mais impostos, aliviando os mais pobres e permitindo o reajuste da tabela do IR, que beneficia sobretudo a classe média.

Segundo levantamento realizado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ), a defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) já causou prejuízo de R$ 90 bi à classe média

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Uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018 foi isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos, que na época representava R$ 5 mil. Já eleito, Bolsonaro prometeu, em 2019, que corrigiria a tabela do IR com, “no mínimo” a inflação.

A cinco meses de terminar o mandato, caso não seja reeleito, o presidente não fez nem uma coisa, nem outra. E, agora,  afirma que vai corrigir a tabela do IR em 2023.

A disparada da inflação nos últimos meses acentuou, no governo Bolsonaro, a mordida do Imposto de Renda sobre a renda dos trabalhadores. Só nos três anos e meio do mandato de Bolsonaro, a defasagem da tabela do IR chega a 26,6%, segundo estudo feito pelo Sindifisco Nacional.


Fonte: IG ECONOMIA

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